Aisthesis: vestígios sobre produção e ativação da estesia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Carvalho, Leonardo Birche de
Orientador(a): Martins, Mirian Celeste Ferreira Dias
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/40248
Resumo: A palavra grega aisthesis, que pode ser traduzida como percepção sensível, recebeu desde a Era Antiga o olhar de diversos teóricos, principalmente da filosofia, que nela viam as bases para a construção do conhecimento, ou da interação do indivíduo com o mundo, ou ainda sobre a reação do sujeito frente a uma experiência. A partir do iluminismo, aisthesis dá origem a uma ciência específica pelas mãos de Alexander Baumgarten (1993), que define a nova ciência como estética, uma ciência da percepção sensível, entendendo-a em sua totalidade e autonomia. Desde então, a aisthesis é retomada por pensadores interessados nas formas de interação e experiência dos indivíduos com as obras de arte, como podese observar em Immanuel Kant (2016, 2020), Liev Vigotski (2001, 2003, 2005), Hans Robert Jauss (1994, 2002a, 2002b) e Jacques Rancière (1996, 2009a, 2009b, 2011, 2012, 2021). Esta pesquisa é iniciada pelo acercamento da conceituação dada para aisthesis no percurso histórico por esses teóricos, que fundaram as discussões sobre a percepção sensível ou revolucionaram os pensamentos até então correntes. Após o acercamento conceitual, a pesquisa percorre duas obras artísticas, a instalação Através, de Cildo Meireles, e a instalação Florestania, de Eliana Monteiro, objetivando responder à pergunta: estaria a estesia, como perturbadora do repouso dos sentidos, integrada ao processo de criação de artistas e produtores culturais contemporâneos? As obras são apresentadas e estudadas a partir de depoimentos de seus criadores registrados em literatura e audiovisual, bem como a partir da fortuna crítica, de depoimentos de espectadores e de demais pesquisadores, construindo cenário que possibilita afirmar sobre a intencionalidade de criadores na ativação da estesia para o público e na proposição de vivência estética em suas obras e a relação do campo da produção nessa ação.
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spelling Carvalho, Leonardo Birche deMartins, Mirian Celeste Ferreira Dias2025-03-20T14:52:34Z2025-03-20T14:52:34Z2024-06-26A palavra grega aisthesis, que pode ser traduzida como percepção sensível, recebeu desde a Era Antiga o olhar de diversos teóricos, principalmente da filosofia, que nela viam as bases para a construção do conhecimento, ou da interação do indivíduo com o mundo, ou ainda sobre a reação do sujeito frente a uma experiência. A partir do iluminismo, aisthesis dá origem a uma ciência específica pelas mãos de Alexander Baumgarten (1993), que define a nova ciência como estética, uma ciência da percepção sensível, entendendo-a em sua totalidade e autonomia. Desde então, a aisthesis é retomada por pensadores interessados nas formas de interação e experiência dos indivíduos com as obras de arte, como podese observar em Immanuel Kant (2016, 2020), Liev Vigotski (2001, 2003, 2005), Hans Robert Jauss (1994, 2002a, 2002b) e Jacques Rancière (1996, 2009a, 2009b, 2011, 2012, 2021). Esta pesquisa é iniciada pelo acercamento da conceituação dada para aisthesis no percurso histórico por esses teóricos, que fundaram as discussões sobre a percepção sensível ou revolucionaram os pensamentos até então correntes. Após o acercamento conceitual, a pesquisa percorre duas obras artísticas, a instalação Através, de Cildo Meireles, e a instalação Florestania, de Eliana Monteiro, objetivando responder à pergunta: estaria a estesia, como perturbadora do repouso dos sentidos, integrada ao processo de criação de artistas e produtores culturais contemporâneos? 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From the Enlightenment onward, aisthesis gave rise to a specific science at the hands of Alexander Baumgarten (1993), who defined the new science as aesthetics, a science of sensitive perception, understanding it in its totality and autonomy. Since then, aisthesis has been embraced by thinkers interested in the ways in which individuals interact with and experience works of art, as can be seen in Immanuel Kant (2016, 2020), Liev Vigotski (2001, 2003, 2005), Hans Robert Jauss (1994, 2002a, 2002b) and Jacques Rancière (1996, 2009a, 2009b, 2011, 2012, 2021).. This research begins by looking at the conceptualization given to aisthesis in the history of these theorists, who founded the discussions on sensitive perception or revolutionized the ideas that had existed until then. After the conceptual approach, the research goes through two works of art, the installation Através, by Cildo Meireles, and the installation Florestania, by Eliana Monteiro, with the aim of answering the question: is aesthesia, as a disturbance of the rest of the senses, integrated into the creative process of contemporary artists and cultural producers? The works are presented and studied based on the testimonies of their creators recorded in literature and audiovisuals, as well as based on the critical fortune, testimonies from audience members and other researchers, building a scenario that allows us to affirm the intentionality of the creators in activating aesthesia for the public and proposing an aesthetic experience in their works and the relation of the field of production in this action.Aisthesisartaesthetic experienceartistic creationexperienceinterdisciplinarityBrasilCentro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT)UPMEducação, Arte e História da CulturaCNPQ::CIENCIAS HUMANASORIGINALLEONARDO BIRCHE DE CARVALHO.pdfLEONARDO BIRCHE DE CARVALHO.pdfapplication/pdf8547278https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/f139052b-e8b5-4dc1-9354-a8942843bc4c/downloadd2b5d1425f00046647cae8caf1f510a1MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82269https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/c7f726fc-e702-494e-90d3-8f7616a1d703/downloadf0d4931322d30f6d2ee9ebafdf037c16MD52TEXTLEONARDO BIRCHE DE CARVALHO.pdf.txtLEONARDO BIRCHE DE CARVALHO.pdf.txtExtracted texttext/plain279102https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/89186dad-616a-49e1-a684-1389026ceb30/download667abb8bedd9ed3ff9ab5d3536e8b750MD53THUMBNAILLEONARDO BIRCHE DE CARVALHO.pdf.jpgLEONARDO BIRCHE DE CARVALHO.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2541https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/2f25f3ed-104c-4dd5-8d80-f84c2f41afe0/download8206168e78f2a1dce3b6404505786e70MD5410899/402482025-03-21 03:00:34.492oai:dspace.mackenzie.br:10899/40248https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772025-03-21T03:00:34Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKPGJyPjxicj4KQ29tIG8gYWNlaXRlIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSBkaXN0cmlidWlyIHNldSB0cmFiYWxobyAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vKSBwb3IgdG9kbyBvIG11bmRvIG5vIGZvcm1hdG8gaW1wcmVzc28gZSBlbGV0csO0bmljbyBlIGVtIHF1YWxxdWVyIG1laW8sIGluY2x1aW5kbyBvcyBmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgo8YnI+PGJyPgpBY2VpdGFuZG8gZXNzYSBsaWNlbsOnYSB2b2PDqiBjb25jb3JkYSBxdWUgYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgcXVhbHF1ZXIgbWVpbyBvdSBmb3JtYXRvIGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHNlZ3VyYW7Dp2EsIGJhY2stdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgo8YnI+PGJyPgpDb25jb3JkYXLDoSBxdWUgc2V1IHRyYWJhbGhvIHRhbWLDqW0gc2Vyw6EgcmVnaWRvIHBlbGEgQ3JlYXRpdmUgQ29tbW9ucyBxdWUgTsODTyBwZXJtaXRlIG8gdXNvIGNvbWVyY2lhbCBvdSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBvYnJhIHBvciB0ZXJjZWlyb3MgY29uZm9ybWUgZGVzY3JpdG8gZW0gPGEgaHJlZj0iaHR0cHM6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLW5kLzQuMC8iIHRhcmdldD0iX2JsYW5rIj5odHRwczovL2NyZWF0aXZlY29tbW9ucy5vcmcvbGljZW5zZXMvYnktbmMtbmQvNC4wLzwvYT4uCjxicj48YnI+ClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCjxicj48YnI+CkNhc28gbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgZGUgcHJvcHJpZWRhZGUgZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3Ugbm8gY29udGXDumRvIGRvIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmEgZGVwb3NpdGFkby4KPGJyPjxicj4KQ0FTTyBPIFRSQUJBTEhPIE9SQSBERVBPU0lUQURPIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTyBRVUUgTsODTyBTRUpBIEEgVU5JVkVSU0lEQURFIFBSRVNCSVRFUklBTkEgTUFDS0VOWklFLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KPGJyPjxicj4KQSBVbml2ZXJzaWRhZGUgUHJlc2JpdGVyaWFuYSBNYWNrZW56aWUgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSAocykgb3UgbyhzKSBub21lKHMpIGRvKHMpIGRldGVudG9yKGVzKSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==
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