A quarta revolução industrial e seus reflexos nas relações de trabalho à luz do ordenamento jurídico brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Brasileiro, Eduardo Tambelini lattes
Orientador(a): Lima, Fernando Rister de Sousa lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/28394
Resumo: O presente trabalho traz como tema de pesquisa a Quarta Revolução Industrial e seus reflexos nas relações de trabalho à luz do ordenamento jurídico brasileiro. Para tanto, busca abordar as profundas transformações decorrentes do processo de evolução tecnológica que tem impactado todo o mundo, nos diferentes setores da sociedade, desde a economia, educação, saúde, lazer, relações interpessoais e de trabalho. Considerando esse cenário tecnológico disruptivo, a presente pesquisa tem como ponto de partida o fenômeno da Quarta Revolução Industrial e busca contribuir, de forma original, com uma resposta ao seguinte problema: qual o modelo de proteção jurídico-social adequado para acolher o expressivo avanço tecnológico e, ao mesmo tempo, garantir a proteção do trabalhador e dos empresários que precisam se adaptar a essa nova realidade? Para responder a essa indagação, a investigação assenta-se no método dedutivo, partindo das seguintes premissas, que foram confirmadas no curso do trabalho: a) (premissa maior) a Quarta Revolução Industrial é uma revolução tecnológica disruptiva (expressão utilizada para demonstrar a ruptura com padrões anteriormente adotados); b) (premissa menor) em função do caráter disruptivo da Quarta Revolução Industrial, houve o surgimento de novos trabalhadores, com características específicas que fogem à classificação binária clássica do Direito do Trabalho, bem como, de um novo empreendedor digital, que necessita adaptar-se à nova realidade, cabendo ao direito conferir a esses atores a segurança jurídica adequada nas contratações dessas novas modalidades de trabalho; c) (conclusão) o caráter disruptivo da Quarta Revolução Industrial também está presente na classificação das relações de trabalho, sendo preciso portanto, repensar o Direito e suas categorias clássicas de relação de trabalho, já que o padrão binário clássico, limitado ao trabalhador autônomo e subordinado, apresenta-se insuficiente para a nova realidade. Assim, além de regulamentação jurídica própria, torna-se necessário implementar arranjos institucionais e políticas públicas, com a colaboração de entidades públicas e privadas dos mais variados setores da economia, envolvendo sindicatos, secretarias de governo, Poder Judiciário, órgãos fiscalizadores do trabalho e representantes do Ministério Público, para que, juntos, possam celebrar parcerias bem elaboradas de interesse comum de toda a sociedade. Desse modo, este trabalho aponta para a necessidade da adoção de uma classificação trinária ou tricotômica das relações de trabalho, acrescentando o gênero tertius do “trabalhador coordenado digital”. Uma vez assegurados direitos mínimos e proteção adequada ao trabalhador coordenado digital, mediante regulamentação jurídica própria, arranjos institucionais, políticas públicas e conscientização coletiva, emerge a importância de aproveitar esse momento de Quarta Revolução Industrial para retirar dessa tecnologia as melhores oportunidades para todos os atores envolvidos
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Considerando esse cenário tecnológico disruptivo, a presente pesquisa tem como ponto de partida o fenômeno da Quarta Revolução Industrial e busca contribuir, de forma original, com uma resposta ao seguinte problema: qual o modelo de proteção jurídico-social adequado para acolher o expressivo avanço tecnológico e, ao mesmo tempo, garantir a proteção do trabalhador e dos empresários que precisam se adaptar a essa nova realidade? Para responder a essa indagação, a investigação assenta-se no método dedutivo, partindo das seguintes premissas, que foram confirmadas no curso do trabalho: a) (premissa maior) a Quarta Revolução Industrial é uma revolução tecnológica disruptiva (expressão utilizada para demonstrar a ruptura com padrões anteriormente adotados); b) (premissa menor) em função do caráter disruptivo da Quarta Revolução Industrial, houve o surgimento de novos trabalhadores, com características específicas que fogem à classificação binária clássica do Direito do Trabalho, bem como, de um novo empreendedor digital, que necessita adaptar-se à nova realidade, cabendo ao direito conferir a esses atores a segurança jurídica adequada nas contratações dessas novas modalidades de trabalho; c) (conclusão) o caráter disruptivo da Quarta Revolução Industrial também está presente na classificação das relações de trabalho, sendo preciso portanto, repensar o Direito e suas categorias clássicas de relação de trabalho, já que o padrão binário clássico, limitado ao trabalhador autônomo e subordinado, apresenta-se insuficiente para a nova realidade. Assim, além de regulamentação jurídica própria, torna-se necessário implementar arranjos institucionais e políticas públicas, com a colaboração de entidades públicas e privadas dos mais variados setores da economia, envolvendo sindicatos, secretarias de governo, Poder Judiciário, órgãos fiscalizadores do trabalho e representantes do Ministério Público, para que, juntos, possam celebrar parcerias bem elaboradas de interesse comum de toda a sociedade. Desse modo, este trabalho aponta para a necessidade da adoção de uma classificação trinária ou tricotômica das relações de trabalho, acrescentando o gênero tertius do “trabalhador coordenado digital”. Uma vez assegurados direitos mínimos e proteção adequada ao trabalhador coordenado digital, mediante regulamentação jurídica própria, arranjos institucionais, políticas públicas e conscientização coletiva, emerge a importância de aproveitar esse momento de Quarta Revolução Industrial para retirar dessa tecnologia as melhores oportunidades para todos os atores envolvidosThis thesis presents as a research theme the Fourth Industrial Revolution and its reflections on labor relations in the light of the Brazilian legal system. For this purpose, it seeks to approach the deep transformations resulting from the process of technological evolution that has been impacting the whole world, in different sectors of society, including the economy, education, health, leisure, interpersonal relations, and the work. Considering this disruptive technological scenario, the present research has as starting point the phenomenon of the Fourth Industrial Revolution, and it seeks to contribute, in an original way, with an answer to the following issue: what is the appropriate legal and social protection model to receive the expressive technological advance and, at the same time, to ensure the protection of workers and entrepreneurs who need to adapt to this new reality? To answer this question, the investigation is based on the deductive method, starting on the following premises, which were confirmed in the course of the work: a) (the major premise) the Fourth Industrial Revolution is a disruptive technological revolution (expression used to demonstrate the break with standards previously adopted); b) (the minor premise) due to the disruptive feature of the Fourth Industrial Revolution, there was the appearance of new workers, with specific characteristics out of the classic binary classification of Labor Law, as well as a new digital entrepreneur, who needs to adapt to the new reality, and the Law must ensure to these players the adequate legal certainty in the hiring of these new types of work; c) (the conclusion) the disruptive feature of the Fourth Industrial Revolution is also present in the classification of labor relations; therefore, it is necessary to rethink the Law and its classical categories of labor relationships, once the classical binary standard, limited to the self-employed and employee, shows to be insufficient for the new reality. So, besides their own legal regulation, the implementation of institutional arrangements and public policies becomes necessary, with the collaboration of public and private entities from a lot of sectors of the economy, involving trade unions, government departments, the Judicial Branch, labor supervisory bodies, and representatives of the Public Prosecutor's Office, so that, together, they can enter into well-developed partnerships of common interest to all society. Thus, this work shows the need to adopt a trinary or trichotomous classification of labor relations, adding the tertius gender of the "digital coordinated worker”. Once minimum rights and appropriate protection are guaranteed to the digital coordinated worker, through its own legal regulations, institutional arrangements, public policies, and collective awareness, emerges the importance of taking advantage of this moment of the Fourth Industrial Revolution to take away from this technology the best opportunities for all the players involvedInstituto Presbiteriano Mackenzieapplication/pdfporUniversidade Presbiteriana Mackenziehttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessquarta revolução industrialdisrupçãorelações de trabalhoplataformas digitaistecnologia e trabalhoproteção do trabalhadortrabalhador coordenado digitalCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO::DIREITO PUBLICOA quarta revolução industrial e seus reflexos nas relações de trabalho à luz do ordenamento jurídico brasileiroinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisfourth industrial revolutiondisruptionlabor relationsdigital platformstechnology and workworker protectiondigital coordinated workerreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEPinto, Felipe Chiarello de Souzahttp://lattes.cnpq.br/9554142049617388Emane, AugustinBoucinhas Filho, Jorge CavalcantiSantana, Paulo Campanhahttp://lattes.cnpq.br/5951680447692473http://lattes.cnpq.br/2078012822920263BrasilFaculdade de Direito (FDIR)UPMDireito Político e EconômicoORIGINALEDUARDO TAMBELINI BRASILEIRO.pdfEduardo Tambelini Brasileiroapplication/pdf3900734https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/2d583ecf-54cb-4608-b993-64d40a6863d8/download50ee59d461753b0668311d8d4b17733fMD51trueAnonymousREADCC-LICENSElicense_urlapplication/octet-stream49https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/1a39ad23-7cdd-4a3c-adab-3026e2c2edb0/download4afdbb8c545fd630ea7db775da747b2fMD52falseAnonymousREADlicense_textapplication/octet-stream0https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/83dbb9d7-d2de-47c3-b6ee-b8c2ad4f4b76/downloadd41d8cd98f00b204e9800998ecf8427eMD53falseAnonymousREADlicense_rdfapplication/octet-stream0https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/b5626886-d1b0-4902-bc92-bce73b2b2ef2/downloadd41d8cd98f00b204e9800998ecf8427eMD54falseAnonymousREADLICENSElicense.txttext/plain2108https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/571463f0-4f2c-4cfc-889e-6736f999c5aa/download1ca4f25d161e955cf4b7a4aa65b8e96eMD55falseAnonymousREADTEXTEDUARDO TAMBELINI BRASILEIRO.pdf.txtEDUARDO TAMBELINI BRASILEIRO.pdf.txtExtracted texttext/plain560404https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/edda0be2-1481-4abc-b206-6bde231997c9/download0bdf7c287a8e3eec342ee9ea80bb1b6aMD58falseAnonymousREADTHUMBNAILEDUARDO TAMBELINI BRASILEIRO.pdf.jpgEDUARDO TAMBELINI BRASILEIRO.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1218https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/1b8a51c0-7993-42bf-a5c7-a1ec131c3138/download0069ee3f5263815fc4a371a5547159d9MD59falseAnonymousREAD10899/283942022-03-15T01:07:59.778Zhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/Acesso Abertoopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/28394https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772022-03-15T01:07:59Repositório Digital do Mackenzie - 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