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Potencial regenerativo da membrana de nanocelulose incorporada com óxido de grafeno na reparação de feridas cutâneas em modelo experimental em ratos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: França Júnior, Luiz Carlos de
Orientador(a): Tabushi, Fernando Issamu
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Instituto Presbiteriano Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/41823
Resumo: Introdução: A cicatrização de feridas cutâneas é um processo dinâmico que envolve interação coordenada entre células inflamatórias, matriz extracelular e mediadores bioquímicos. Nesse contexto, a nanocelulose associada ao óxido de grafeno (CNF+GO) tem se destacado como plataforma promissora para o desenvolvimento de curativos bioativos, com potencial para modular inflamação, angiogênese e organização do colágeno. Objetivos: Avaliar o potencial regenerativo da membrana de nanocelulose incorporada com óxido de grafeno na reparação de feridas cutâneas em modelo experimental em ratos. Métodos: Foram utilizados 36 ratos Wistar machos, submetidos à confecção de feridas excisionais no dorso e tratados com gaze simples (grupo C) ou membrana de nanocelulose + grafeno (grupo D), avaliados aos 7 e 14 dias, denominados subgrupos 7 dias e 14 dias. Os parâmetros avaliados foram a taxa de contração das feridas, a quantificação de capilares em campos de grande aumento, avaliação histopatológica semiquantitativa do exsudato neutrofílico, infiltrado linfoplasmocitário, fibroblastos, fibras colágenas, profundidade da cicatriz e reepitelização. Os dados foram analisados por ANOVA, adotando-se p < 0,05. Resultados: A membrana de nanocelulose (CNF) com óxido de grafeno (GO) e a gaze promoveram contração progressiva das feridas, sem diferença estatisticamente significativa, embora o grupo D tenha mostrado tendência de maior contração aos 14 dias. A angiogênese foi semelhante entre os tratamentos, indicando ausência de efeito negativo da membrana. Observou-se resolução inflamatória mais rápida no grupo D, com redução do exsudato neutrofílico aos 14 dias. Ambos os curativos apresentaram resposta fibroblástica adequada, porém o grupo D demonstrou maior maturação do colágeno e melhor organização tecidual no período tardio, além de maior frequência de reepitelização completa. Conclusão: Conclui-se que a membrana de nanocelulose com óxido de grafeno é um curativo seguro e, pelo menos, equivalente à gaze na cicatrização de feridas cutâneas em ratos, apresentando sinais de resolução inflamatória mais rápida e maior maturação colágena no período tardio. Tais resultados sustentam seu potencial translacional como biomaterial para manejo de feridas agudas e possíveis aplicações futuras em lesões crônicas de cicatrização lenta.
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spelling França Júnior, Luiz Carlos deTabushi, Fernando Issamu2026-02-06T12:52:48Z2025-12-18https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/41823Introdução: A cicatrização de feridas cutâneas é um processo dinâmico que envolve interação coordenada entre células inflamatórias, matriz extracelular e mediadores bioquímicos. Nesse contexto, a nanocelulose associada ao óxido de grafeno (CNF+GO) tem se destacado como plataforma promissora para o desenvolvimento de curativos bioativos, com potencial para modular inflamação, angiogênese e organização do colágeno. Objetivos: Avaliar o potencial regenerativo da membrana de nanocelulose incorporada com óxido de grafeno na reparação de feridas cutâneas em modelo experimental em ratos. Métodos: Foram utilizados 36 ratos Wistar machos, submetidos à confecção de feridas excisionais no dorso e tratados com gaze simples (grupo C) ou membrana de nanocelulose + grafeno (grupo D), avaliados aos 7 e 14 dias, denominados subgrupos 7 dias e 14 dias. Os parâmetros avaliados foram a taxa de contração das feridas, a quantificação de capilares em campos de grande aumento, avaliação histopatológica semiquantitativa do exsudato neutrofílico, infiltrado linfoplasmocitário, fibroblastos, fibras colágenas, profundidade da cicatriz e reepitelização. Os dados foram analisados por ANOVA, adotando-se p < 0,05. Resultados: A membrana de nanocelulose (CNF) com óxido de grafeno (GO) e a gaze promoveram contração progressiva das feridas, sem diferença estatisticamente significativa, embora o grupo D tenha mostrado tendência de maior contração aos 14 dias. A angiogênese foi semelhante entre os tratamentos, indicando ausência de efeito negativo da membrana. Observou-se resolução inflamatória mais rápida no grupo D, com redução do exsudato neutrofílico aos 14 dias. 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Tais resultados sustentam seu potencial translacional como biomaterial para manejo de feridas agudas e possíveis aplicações futuras em lesões crônicas de cicatrização lenta.OutrosInstituto Presbiteriano Mackenzienanoceluloseóxido de grafenocicatrização de feridasratosPotencial regenerativo da membrana de nanocelulose incorporada com óxido de grafeno na reparação de feridas cutâneas em modelo experimental em ratosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://lattes.cnpq.br/8393056590921303http://lattes.cnpq.br/2452469244063647Ribas Filho, Jurandir Marcondeshttp://lattes.cnpq.br/7077398001188294Nassif, Paulo Afonso Nuneshttp://lattes.cnpq.br/5902051031307945Greca, Claudio de Paula Soareshttp://lattes.cnpq.br/2276333209972546Introduction: Skin wound healing is a dynamic process that involves coordinated interaction between inflammatory cells, extracellular matrix, and biochemical mediators. In this context, nanocellulose associated with graphene oxide (CNF+GO) has stood out as a promising platform for the development of bioactive dressings, with the potential to modulate inflammation, angiogenesis, and collagen organization. Objectives: To evaluate the regenerative potential of nanocellulose membrane incorporated with graphene oxide in the repair of skin wounds in an experimental model in rats. Methods: A total of 36 male Wistar rats were used, submitted to the preparation of excisional wounds on the back and treated with simple gauze (group C) or nanocellulose + graphene membrane (group D), evaluated at 7 and 14 days, called 7 days and 14 days subgroups. The parameters evaluated were the rate of wound contraction, quantification of capillaries in high-power fields, semiquantitative histopathological evaluation of neutrophilic exudate, lymphoplasmacytic infiltrate, fibroblasts, collagen fibers, scar depth, and re-epithelialization. Data were analyzed by ANOVA, adopting p < 0.05. Results: The nanocellulose membrane (CNF) with graphene oxide (GO) and gauze promoted progressive contraction of the wounds, with no statistically significant difference, although group D showed a trend of greater contraction at 14 days. Angiogenesis was similar between treatments, indicating no negative membrane effect. Faster inflammatory resolution was observed in group D, with a reduction in neutrophilic exudate at 14 days. Both dressings showed adequate fibroblastic response, but group D showed greater collagen maturation and better tissue organization in the late period, in addition to a higher frequency of complete re-epithelialization. Conclusion: It is concluded that the nanocellulose membrane with graphene oxide is a safe dressing and at least equivalent to gauze in the healing of cutaneous wounds in rats, showing signs of faster inflammatory resolution and greater collagen maturation in the late period. Such results support its translational potential as a biomaterial for acute wound management and possible future applications in chronic slow-healing lesions.PROSUP/Taxasnanocellulosegraphene oxidewound healingratsBrasilFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR)UPMPrincípios da CirurgiaCIENCIAS DA SAUDEORIGINALLUIZ CARLOS DE FRANÇA JÚNIOR - DISSERTAÇÃO PRÉ BANCA.pdfLUIZ CARLOS DE FRANÇA JÚNIOR - DISSERTAÇÃO PRÉ BANCA.pdfapplication/pdf2117734https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/43758a77-bc04-478f-bc39-da1dbf241304/download37ef51ea95019fca138fb972ed0b1dd2MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82207https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/90be49a6-c4fb-481e-843f-01f2f97b37e9/downloada092685f5fe02015fe6064807ee8feefMD52falseAnonymousREADTEXTLUIZ CARLOS DE FRANÇA JÚNIOR - DISSERTAÇÃO PRÉ BANCA.pdf.txtLUIZ CARLOS DE FRANÇA JÚNIOR - DISSERTAÇÃO PRÉ BANCA.pdf.txtExtracted texttext/plain103177https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/3860ba71-7626-4802-9c1e-0a62237a45a4/download5e7c3423a863435919f2ceb2208a2ca9MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILLUIZ CARLOS DE FRANÇA JÚNIOR - DISSERTAÇÃO PRÉ BANCA.pdf.jpgLUIZ CARLOS DE FRANÇA JÚNIOR - DISSERTAÇÃO PRÉ BANCA.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2974https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/74de32b6-f806-490f-9d26-1abb29c6985b/download82febb8c38e492ed9ef19c00dd5e6e18MD54falseAnonymousREAD10899/418232026-02-07T06:01:38.575743Zopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/41823https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772026-02-07T06:01:38Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBvIGFjZWl0ZSBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8gYXV0b3IgKGVzKSBvdSBvIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yKSBjb25jZWRlIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBvIGRpcmVpdG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBzZXUgdHJhYmFsaG8gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8gb3MgZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIG91IHbDrWRlby4KQWNlaXRhbmRvIGVzc2EgbGljZW7Dp2Egdm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBvIHNldSB0cmFiYWxobyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byBlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KQ29uY29yZGFyw6EgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyB0YW1iw6ltIHNlcsOhIHJlZ2lkbyBwZWxhIENyZWF0aXZlIENvbW1vbnMgcXVlIE7Dg08gcGVybWl0ZSBvIHVzbyBjb21lcmNpYWwgb3UgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28gZGEgb2JyYSBwb3IgdGVyY2Vpcm9zIGNvbmZvcm1lIGRlc2NyaXRvIGVtIDxhIGhyZWY9Imh0dHBzOi8vY3JlYXRpdmVjb21tb25zLm9yZy9saWNlbnNlcy9ieS1uYy1uZC80LjAvIiB0YXJnZXQ9Il9ibGFuayI+aHR0cHM6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLW5kLzQuMC88L2E+LgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBzZXUgdHJhYmFsaG8gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIERlY2xhcmEgdGFtYsOpbSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgpDYXNvIG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIGNvbnRlbmhhIG1hdGVyaWFsIHF1ZSB2b2PDqiBuw6NvIHBvc3N1aSBhIHRpdHVsYXJpZGFkZSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIG9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgb3MgZGlyZWl0b3MgYXByZXNlbnRhZG9zIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIG91IG5vIGNvbnRlw7pkbyBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JhIGRlcG9zaXRhZG8uCkNBU08gTyBUUkFCQUxITyBPUkEgREVQT1NJVEFETyBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyBPUkdBTklTTU8gUVVFIE7Dg08gU0VKQSBBIFVOSVZFUlNJREFERSBQUkVTQklURVJJQU5BIE1BQ0tFTlpJRSwgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPIENPTU8gVEFNQsOJTSBBUyBERU1BSVMgT0JSSUdBw4fDlUVTIEVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCkEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRvIHNldSB0cmFiYWxobywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo=
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