Avaliação da periculosidade de resíduos de módulos fotovoltaicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Petroli, Pedro Amado
Orientador(a): Veit, Hugo Marcelo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/266160
Resumo: A capacidade instalada de energia solar mundial atingiu 1 TW em 2022, podendo atingir 2 TW em 2025. Dessa forma, a ascensão da energia solar mundial acarretará no uso crescente de módulos fotovoltaicos, os quais têm vida útil estimada entre 25 a 30 anos. O resíduo fotovoltaico previsto pode ser superior a 70 milhões de toneladas até 2050, contendo metais tóxicos como chumbo e cádmio e, portanto, representam risco ao ambiente se descartados de forma inadequada. Por isso, este estudo consistiu em avaliar a periculosidade de quatro tecnologias de módulos fotovoltaicos: silício policristalino (p-Si), telureto de cádmio (CdTe), silício amorfo (a-Si), disseleneto de cobre, índio e gálio (CIGS) através de normas padronizadas. Este trabalho envolveu duas etapas principais: (1) caracterização química e (2) ensaios de lixiviação para classificação de resíduos sólidos. Os procedimentos de lixiviação seguiram estritamente o que está disposto nas normas brasileira (NBR 10005), americana (TCLP 1311), europeia (EN 12457-2) e chinesa (HJ/T299). Sendo que o procedimento adotado especificamente para resíduos de módulos fotovoltaicos é idêntico para ambas as normas brasileira e americana. Os resultados indicaram que o painel de p-Si foi considerado perigoso pelas normas brasileira, americana e chinesa por exceder os limites estipulados para Pb, pois apresentou concentração de 8,68 mg/L, 8,68 mg/L e 7,35 mg/L, respectivamente; e foi considerado perigoso pela norma europeia por exceder o limite estipulado para Se, com concentração de 0,1 mg/L. O painel CdTe foi considerado perigoso em todas as normas estudadas por exceder os limites de tolerância de Cd, com concentrações de 1,01 mg/L para NBR 10005 e TCLP 1311, 1,86 mg/L para EN 12457-2 e 4,74 mg/L para HJ/T299; também excedeu os limites para Se com 0,07 mg/L para EN 12457-2. Os painéis CIGS e a-Si foram considerados perigosos somente pela norma EN 12457-2 por exceder os limites para o Se, pois apresentaram concentração de 0,56 mg/L e 0,17 mg/L, respectivamente. Desta forma, concluise que o descarte inadequado de painéis fotovoltaicos, independente da tecnologia, pode liberar metais tóxicos para o meio ambiente.
id URGS_92817a536c5fb3e40c7a60345d5fa27b
oai_identifier_str oai:www.lume.ufrgs.br:10183/266160
network_acronym_str URGS
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
repository_id_str
spelling Petroli, Pedro AmadoVeit, Hugo Marcelo2023-10-21T03:42:37Z2023http://hdl.handle.net/10183/266160001178019A capacidade instalada de energia solar mundial atingiu 1 TW em 2022, podendo atingir 2 TW em 2025. Dessa forma, a ascensão da energia solar mundial acarretará no uso crescente de módulos fotovoltaicos, os quais têm vida útil estimada entre 25 a 30 anos. O resíduo fotovoltaico previsto pode ser superior a 70 milhões de toneladas até 2050, contendo metais tóxicos como chumbo e cádmio e, portanto, representam risco ao ambiente se descartados de forma inadequada. Por isso, este estudo consistiu em avaliar a periculosidade de quatro tecnologias de módulos fotovoltaicos: silício policristalino (p-Si), telureto de cádmio (CdTe), silício amorfo (a-Si), disseleneto de cobre, índio e gálio (CIGS) através de normas padronizadas. Este trabalho envolveu duas etapas principais: (1) caracterização química e (2) ensaios de lixiviação para classificação de resíduos sólidos. Os procedimentos de lixiviação seguiram estritamente o que está disposto nas normas brasileira (NBR 10005), americana (TCLP 1311), europeia (EN 12457-2) e chinesa (HJ/T299). Sendo que o procedimento adotado especificamente para resíduos de módulos fotovoltaicos é idêntico para ambas as normas brasileira e americana. Os resultados indicaram que o painel de p-Si foi considerado perigoso pelas normas brasileira, americana e chinesa por exceder os limites estipulados para Pb, pois apresentou concentração de 8,68 mg/L, 8,68 mg/L e 7,35 mg/L, respectivamente; e foi considerado perigoso pela norma europeia por exceder o limite estipulado para Se, com concentração de 0,1 mg/L. O painel CdTe foi considerado perigoso em todas as normas estudadas por exceder os limites de tolerância de Cd, com concentrações de 1,01 mg/L para NBR 10005 e TCLP 1311, 1,86 mg/L para EN 12457-2 e 4,74 mg/L para HJ/T299; também excedeu os limites para Se com 0,07 mg/L para EN 12457-2. Os painéis CIGS e a-Si foram considerados perigosos somente pela norma EN 12457-2 por exceder os limites para o Se, pois apresentaram concentração de 0,56 mg/L e 0,17 mg/L, respectivamente. Desta forma, concluise que o descarte inadequado de painéis fotovoltaicos, independente da tecnologia, pode liberar metais tóxicos para o meio ambiente.The world's installed solar energy capacity reached 1 TW in 2022 and could reach 2 TW by 2025. As a result, the rise of global solar energy will lead to the increasing use of photovoltaic modules, which have an estimated lifespan of between 25 and 30 years. Predicted photovoltaic waste could exceed 70 million tons by 2050, containing toxic metals such as lead and cadmium and therefore posing a risk to the environment if disposed of inappropriately. For this reason, this study consisted of assessing the hazardousness of four photovoltaic module technologies: polycrystalline silicon (p-Si), cadmium telluride (CdTe), amorphous silicon (aSi) and copper indium gallium diselenide (CIGS) using standardized norms. This work involved two main stages: (1) chemical characterization and (2) leaching tests for solid waste classification. The leaching procedures strictly followed the provisions of the Brazilian (NBR 10005), American (TCLP 1311), European (EN 12457-2) and Chinese (HJ/T299) standards. The procedure adopted specifically for waste photovoltaic modules is identical for both the Brazilian and American standards. The results indicated that the p-Si panel was considered dangerous by the Brazilian, American and Chinese standards for exceeding the limits stipulated for Pb, as it had a concentration of 8.68 mg/L, 8.68 mg/L and 7.35 mg/L, respectively; and it was considered dangerous by the European standard for exceeding the limit stipulated for Se, with a concentration of 0.1 mg/L. The CdTe panel was considered dangerous in all the standards studied because it exceeded the tolerance limits for Cd, with concentrations of 1.01 mg/L for NBR 10005 and TCLP 1311, 1.86 mg/L for EN 12457-2 and 4.74 mg/L for HJ/T299; it also exceeded the limits for Se with 0.07 mg/L for EN 12457-2. The CIGS and a-Si panels were considered hazardous only by the EN 12457-2 standard for exceeding the limits for Se, as they had a concentration of 0.56 mg/L and 0.17 mg/L, respectively. It can therefore be concluded that improper disposal of photovoltaic panels, regardless of technology, can release toxic metals into the environment.application/pdfporMódulo fotovoltaicoResíduos eletrônicosLixiviaçãoMetais tóxicosPhotovoltaic panelsChemical characterizationLeaching of solid wasteToxicity of photovoltaic module wasteTechnical standardsAvaliação da periculosidade de resíduos de módulos fotovoltaicosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de EngenhariaPrograma de Pós-Graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e de MateriaisPorto Alegre, BR-RS2023mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001178019.pdf.txt001178019.pdf.txtExtracted Texttext/plain203868http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/266160/2/001178019.pdf.txtb49fa6b6a8f548d689fb2951eb2778c8MD52ORIGINAL001178019.pdfTexto completoapplication/pdf2106948http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/266160/1/001178019.pdf8be2fa06a5fc569210a100d47ff777f9MD5110183/2661602023-10-22 03:38:12.536667oai:www.lume.ufrgs.br:10183/266160Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532023-10-22T06:38:12Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Avaliação da periculosidade de resíduos de módulos fotovoltaicos
title Avaliação da periculosidade de resíduos de módulos fotovoltaicos
spellingShingle Avaliação da periculosidade de resíduos de módulos fotovoltaicos
Petroli, Pedro Amado
Módulo fotovoltaico
Resíduos eletrônicos
Lixiviação
Metais tóxicos
Photovoltaic panels
Chemical characterization
Leaching of solid waste
Toxicity of photovoltaic module waste
Technical standards
title_short Avaliação da periculosidade de resíduos de módulos fotovoltaicos
title_full Avaliação da periculosidade de resíduos de módulos fotovoltaicos
title_fullStr Avaliação da periculosidade de resíduos de módulos fotovoltaicos
title_full_unstemmed Avaliação da periculosidade de resíduos de módulos fotovoltaicos
title_sort Avaliação da periculosidade de resíduos de módulos fotovoltaicos
author Petroli, Pedro Amado
author_facet Petroli, Pedro Amado
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Petroli, Pedro Amado
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Veit, Hugo Marcelo
contributor_str_mv Veit, Hugo Marcelo
dc.subject.por.fl_str_mv Módulo fotovoltaico
Resíduos eletrônicos
Lixiviação
Metais tóxicos
topic Módulo fotovoltaico
Resíduos eletrônicos
Lixiviação
Metais tóxicos
Photovoltaic panels
Chemical characterization
Leaching of solid waste
Toxicity of photovoltaic module waste
Technical standards
dc.subject.eng.fl_str_mv Photovoltaic panels
Chemical characterization
Leaching of solid waste
Toxicity of photovoltaic module waste
Technical standards
description A capacidade instalada de energia solar mundial atingiu 1 TW em 2022, podendo atingir 2 TW em 2025. Dessa forma, a ascensão da energia solar mundial acarretará no uso crescente de módulos fotovoltaicos, os quais têm vida útil estimada entre 25 a 30 anos. O resíduo fotovoltaico previsto pode ser superior a 70 milhões de toneladas até 2050, contendo metais tóxicos como chumbo e cádmio e, portanto, representam risco ao ambiente se descartados de forma inadequada. Por isso, este estudo consistiu em avaliar a periculosidade de quatro tecnologias de módulos fotovoltaicos: silício policristalino (p-Si), telureto de cádmio (CdTe), silício amorfo (a-Si), disseleneto de cobre, índio e gálio (CIGS) através de normas padronizadas. Este trabalho envolveu duas etapas principais: (1) caracterização química e (2) ensaios de lixiviação para classificação de resíduos sólidos. Os procedimentos de lixiviação seguiram estritamente o que está disposto nas normas brasileira (NBR 10005), americana (TCLP 1311), europeia (EN 12457-2) e chinesa (HJ/T299). Sendo que o procedimento adotado especificamente para resíduos de módulos fotovoltaicos é idêntico para ambas as normas brasileira e americana. Os resultados indicaram que o painel de p-Si foi considerado perigoso pelas normas brasileira, americana e chinesa por exceder os limites estipulados para Pb, pois apresentou concentração de 8,68 mg/L, 8,68 mg/L e 7,35 mg/L, respectivamente; e foi considerado perigoso pela norma europeia por exceder o limite estipulado para Se, com concentração de 0,1 mg/L. O painel CdTe foi considerado perigoso em todas as normas estudadas por exceder os limites de tolerância de Cd, com concentrações de 1,01 mg/L para NBR 10005 e TCLP 1311, 1,86 mg/L para EN 12457-2 e 4,74 mg/L para HJ/T299; também excedeu os limites para Se com 0,07 mg/L para EN 12457-2. Os painéis CIGS e a-Si foram considerados perigosos somente pela norma EN 12457-2 por exceder os limites para o Se, pois apresentaram concentração de 0,56 mg/L e 0,17 mg/L, respectivamente. Desta forma, concluise que o descarte inadequado de painéis fotovoltaicos, independente da tecnologia, pode liberar metais tóxicos para o meio ambiente.
publishDate 2023
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2023-10-21T03:42:37Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2023
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10183/266160
dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv 001178019
url http://hdl.handle.net/10183/266160
identifier_str_mv 001178019
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron:UFRGS
instname_str Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron_str UFRGS
institution UFRGS
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
bitstream.url.fl_str_mv http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/266160/2/001178019.pdf.txt
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/266160/1/001178019.pdf
bitstream.checksum.fl_str_mv b49fa6b6a8f548d689fb2951eb2778c8
8be2fa06a5fc569210a100d47ff777f9
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
repository.mail.fl_str_mv lume@ufrgs.br||lume@ufrgs.br
_version_ 1831316167152631808