Análise da linguagem narrativa de crianças com transtorno do espectro autista
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | Resumo: | Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA), é classificado pelo DSM-5 como parte dos Transtorno dos Neurodesenvolvimento. Esta população é caracterizada pela presença de déficits sociais e de comunicação. Embora os aspectos sociais e emocionais sejam essenciais para o desenvolvimento das habilidades pragmáticas, o que inclui as dificuldades narrativas, há uma parcimônia de estudos atuais publicados sobre o discurso narrativo na população TEA. Objetivo: Estudar características do discurso narrativo oral de crianças diagnosticadas com TEA, entre as quais: vocabulário emissivo, estrutura morfossintática, elementos do discurso narrativo, e compreensão de texto oral. Método: Estudo clínico, transversal, aprovado pelo CEP sob nº 40972920.5.0000.5407, no qual participaram do estudo 52 crianças, com idades entre 6 e 10 anos, divididos em G1 (n=26) composto por crianças com diagnóstico multidisciplinar de TEA, oralizadas e G2 (n=26) por crianças com desenvolvimento típico, pareadas em idade e sexo. Os responsáveis das crianças responderam à anamnese e ao questionário de classificação socioeconômica (ABEP). Foram utilizados os seguintes instrumentos de avaliação: Discurso Narrativo Oral - DNOI (Prando et al; 2016); análise Média do Valor da Frase (Jabukovicz, 2002); Teste de vocabulário infantil (Capovilla et al., 2012) e Matrizes Progressivas de Raven (2019). Foi utilizada estatística descritiva para caracterização dos grupos, Teste Igualdade de Proporções Entre duas Amostras para os dados de anamnese e teste Mann-Whitney para amostras não pareadas, para comparação de testes de linguagem entre os grupos (α = 0,05). Resultados: Cada Grupo (G1 e G2) foi composto por 20 sujeitos do sexo masculino e 6 do sexo feminino, distribuídos predominantemente nas classes socioeconômicas A e B. Em relação ao discurso narrativo, observou-se diferenças significativas nas habilidades de reconto parcial, com piores desempenhos em G1. Nas tarefas de \"detalhes, do reconto parcial\", \"reconto total\", \"compreensão oral\" e \"inferência\" os grupos obtiveram desempenhos semelhantes. Quanto ao vocabulário emissivo, não foram observadas diferenças significativas, sendo que 96% dos sujeitos de G1, e 100% de G2, estiveram dentro dos valores que indicam padrão de normalidade; sobre os aspectos morfossintáticos, houve diferença significativa quanto ao uso de substantivos e de preposição sendo que G2 apresentou um maior número de substantivos e preposições em suas frases, do que G1. Quanto ao Reconto integral, de modo qualitativo observou-se a ocorrência de intrusões, referências e omissões em ambos os grupos. Conclusões: Os resultados obtidos evidenciam que: não houve diferença de vocabulário emissivo; a estrutura morfossintática não se mostrou diferente entre os grupos; as crianças TEA demonstram discurso narrativo prejudicado (em tarefa de reconto parcial); e a compreensão oral foi semelhante entre os grupos. |
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Análise da linguagem narrativa de crianças com transtorno do espectro autistaNarrative language analysis of children with autism spectrum disorderAutism spectrum disorderLinguagem oralNarrativaNarrativeOral languageTranstorno do espectro autistaIntrodução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA), é classificado pelo DSM-5 como parte dos Transtorno dos Neurodesenvolvimento. Esta população é caracterizada pela presença de déficits sociais e de comunicação. Embora os aspectos sociais e emocionais sejam essenciais para o desenvolvimento das habilidades pragmáticas, o que inclui as dificuldades narrativas, há uma parcimônia de estudos atuais publicados sobre o discurso narrativo na população TEA. Objetivo: Estudar características do discurso narrativo oral de crianças diagnosticadas com TEA, entre as quais: vocabulário emissivo, estrutura morfossintática, elementos do discurso narrativo, e compreensão de texto oral. Método: Estudo clínico, transversal, aprovado pelo CEP sob nº 40972920.5.0000.5407, no qual participaram do estudo 52 crianças, com idades entre 6 e 10 anos, divididos em G1 (n=26) composto por crianças com diagnóstico multidisciplinar de TEA, oralizadas e G2 (n=26) por crianças com desenvolvimento típico, pareadas em idade e sexo. Os responsáveis das crianças responderam à anamnese e ao questionário de classificação socioeconômica (ABEP). Foram utilizados os seguintes instrumentos de avaliação: Discurso Narrativo Oral - DNOI (Prando et al; 2016); análise Média do Valor da Frase (Jabukovicz, 2002); Teste de vocabulário infantil (Capovilla et al., 2012) e Matrizes Progressivas de Raven (2019). Foi utilizada estatística descritiva para caracterização dos grupos, Teste Igualdade de Proporções Entre duas Amostras para os dados de anamnese e teste Mann-Whitney para amostras não pareadas, para comparação de testes de linguagem entre os grupos (α = 0,05). Resultados: Cada Grupo (G1 e G2) foi composto por 20 sujeitos do sexo masculino e 6 do sexo feminino, distribuídos predominantemente nas classes socioeconômicas A e B. Em relação ao discurso narrativo, observou-se diferenças significativas nas habilidades de reconto parcial, com piores desempenhos em G1. Nas tarefas de \"detalhes, do reconto parcial\", \"reconto total\", \"compreensão oral\" e \"inferência\" os grupos obtiveram desempenhos semelhantes. Quanto ao vocabulário emissivo, não foram observadas diferenças significativas, sendo que 96% dos sujeitos de G1, e 100% de G2, estiveram dentro dos valores que indicam padrão de normalidade; sobre os aspectos morfossintáticos, houve diferença significativa quanto ao uso de substantivos e de preposição sendo que G2 apresentou um maior número de substantivos e preposições em suas frases, do que G1. Quanto ao Reconto integral, de modo qualitativo observou-se a ocorrência de intrusões, referências e omissões em ambos os grupos. Conclusões: Os resultados obtidos evidenciam que: não houve diferença de vocabulário emissivo; a estrutura morfossintática não se mostrou diferente entre os grupos; as crianças TEA demonstram discurso narrativo prejudicado (em tarefa de reconto parcial); e a compreensão oral foi semelhante entre os grupos.Introduction: Autism Spectrum Disorder (ASD) is classified by the DSM-5 as part of Neurodevelopmental Disorders. This population is characterized by the presence of social and communication deficits. Although social and emotional aspects are essential for the development of pragmatic skills, which includes narrative difficulties, there is a paucity of current studies published on narrative discourse in the ASD population. Objectives: Investigate narrative discourse characteristics of children diagnosed with ASD, such as emissive vocabulary, morphosyntactic structure, elements of narrative discourse, and oral text comprehension. Method: Clinical study, cross-sectional, approved by CEP under nº 40972920.5.0000.5407; 52 children, aged between 6 and 10 years, participated in the study, divided into G1 (n=26) composed of children with a multidisciplinary diagnosis of ASD, oral and G2 (n=26) by children with typical development, paired with age and biological sex. The children\'s caregivers answered the anamnesis and the socioeconomic classification questionnaire (ABEP). The evaluation tools used were: were Discurso Narrativo Oral - DNOI (Prando et al; 2016); Análise Média do Valor da Frase (Jabukovicz, 2002); Teste de vocabulário infantil (Capovilla et al., 2012) and Matrizes Progressivas de Raven (2019). Descriptive Statistics were used for the group characterization; Teste Igualdade de Proporções Entre duas Amostras for the anamnesis data and the Mann-Whitney test for not-paired samples, to compare the language tests among the groups (α = 0,05). Results: Both Groups (G1 and G2), consisting of 20 male individuals and 6 female individuals, were distributed predominantly between the social classes A and B. Regarding the narrative discourse, significant differences in partial retelling were noted, with a lower performance in G1, but on tasks of \"details, of partial retelling\", \"total retelling\", \"oral comprehension\", and \"inference\", the groups had similar performances; regarding the emissive vocabulary, no significant differences were noted, as 96% of G1 individuals and 100% of G2 were within the values indicating a standard pattern; regarding morphosyntactic aspects, the use of substantives and prepositions revealed a significant difference, as the G2 used a higher amount of substantives and prepositions in their sentences when compared to the G1. In a qualitative analysis of integral retelling, both groups exhibited occurrences of intrusions, references, and omissions. Conclusion: The results infer that there are no differences in emissive vocabulary; the morphosyntactic structure did not show differences among the groups; children with ASD exhibited impaired narrative discourse (in the partial retelling task); and the oral comprehension was similar within the groups.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFukuda, Marisa Tomoe HebiharaSantos, Luísa Stefano2023-12-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-22012024-150943/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-03-07T12:18:02Zoai:teses.usp.br:tde-22012024-150943Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.platendimento@abcd.usp.bropendoar:27212024-08-30T22:11:49.788265Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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