Modos de vida e heterogeneidade das estratégias de produtores familiares de pêssego da região de Pelotas
| Ano de defesa: | 2006 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/7886 |
Resumo: | A dissertação analisa de que maneira as unidades de produção familiar estão reorganizando as atividades de produção e comercialização e alterando os seus modos de vida diante das transformações nos mercados, durante a década de 1990. A observação dos modos de vida é uma das recentes interpretações sobre os atores sociais, a agricultura e o meio rural por parte das Ciências Econômicas e da Sociologia. Essa abordagem teórica proporciona elementos analíticos para examinar a unidade de produção familiar e sua capacidade de alterar ou reproduzir o repertório de práticas de produção conforme as formas de acesso aos recursos sociais e econômicos que lhes permitem gerar meios de vida para sobreviver no meio rural. O estudo de campo foi realizado nos municípios de Pelotas, Morro Redondo e Canguçu, localizados ao extremo sul do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Analisaram-se estabelecimentos familiares dedicados à produção e comercialização de pêssego. O objetivo do trabalho consiste em entender as estratégias de reprodução social como superação de obstáculos que permitem às unidades de produção familiar mudar ou produzir um modo de vida que gere um bem-estar aos agricultores familiares. A hipótese principal é que os persicultores estão se adaptando às condições de mercado, reagindo as externalidades negativas e choques repentinos e diversificando as suas atividades de produção e comercialização. Os procedimentos metodológicos utilizados neste estudo incluem a análise de dados secundários (IBGE e ITEPA) e primários. As informações primárias foram obtidas através da aplicação de um questionário com perguntas abertas e fechadas a 30 unidades de produção familiar. As conclusões apontam que existe uma diversidade de estratégias de reprodução social entre os agricultores. Primeiro, a adaptação constante de um grupo de produtores familiares de pêssego às condições das indústrias, orientado a se diferenciar do resto de produtores por oferecer maior volume e qualidade. Segundo, a ampliação do repertório produtivo e da comercialização na agricultura. Dentro desse grupo, a estratégia evidencia-se por meio da produção orientada ao mercado de consumo de pêssego in natura que representa a diversificação para perpetuar a atividade econômica principal, a persicultura. Finalmente, a estratégia reativa aparece em algumas famílias, principalmente aquelas com problemas sérios de recebimento do pagamento da safra, que realizam cultivos complementares para obter renda, mas com poucas perspectivas de continuar a atividade. Desse modo, o estudo mostrou que, durante os anos 1990 evidenciam-se diferentes estratégias que modificam o repertório de práticas e alteram os modos de vida de produtores familiares de Pelotas. |
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