A cena muda : tropicália e canção de protesto, uma fusão político-estética

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Mello, Luciano Barcelos de
Orientador(a): Fischer, Luís Augusto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/293799
Resumo: Este trabalho investiga as influências da Canção de Protesto e da Tropicália, (dois importantes movimentos musicais da década de 1960), na canção dos anos 1970. Tem como objeto estético fundamental de análise, o LP Acena muda, de Maria Bethânia, gravado ao vivo em 1974, considerado como obra particularmente representativa dos anos de 1970, por ter incorporado em sua concepção estética fortes marcas, tanto da Canção de Protesto quanto da Tropicália. A hipótese é de que os dois movimentos aparecem fusionados neste importante álbum, principalmente através da estratégia estética da bricolagem. A artista Maria Bethânia é aqui considerada como autora da obra, não apenas como intérprete de obras de outros compositores. A base maior das reflexões se deve às obras do estudioso da canção, e também cancionista, Luiz Tatit. Destacadamente, como leituras de apoio, o autor José Miguel Wisnik, também cancionista e estudioso da canção; a autobiografia de André Midani, diretor da gravadora CBD/Phonogram, responsável pelo lançamento do álbum A cena muda; textos de jornalistas que se dedicam a publicações sobre a história da canção, entre eles Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. Além do importante registro de Caetano Veloso, em Verdade tropical. Naturalmente, as reflexões teóricas desenvolvidas pelo Núcleo da Canção, nas aulas ministradas pelo Professor Doutor Luís Augusto Fischer, estão aqui incorporadas e/ou discutidas. Para o estabelecimento, com maior precisão, dos limites entre Canção de Protesto e Tropicália, e seus reflexos nos anos 1970, destacam-se a produção musical de Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Geraldo Vandré e Paulinho da Viola.
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