Avaliação do potencial citotóxico de membrana de aplicação peritonial impregnada com quimioterápico em carcinoma de ovário

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Simonsen, Marcelo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5155/tde-18032026-161039/
Resumo: Introdução: O câncer de ovário é o mais letal dentre os canceres ginecológicos e a despeito dos avanços científicos nos últimos anos, os compostos de platina permanecem como base do tratamento quimioterápico, ainda que com altas taxas de recidiva. As diferentes formas de aplicação de quimioterápico intracavitário aparentemente apresentam benefício clínico, mas considerável toxicidade, que às vezes limita a vantagem do tratamento in loco. Investigamos, no presente estudo, uma nova forma de administração de quimioterápico peritoneal, realizada através de membrana com liberação prolongada de cisplatina, visando diminuir a toxicidade terapêutica e otimizar a resposta do tecido tumoral à exposição contínua e direta ao fármaco. Metodologia: foi desenvolvida membrana por meio de eletrofiação de solução contendo ácido acético, dimetilformamida e gelatina bovina. A maior concentração alcançada de cisplatina na solução pré eletrofiação, sem a formação de cristais na microscopia, foi de 4,8 mg/ml. A liberação do fármaco foi avaliada ao longo de 20 dias, seguida pela aplicação em cultura de células tumorais SKOV3. Estudos in vivo foram realizados em camundongos nude com xenoenxertos com células SKOV3 em um estudo piloto inicial e depois em um ensaio com 20 animais durante 21 dias. A disseminação neoplásica foi quantificada por meio de bioluminescência semanalmente e, após autópsia, foram avaliados os órgãos para pesquisa de metástases e toxicidade. Resultados: os estudos de liberação acusaram decaimento mais lento de cisplatina com membranas mais espessas a liberação de cisplatina chegou a 50% da liberação inicial em 8 dias. Nos estudos in vitro com células SKOV3 a membrana apresentou toxicidade grau IV sobre as células tumorais em 10 dias. Nos estudos em animais, a aplicação da cisplatina livre na cavidade peritoneal foi superior a aplicação da membrana contendo cisplatina (bioluminescência média final de 2,59E+08 e 6,16E+10 fotons/seg/cm2/stersdian, respectivamente p<0,001) mas houve controle tumoral similar da cisplatina livre e membrana com cisplatina em até 10 dias de experimento e sem toxicidade importante (bioluminescência em 10 dias de 2,47E+08 e 3,92E+09 fotons/seg/cm2/stersdian, respectivamente p=0,46); nenhum animal apresentou perda de peso maior que 20%. Conclusão: o protótipo controlou a progressão neoplásica in vitro mas é necessária uma otimização da cinética de liberação para resultados mais promissores in vivo.
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Investigamos, no presente estudo, uma nova forma de administração de quimioterápico peritoneal, realizada através de membrana com liberação prolongada de cisplatina, visando diminuir a toxicidade terapêutica e otimizar a resposta do tecido tumoral à exposição contínua e direta ao fármaco. Metodologia: foi desenvolvida membrana por meio de eletrofiação de solução contendo ácido acético, dimetilformamida e gelatina bovina. A maior concentração alcançada de cisplatina na solução pré eletrofiação, sem a formação de cristais na microscopia, foi de 4,8 mg/ml. A liberação do fármaco foi avaliada ao longo de 20 dias, seguida pela aplicação em cultura de células tumorais SKOV3. Estudos in vivo foram realizados em camundongos nude com xenoenxertos com células SKOV3 em um estudo piloto inicial e depois em um ensaio com 20 animais durante 21 dias. A disseminação neoplásica foi quantificada por meio de bioluminescência semanalmente e, após autópsia, foram avaliados os órgãos para pesquisa de metástases e toxicidade. Resultados: os estudos de liberação acusaram decaimento mais lento de cisplatina com membranas mais espessas a liberação de cisplatina chegou a 50% da liberação inicial em 8 dias. Nos estudos in vitro com células SKOV3 a membrana apresentou toxicidade grau IV sobre as células tumorais em 10 dias. Nos estudos em animais, a aplicação da cisplatina livre na cavidade peritoneal foi superior a aplicação da membrana contendo cisplatina (bioluminescência média final de 2,59E+08 e 6,16E+10 fotons/seg/cm2/stersdian, respectivamente p<0,001) mas houve controle tumoral similar da cisplatina livre e membrana com cisplatina em até 10 dias de experimento e sem toxicidade importante (bioluminescência em 10 dias de 2,47E+08 e 3,92E+09 fotons/seg/cm2/stersdian, respectivamente p=0,46); nenhum animal apresentou perda de peso maior que 20%. Conclusão: o protótipo controlou a progressão neoplásica in vitro mas é necessária uma otimização da cinética de liberação para resultados mais promissores in vivo.Introduction: platinum-based drugs remain the cornerstone of chemotherapy treatment for ovarian cancer. The different forms of intracavitary chemotherapy application offers potential clinical benefits but considerable toxicity that impair the advantages of in loco treatment. Alternative intraperitoneal delivery methods are needed to reduce side effects. Objective: to develop and evaluate a cisplatin-loaded membrane designed for sustained slow release, aiming to reduce toxicity and enhance direct tumor exposure in murine models. Methods: The membrane was synthesized through the process of electrospinning of a solution containing acetic acid, dimethylformamide, bovine gelatin and cisplatin. The highest concentration achieved without crystals formation was 4,8mg/mL. Drug release was evaluated in vitro over a 20-day, followed by application in SKVO3 tumor cell cultures. In vivo studies were performed in nude mice with SKOV3 xenografts in a pilot test and subsequent animal test with 20 animals for 21 days. Results: cisplatin release was more stable by increasing membrane thickness cisplatin release was 50% from initial release after 8 days. The membrane demonstrated effective tumor cell control in in vitro SKOV3 assays with grade IV toxicity. In vivo, free cisplatin administered into the peritoneal cavity was more effective than membrane in reducing tumor burden (final mean bioluminescence of 2,59E+08 and 6,16E+10 photons/sec/cm2/stersdian, respectively p<0,001), but both had a similar tumor burden control until 10 days without important toxicity (10 days mean bioluminescence 2,47E+08 and 3,92E+09 photons/sec/cm2/stersdian, respectively p=0,46). Conclusion: membrane prototype showed promising in vitro results. However, further optimization of the release kinetics is required to sustain therapeutic drug levels beyond 10 days in vivo.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFolgueira, Maria Aparecida Azevedo KoikeSimonsen, Marcelo2025-10-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5155/tde-18032026-161039/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-18T20:29:02Zoai:teses.usp.br:tde-18032026-161039Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-18T20:29:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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