O que as listas-livres escondem? como as pessoas ordenam itens de um domínio cultural

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: SOUSA, Daniel Carvalho Pires de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Biologia
Brasil
UFRPE
Programa de Pós-Graduação em Botânica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/7077
Resumo: Das ferramentas de coleta de dados etnobiológicos, a lista-livre se destaca por ser simples de ser aplicada quando se busca investigar os domínios culturais de diferentes grupos humanos. Como uma variante do método de recordação-livre desenvolvida por psicólogos dos anos 50, a ferramenta consiste em solicitar que as pessoas listem itens pertencentes a qualquer domínio cultural que o pesquisador busca compreender. Os pesquisadores assumem que os primeiros e mais recorrentes itens listados são os mais importantes para o grupo investigado. Devido a sua facilidade, vem sendo utilizada por várias outras disciplinas, como a etnobiologia, para a identificação de elementos culturalmente salientes. Porém, o embasamento cognitivo que permite a utilização desse método, a recordação do informante, implica em processos complexos de codificação, memorização e recordação, podendo influenciar na estrutura e composição de uma lista-livre. Neste sentido, o presente trabalho parte do pressuposto de que a ordem dos itens das plantas medicinais em uma lista-livre é influenciada pela dinâmica dos sistemas de memória individuais, e não necessariamente por sua saliência cultural na população estudada. Avaliamos este método em uma comunidade rural do estado Pernambuco, Nordeste do Brasil, seguido de uma série de perguntas para identificar fatores cognitivos que influenciem no ordenamento dessas listas: memória recente, recordação episódica e agrupamento por similaridade. Os fatores cognitivos estudados influenciam a estruturação e a composição dos itens listados, de modo geral que a lista resgata as informações baseadas em de usos recentes e recordações episódicas. Assim, sugerimos que os próximos trabalhos ao utilizarem a ferramenta da lista-livre, considerem tais influências cognitivas para minimizar vieses interpretativos.
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