Unidades evolutivas e conservação do Veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus Linnaeus, 1758) no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Ribeiro, Rullian César [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/251635
https://orcid.org/0000-0002-8507-9955
Resumo: O veado-campeiro é uma espécie que pertencente à família Cervidae e possui sua distribuição histórica em áreas abertas desde o sul amazônico até o norte da argentina. Seu período de atividade é diurno e possui busca ativa por alimento sendo um podador pastador, com preferência alimentar para brotos e flores. Até o momento existem cinco subespécies reconhecidas que foram descritas com base na sua morfologia e composição genética. Devido aos seu fácil avistamento e especificidade de habitat as pressões antrópicas têm causado impactos na conservação da espécie, sendo a conversão de vegetação nativa em áreas de plantio, caça, atropelamentos e entradas de doenças do gado as principais ameaças para a espécie. Esse trabalho teve como objetivo delimitar a estruturação genética das populações relictuais de veados-campeiros ao longo de sua distribuição no Brasil, utilizando pequenos fragmentos mitocondriais extraídos de DNA fecal partindo da hipótese que essas populações tenham se estruturado devido ao isolamento por distância. Foi realizada a modelagem de nicho ecológico da espécie, com o intuito de prospectar as áreas com a maior probabilidade de ocorrência da espécie baseando-se em variáveis climáticas e dados de cobertura do solo. Através das análises populacionais foi possível perceber que as populações amostradas possuem uma história filogeográfica representada por um clina genética o que refuta a hipótese de isolamento por distância e traz uma nova perspectiva sobre as conexões entre as populações da espécie. A partir da modelagem de nicho ecológico foi inferido que a área atual de distribuição da espécie sofre com o avanço da agropecuária sendo o plantio de soja o cultivo que possui o maior avanço sobre os campos naturais.
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