Efeitos da administração repetida de oxandrolona em ratas Wistar fêmeas submetidas a um treinamento de força

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Marin, Estéfani
Orientador(a): Arbo, Bruno Dutra
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/285139
Resumo: Esteroides androgênicos anabolizantes são substâncias derivadas da testosterona que mimetizam suas ações em diversos tecidos do corpo. Devido a sua forte atividade anabólica, fraca atividade androgênica e resistência ao metabolismo hepático, a oxandrolona figura entre os esteroides anabolizantes preferidos entre atletas do sexo feminino. No entanto, ainda há uma escassez de estudos na literatura que elucidem os potenciais benefícios e prejuízos do uso da oxandrolona associada ao exercício físico. Diante disso, o objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos anabólicos da oxandrolona e seu perfil de toxicidade em ratas submetidas a um protocolo de exercício anaeróbico. Foram utilizadas 24 ratas Wistar fêmeas, com 60 dias de idade, divididas aleatoriamente nos grupos oxandrolona (1,77 mg/kg/dia) e veículo (óleo de milho) (n=12/grupo). Os tratamentos foram administrados diariamente por gavagem, em dose única e sempre no mesmo horário. O protocolo de treinamento consistiu em 6 subidas em uma escada inclinada, sendo 2 subidas para cada carga de trabalho (50%, 75% e 100% da carga máxima suportada por cada animal). O treinamento foi realizado 3 vezes por semana, durante 28 dias, com monitoramento diário do ciclo estral. No 29º dia, os animais foram anestesiados e posteriormente eutanasiados por exsanguinação. Durante todo o experimento e análise de dados, os investigadores permaneceram cegos para evitar vieses. Os resultados mostraram que a oxandrolona não modificou o desenvolvimento ponderal, a massa relativa dos órgãos e músculos, e a força muscular, mas alterou o VCM, a contagem de eosinófilos e os níveis de ureia. Além disso, foi observado aumento de TBARS no fígado, sem efeitos na lipoperoxidação plasmática, tampouco na atividade das enzimas antioxidantes, nos níveis de tióis totais não proteicos e na atividade dos complexos da cadeia respiratória mitocondrial nos tecidos muscular e hepático. Em relação à análise histopatológica, a administração de oxandrolona causou aumento de núcleos periféricos e atrofia das fibras musculares cardíacas, desorganização das fibras musculares esqueléticas, além de alterações no baço e na glândula adrenal. Em suma, considerando o efeito limitado sobre a força muscular aliado às possíveis alterações histopatológicas e ao estresse oxidativo observado após um único ciclo de administração, os resultados desencorajam o uso de oxandrolona em populações saudáveis em busca de benefício estético e/ou desportivos.
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Os tratamentos foram administrados diariamente por gavagem, em dose única e sempre no mesmo horário. O protocolo de treinamento consistiu em 6 subidas em uma escada inclinada, sendo 2 subidas para cada carga de trabalho (50%, 75% e 100% da carga máxima suportada por cada animal). O treinamento foi realizado 3 vezes por semana, durante 28 dias, com monitoramento diário do ciclo estral. No 29º dia, os animais foram anestesiados e posteriormente eutanasiados por exsanguinação. Durante todo o experimento e análise de dados, os investigadores permaneceram cegos para evitar vieses. Os resultados mostraram que a oxandrolona não modificou o desenvolvimento ponderal, a massa relativa dos órgãos e músculos, e a força muscular, mas alterou o VCM, a contagem de eosinófilos e os níveis de ureia. Além disso, foi observado aumento de TBARS no fígado, sem efeitos na lipoperoxidação plasmática, tampouco na atividade das enzimas antioxidantes, nos níveis de tióis totais não proteicos e na atividade dos complexos da cadeia respiratória mitocondrial nos tecidos muscular e hepático. Em relação à análise histopatológica, a administração de oxandrolona causou aumento de núcleos periféricos e atrofia das fibras musculares cardíacas, desorganização das fibras musculares esqueléticas, além de alterações no baço e na glândula adrenal. Em suma, considerando o efeito limitado sobre a força muscular aliado às possíveis alterações histopatológicas e ao estresse oxidativo observado após um único ciclo de administração, os resultados desencorajam o uso de oxandrolona em populações saudáveis em busca de benefício estético e/ou desportivos.Anabolic androgenic steroids are substances derived from testosterone that mimic its actions in various tissues of the body. Due to its strong anabolic activity, weak androgenic activity and resistance to hepatic metabolism, oxandrolone is among the preferred anabolic steroids among female athletes. However, there is still a lack of studies in the literature assessing the potential benefits and harms of the use of oxandrolone associated with physical exercise. Therefore, the aim of this study was to evaluate the anabolic effects of oxandrolone and its toxicity profile in rats subjected to an anaerobic exercise protocol. Twenty-four female Wistar rats, 60 days old, were randomly divided into the oxandrolone (1.77 mg/kg/day) and vehicle (corn oil) groups (n=12/group). Treatments were administered via gavage, once a day, always as the same time. The training protocol consisted of 6 climbs on an inclined ladder, 2 climbs for each workload (50%, 75% and 100% of the maximum load supported by each animal). Training was performed 3 times a week, for 28 days, with daily monitoring of the estrous cycle. On the 29th day, the animals were anesthetized and subsequently euthanized by exsanguination. Throughout the experiment and data analysis, the investigators remained blinded to avoid bias. The results showed that oxandrolone did not modify body mass or relative mass of organs and muscles, or muscle strength, but it altered MCV, eosinophil count and urea levels. In addition, an increase in TBARS was observed in the liver, with no effects on plasma lipid peroxidation, nor on the activity of antioxidant enzymes, levels of total non-protein thiols or the activity of mitochondrial respiratory chain complexes in muscle and liver tissues. Regarding the histopathological analysis, the administration of oxandrolone caused an increase in peripheral nuclei and atrophy of cardiac muscle fibers, disorganization of skeletal muscle fibers, in addition to changes in the spleen and adrenal gland. In summary, considering the limited effect on muscle strength combined with possible histopathological changes and oxidative stress observed after a single cycle of administration, the results discourage the use of oxandrolone in healthy populations seeking aesthetic and/or sporting benefits.application/pdfporOxandrolonaTreinamento resistidoEsteróides androgênicos anabolizantesRatos WistarFemininoAnabolic Androgenic SteroidsOxandroloneExerciseExerciseEfeitos da administração repetida de oxandrolona em ratas Wistar fêmeas submetidas a um treinamento de forçainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Ciências Básicas da SaúdePrograma de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: FisiologiaPorto Alegre, BR-RS2024mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001239512.pdf.txt001239512.pdf.txtExtracted Texttext/plain139787http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/285139/2/001239512.pdf.txtd454cfe305dd91b74718dc883a223a5fMD52ORIGINAL001239512.pdfTexto parcialapplication/pdf1022609http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/285139/1/001239512.pdfd2167ad641584a5ae5d6d1231aa50421MD5110183/2851392025-02-14 07:56:10.337995oai:www.lume.ufrgs.br:10183/285139Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532025-02-14T09:56:10Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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