Comparação entre a progesterona natural e o pessário cervical na prevenção do parto prematuro espontâneo em gestações únicas com colo uterino menor ou igual a 25 mm

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Marinelli, Juliana Valente Codato
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-05092025-152010/
Resumo: INTRODUÇÃO: A prematuridade é uma das principais causas de morbidade e mortalidade perinatal, afetando mais de 10% dos nascimentos globais, com, aproximadamente, 13,4 milhões de recém-nascidos em 2020. No Brasil, cerca de 340 mil partos prematuros acontecem anualmente. Mulheres com comprimento cervical 25 mm têm um risco significativamente maior de parto prematuro, e o uso da progesterona vaginal é recomendado como parte da prática clínica padrão para prevenção de prematuridade nessas gestantes. A eficácia do pessário cervical para essa finalidade ainda é controversa, e a maioria dos estudos disponíveis não comparou o uso do pessário e da progesterona isoladamente. OBJETIVO: Comparar o uso isolado do pessário cervical com a progesterona natural vaginal na prevenção de parto prematuro espontâneo em mulheres assintomáticas com gestações únicas e colo curto identificado no segundo trimestre. MÉTODO: Este ensaio clínico randomizado foi conduzido no setor de Medicina Fetal da Divisão de Obstetrícia do Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Brasil. Mulheres assintomáticas com gestações únicas e comprimento cervical 25 mm entre 20 e 23 semanas e 6 dias de gestação foram randomizadas para receber pessário cervical ou progesterona vaginal (200 mg diariamente) até 37 semanas de gestação ou o parto. O desfecho primário foi o parto espontâneo antes de 34 semanas de gestação. Os desfechos secundários incluíram parto prematuro antes de 37, 32 e 30 semanas de gestação, avaliação estratificada de acordo com o comprimento cervical ( 25, 20 e 15 mm) e desfechos perinatais. As análises foram realizadas de acordo com o princípio da intenção de tratar. Este estudo foi registrado previamente no ClinicalTrials.gov (NCT02511574). RESULTADOS: Um total de 203 mulheres foram randomizadas, 102 para o Grupo Pessário e 101 para o Grupo Progesterona. O parto espontâneo antes de 34 semanas ocorreu em 7,8% no Grupo Pessário e 12,9% no Grupo Progesterona (RR 0,609, IC 95%, 0,264 - 1,407, p = 0,240). Não foram observadas diferenças significativas nos desfechos secundários, incluindo taxas de parto prematuro espontâneo em diferentes faixas de idade gestacional e de acordo com os cortes préestabelecidos de comprimento cervical, além dos desfechos neonatais. Ambas as intervenções foram bem toleradas, sem efeitos adversos significativos. CONCLUSÃO: O uso isolado do pessário cervical mostrou-se comparável ao da progesterona vaginal na prevenção do parto prematuro espontâneo em mulheres assintomáticas com colo curto. No entanto, estudos com amostras maiores são necessários para confirmar esses resultados e avaliar a não inferioridade entre as duas intervenções
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Mulheres com comprimento cervical 25 mm têm um risco significativamente maior de parto prematuro, e o uso da progesterona vaginal é recomendado como parte da prática clínica padrão para prevenção de prematuridade nessas gestantes. A eficácia do pessário cervical para essa finalidade ainda é controversa, e a maioria dos estudos disponíveis não comparou o uso do pessário e da progesterona isoladamente. OBJETIVO: Comparar o uso isolado do pessário cervical com a progesterona natural vaginal na prevenção de parto prematuro espontâneo em mulheres assintomáticas com gestações únicas e colo curto identificado no segundo trimestre. MÉTODO: Este ensaio clínico randomizado foi conduzido no setor de Medicina Fetal da Divisão de Obstetrícia do Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Brasil. Mulheres assintomáticas com gestações únicas e comprimento cervical 25 mm entre 20 e 23 semanas e 6 dias de gestação foram randomizadas para receber pessário cervical ou progesterona vaginal (200 mg diariamente) até 37 semanas de gestação ou o parto. O desfecho primário foi o parto espontâneo antes de 34 semanas de gestação. Os desfechos secundários incluíram parto prematuro antes de 37, 32 e 30 semanas de gestação, avaliação estratificada de acordo com o comprimento cervical ( 25, 20 e 15 mm) e desfechos perinatais. As análises foram realizadas de acordo com o princípio da intenção de tratar. Este estudo foi registrado previamente no ClinicalTrials.gov (NCT02511574). RESULTADOS: Um total de 203 mulheres foram randomizadas, 102 para o Grupo Pessário e 101 para o Grupo Progesterona. O parto espontâneo antes de 34 semanas ocorreu em 7,8% no Grupo Pessário e 12,9% no Grupo Progesterona (RR 0,609, IC 95%, 0,264 - 1,407, p = 0,240). Não foram observadas diferenças significativas nos desfechos secundários, incluindo taxas de parto prematuro espontâneo em diferentes faixas de idade gestacional e de acordo com os cortes préestabelecidos de comprimento cervical, além dos desfechos neonatais. Ambas as intervenções foram bem toleradas, sem efeitos adversos significativos. CONCLUSÃO: O uso isolado do pessário cervical mostrou-se comparável ao da progesterona vaginal na prevenção do parto prematuro espontâneo em mulheres assintomáticas com colo curto. No entanto, estudos com amostras maiores são necessários para confirmar esses resultados e avaliar a não inferioridade entre as duas intervençõesINTRODUCTION: Preterm birth is a leading causes of perinatal morbidity and mortality, affecting over 10% of global births, which translates to approximately 13.4 million neonates in 2020. In Brazil, there are approximately 340,000 preterm deliveries annually. Women with a cervical length of 25 mm are at a significantly increased risk for preterm birth, and the use of vaginal progesterone is recommended as part of standard clinical practice for the prevention of prematurity among this population. However, the efficacy of cervical pessary for this indication remains controversial, and most available studies have not evaluated the interventions in isolation. OBJECTIVE: To compare the efficacy of isolated cervical pessary placement versus vaginal natural progesterone administration in the prevention of spontaneous preterm birth in asymptomatic women with singleton pregnancies and a short cervix identified in the second trimester. METHODS: This open-label randomized controlled trial was conducted at the Fetal Medicine Unit of the Hospital das Clínicas, São Paulo University, Brazil. Asymptomatic women with singleton pregnancies and cervical length of 25 mm, between 20 weeks and 23 weeks and 6 days of gestation, were randomized to receive either a cervical pessary or vaginal progesterone (200 mg daily) until 37 weeks of gestation or delivery. The primary outcome was spontaneous delivery before 34 weeks of gestation. Secondary outcomes included preterm birth before 37, 32, and 30 weeks of gestation, as well as analyses of outcomes stratified by cervical length ( 25, 20, and 15 mm), and perinatal outcomes. Analyses were performed according to the intention-to-treat principle. This study was pre-registered with ClinicalTrials.gov (NCT02511574). RESULTS: A total of 203 women were randomized, 102 assigned to the Pessary Group and 101 to the Progesterone Group. Spontaneous birth before 34 weeks occurred in 7.8% of the Pessary Group and 12.9% of the Progesterone Group (RR 0.609, 95% CI, 0.264 - 1.407, p = 0.240). No significant differences were observed in secondary outcomes, including spontaneous preterm birth rates at various gestational age thresholds and according to preestablished cervical length cut-offs, as well as neonatal outcomes. Both interventions were welltolerated, with no significant adverse effects. CONCLUSION: The isolated use of a cervical pessary was comparable to vaginal progesterone in preventing spontaneous preterm birth in asymptomatic women with a short cervix. Larger studies are needed to confirm these findings and assess non-inferiority between the two interventionsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCarvalho, Mário Henrique Burlacchini deMarinelli, Juliana Valente Codato2025-02-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-05092025-152010/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-08T18:05:05Zoai:teses.usp.br:tde-05092025-152010Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-08T18:05:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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Marinelli, Juliana Valente Codato
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