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Pausas respiratórias durante a gestação : uma abordagem prosódico-pragmática

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Melos, Mônica
Orientador(a): Capp, Edison
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Voz
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/291472
Resumo: Introdução: na gestação ocorrem mudanças no sistema respiratório, como a elevação do diafragma, deslocamento e aumento do diâmetro e circunferência torá-cica. A redução do tônus abdominal faz com que a respiração dependa mais do dia-fragma. Nos pulmões, há aumento do espaço morto, volume corrente e capacidade inspiratória, enquanto a capacidade pulmonar total e a capacidade residual funcional diminuem. A progesterona induz hiperventilação, aumentando a ventilação minuto em 50%, reduzindo a PCO2 arterial e aumentando a sensibilidade ao CO2. No entanto, os efeitos dessas mudanças na fala durante a gestação ainda não são totalmente com-preendidos, especialmente quanto às suas características clínicas. Objetivo: avaliar mudanças nas medidas aerodinâmicas e prosódico-pragmáticas da fala e a relação com aspectos clínicos em gestantes. Método: estudo longitudinal com 36 gestantes. Foram coletados dados demográficos e clínicos, e realizadas gravações de fala ao longo dos três trimestres, analisadas pelo PRAAT® para avaliar medidas aerodinâmi-cas e prosódico-pragmáticas. Resultados: não foram observadas alterações nas fron-teiras terminais (FT) e não terminais (FNT), pausas inspiratórias (PI), número de síla-bas, taxa de elocução, hesitações (HE), erros de desempenho (RET), abandonos de enunciados (IN) e no tempo máximo de fonação (TMF). Houve um aumento significa-tivo nas pausas expiratórias (PE) no terceiro trimestre (p=0,003). Não foi observada relação entre TMF e ganho de peso com medidas prosódico-pragmáticas. Houve cor-relação positiva entre PIs e taxa de fala no terceiro trimestre (p=0,029). Conclusões: este estudo amplia a literatura, demonstrando que as mudanças fisiológicas associa-das à gestação não afetam parâmetros prosódicos-pragmáticos da fala. Conclui-se que o corpo feminino desenvolve adaptações para lidar com as demandas da fala na gestação. Estudos futuros devem investigar a influência do CO2 no controle respirató-rio durante a fala em gestantes.
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spelling Melos, MônicaCapp, EdisonRechenberg, Leila2025-05-10T06:55:58Z2025http://hdl.handle.net/10183/291472001256427Introdução: na gestação ocorrem mudanças no sistema respiratório, como a elevação do diafragma, deslocamento e aumento do diâmetro e circunferência torá-cica. A redução do tônus abdominal faz com que a respiração dependa mais do dia-fragma. Nos pulmões, há aumento do espaço morto, volume corrente e capacidade inspiratória, enquanto a capacidade pulmonar total e a capacidade residual funcional diminuem. A progesterona induz hiperventilação, aumentando a ventilação minuto em 50%, reduzindo a PCO2 arterial e aumentando a sensibilidade ao CO2. No entanto, os efeitos dessas mudanças na fala durante a gestação ainda não são totalmente com-preendidos, especialmente quanto às suas características clínicas. Objetivo: avaliar mudanças nas medidas aerodinâmicas e prosódico-pragmáticas da fala e a relação com aspectos clínicos em gestantes. Método: estudo longitudinal com 36 gestantes. Foram coletados dados demográficos e clínicos, e realizadas gravações de fala ao longo dos três trimestres, analisadas pelo PRAAT® para avaliar medidas aerodinâmi-cas e prosódico-pragmáticas. Resultados: não foram observadas alterações nas fron-teiras terminais (FT) e não terminais (FNT), pausas inspiratórias (PI), número de síla-bas, taxa de elocução, hesitações (HE), erros de desempenho (RET), abandonos de enunciados (IN) e no tempo máximo de fonação (TMF). Houve um aumento significa-tivo nas pausas expiratórias (PE) no terceiro trimestre (p=0,003). Não foi observada relação entre TMF e ganho de peso com medidas prosódico-pragmáticas. Houve cor-relação positiva entre PIs e taxa de fala no terceiro trimestre (p=0,029). Conclusões: este estudo amplia a literatura, demonstrando que as mudanças fisiológicas associa-das à gestação não afetam parâmetros prosódicos-pragmáticos da fala. Conclui-se que o corpo feminino desenvolve adaptações para lidar com as demandas da fala na gestação. Estudos futuros devem investigar a influência do CO2 no controle respirató-rio durante a fala em gestantes.Introduction: during pregnancy, there are changes in the respiratory system, such as diaphragm elevation, displacement, and an increase in thoracic diameter and circumference. A reduction in abdominal tone leads to a greater dependence on the diaphragm for breathing. In the lungs, dead space, tidal volume, and inspiratory capacity increase, while total lung capacity and functional residual capacity decrease. Progesterone induces hyperventilation, which increases minute ventilation by 50%, reduces arterial PCO2, and heightens CO2 sensitivity. However, the impact of these changes on speech during pregnancy is not yet fully understood, particularly concerning their clinical implications. Objective: to assess changes in aerodynamic and prosodic-pragmatic speech measures and their correlation with clinical aspects in pregnant women. Method: longitudinal study with 36 pregnant women. Demographic and clinical data were collected, and speech recordings were obtained throughout the three trimesters, analyzed with PRAAT® to assess aerodynamic and prosodic-pragmatic measures. Results: No changes were observed in terminal (TB) and non-terminal (NTB) boundaries, inspiratory pauses (IP), syllable count, speech rate, hesitations (HE), retractings (RET), false stars (FS), and maximum phonation time (MPT). A significant increase in non-phonated expirations (NPE) was observed in the third trimester (p=0.003). No relationship was found between MPT, weight gain, and prosodic-pragmatic measures. A positive correlation was observed between IPs and speech rate in the third trimester (p=0.029). Conclusions: the study adds to the literature, demonstrating that physiological changes associated with pregnancy do not affect the prosodic-pragmatic parameters of speech. It concludes that the female body adapts to meet the demands of speech during pregnancy. Future studies should explore the influence of CO2 on respiratory control during speech in pregnant women.application/pdfporGravidezFalaVozRespiraçãoProsodyPausesPregnancySpeechVoiceRespirationPausas respiratórias durante a gestação : uma abordagem prosódico-pragmáticainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde: Ginecologia e ObstetríciaPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001256427.pdf.txt001256427.pdf.txtExtracted Texttext/plain100516http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/291472/2/001256427.pdf.txteb4363d185b7337f33ac6792ad6b0653MD52ORIGINAL001256427.pdfTexto parcialapplication/pdf3519667http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/291472/1/001256427.pdfd859a053cd45501a9eefa20ec693631aMD5110183/2914722025-05-11 06:40:08.928709oai:www.lume.ufrgs.br:10183/291472Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-05-11T09:40:08Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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