Deslocamentos verticais e horizontais do tubarão martelo (Sphyrna lewini, Griffith & Smith, 1834) monitorados a partir do arquipélago de São Pedro e São Paulo, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: BEZERRA, Natalia Priscila Alves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Pesca e Aquicultura
Brasil
UFRPE
Programa de Pós-Graduação em Recursos Pesqueiros e Aquicultura
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/6434
Resumo: O tubarão martelo (Sphyrna lewini) apresenta distribuição circuntropical, abrangendo desde as áreas costeiras e semi-oceânicas das regiões tropicais e temperadas até aos ecossistemas insulares. Localizado próximo à região equatorial, o arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP) é um conjunto de pequenas ilhas onde existe a ocorrência do tubarão martelo. Por essa razão, o ASPSP foi o local escolhido para o monitoramento via satélite da espécie através da utilização do transmissor eletrônico PSAT (Pop up satellite archival transmitting tag). Foram marcadas três fêmeas, duas em outubro de 2010 (TM 1 e TM 2) medindo 250 cm e 260 cm (CT), respectivamente, e uma última em março de 2012 (TM 3) com 200 cm de CT. Embora os três transmissores os três transmissores tenham sido programados para coletarem dados por 70 dias, ocorreu o desprendimento prematuro das marcas do TM 1 e TM 2, após um período de fixação aos tubarões de apenas 7 e 5 dias, respectivamente. De acordo com os dados de marcação e soltura dos transmissores (TM 1 e TM 2) e de geolocalização (TM 3), os três tubarões permaneceram no entorno do ASPSP durante o período em que foram monitorados. Os três espécimes foram capazes de realizar incursões frequentes a grandes profundidades principalmente durante a noite, com o mergulho mais profundo registrado a 728 m, atribuído ao TM 3. Os tubarões TM 1 e TM 2 frequentaram preferencialmente as profundidades entre a superfície e 150 m tanto de dia quanto à noite. Já o TM 3 passou a maior parte do tempo em uma faixa que variou entre a superfície e 75 m de profundidade em ambos os períodos. Os perfis de temperatura indicaram que os três espécimes permaneceram com maior frequência em águas aquecidas, entre 24 °C e acima de 26 °C, no período diurno e noturno. A despeito do elevado tempo de permanência dos três tubarões em profundidades atribuídas à termoclina nas proximidades do ASPSP, os espécimes se deslocaram desde a camada de mistura até a zona mesopelágica. Apesar da relevância das informações obtidas para a compreensão dos padrões de deslocamento da espécie, são necessários ainda estudos complementares para elucidar o seu comportamento migratório.
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Foram marcadas três fêmeas, duas em outubro de 2010 (TM 1 e TM 2) medindo 250 cm e 260 cm (CT), respectivamente, e uma última em março de 2012 (TM 3) com 200 cm de CT. Embora os três transmissores os três transmissores tenham sido programados para coletarem dados por 70 dias, ocorreu o desprendimento prematuro das marcas do TM 1 e TM 2, após um período de fixação aos tubarões de apenas 7 e 5 dias, respectivamente. De acordo com os dados de marcação e soltura dos transmissores (TM 1 e TM 2) e de geolocalização (TM 3), os três tubarões permaneceram no entorno do ASPSP durante o período em que foram monitorados. Os três espécimes foram capazes de realizar incursões frequentes a grandes profundidades principalmente durante a noite, com o mergulho mais profundo registrado a 728 m, atribuído ao TM 3. Os tubarões TM 1 e TM 2 frequentaram preferencialmente as profundidades entre a superfície e 150 m tanto de dia quanto à noite. Já o TM 3 passou a maior parte do tempo em uma faixa que variou entre a superfície e 75 m de profundidade em ambos os períodos. Os perfis de temperatura indicaram que os três espécimes permaneceram com maior frequência em águas aquecidas, entre 24 °C e acima de 26 °C, no período diurno e noturno. A despeito do elevado tempo de permanência dos três tubarões em profundidades atribuídas à termoclina nas proximidades do ASPSP, os espécimes se deslocaram desde a camada de mistura até a zona mesopelágica. Apesar da relevância das informações obtidas para a compreensão dos padrões de deslocamento da espécie, são necessários ainda estudos complementares para elucidar o seu comportamento migratório.The hammerhead shark (Sphyrna lewini) has a circuntropical distribution, ranging from coastal and semi-oceanic tropical and temperate regions to and island ecosystems. Located near the equator, the Saint Peter and Saint Paul Archipelago (SPSPA) is a group of small islands where hammerhead sharks are frequently observed. For that reason, the SPSPA was selected for the study of hammerhead shark movements, through satellite tagging, using PSAT (Pop up satellite archival transmitting tag).Three females were tagged, two in October 2010 (TM 1: 250 cm TL e TM 2: 260 cm TL), and one in March 2012 (TM 3: 200 cm TL). Although all tags were programmed to remain attached to the animals, collecting data, for 70 days, TM 1 and TM 2 tags were released prematurely, on the 7th and 5th day of monitoring, respectively. TM3 tag was released at the programmed date. According to the deploy and pop-up information (TM 1 e TM 2) and geolocation (TM 3), all sharks remained in SPSPA surroundings during the monitoring period, diving at great depths, mainly during the night, with the deepest dive of 728 m being recorded for TM 3. TM 1 and TM 2 had a depth preference between the surface and 150 m, while TM3 had a more restricted depth preference (surface to 75 m) during both periods, day and night. The temperature profile indicated that the three tagged hammerhead sharks preferred to be in temperatures between 24° C and above 26°C. Despite the great amount of time spent by all sharks in depths attributed to thermocline in SPSPA, the specimens moved from the mixing layer to the mesopelagic zone. In spite of the relevance of the obtained information for the understanding of the species movement patterns, complimentary studies are yet necessary to elucidate its migratory behavior.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESUniversidade Federal Rural de PernambucoDepartamento de Pesca e AquiculturaBrasilUFRPEPrograma de Pós-Graduação em Recursos Pesqueiros e AquiculturaTRAVASSOS, Paulo Eurico Pires FerreiraSILVA, Francisco Marcante Santana daHAZIN, Fábio Hissa VieiraOLIVEIRA, Paulo Guilherme Vasconcelos deBEZERRA, Natalia Priscila Alves2017-02-17T14:32:33Z2013-02-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfBEZERRA, Natalia Priscila Alves. Deslocamentos verticais e horizontais do tubarão martelo (Sphyrna lewini, Griffith & Smith, 1834) monitorados a partir do arquipélago de São Pedro e São Paulo, Brasil. 2013. 68 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Recursos Pesqueiros e Aquicultura) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife.http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/6434porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPEinstname:Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)instacron:UFRPE2017-02-17T14:32:33Zoai:tede2:tede2/6434Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede/PUBhttp://www.tede2.ufrpe.br:8080/oai/requestbdtd@ufrpe.br ||bdtd@ufrpe.bropendoar:2017-02-17T14:32:33Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)false
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