Cirurgia cardíaca no paciente septuagenário ou mais velho
| Ano de defesa: | 2007 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-13102025-115222/ |
Resumo: | 1. Introdução No Brasil é crescente o numero de pessoas que atingem 70 anos ou mais de idade. Uma vez que a doença cardiovascular é extremamente prevalente nesta faixa etária, sobretudo a doença arterial coronariana, é também crescente o número de pessoas septuagenárias ou mais velhas que necessitam de operações cardiovasculares. Portanto, o presente estudo foi realizado com o objetivo de conhecer melhor esse subgrupo de pacientes cardiopatas, determinando fatores de risco de morbidade e mortalidade cirúrgicas, com o intuito de aperfeiçoar o atendimento a essa população de pacientes. 2. Material e métodos Foram analisados retrospectivamente os dados demográficos pré-operatórios, cirúrgicos e a evolução hospitalar dos pacientes adultos de ambos os sexos submetidos a operações cardiovasculares no período de janeiro de 2001 a julho de 2006 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Os pacientes foram divididos em dois grupos: grupo denominado \"Controle\", composto por pacientes com idade inferior a 70 anos de idade (512 pacientes), e grupo denominado \"Septuagenário\", composto por pacientes com idade igual ou superior a 70 anos (191 pacientes). 3. Resultados Dos 191 pacientes no grupo \"septuagenário\", 113 (59,2%) eram do sexo masculino. A idade média nesse era de 74,30± 3,83 anos. No grupo controle 287 (55,5%) pacientes eram homens. Foi significativamente maior no grupo septuagenário a proporção de portadores de disfunção renal (14,0% versus 7,6%, p=0,011), hipertensão arterial sistêmica (75,4% versus 63,2%, p=0,002), doença pulmonar obstrutiva crônica (9,9% versus 4,5%, p=0,006), comunicação interventricular pós-infarto agudo do miocárdio (2,1 % versus 0%, p=0,005), de angina instável (17,3% versus 5,4%, p<0,001); no grupo controle predominou os pacientes submetidos a operação cardíaca prévia (15,3% versus 9,4%, p=0,049). Em ambos os grupos a revascularização do miocárdio foi a operação mais realizada, seguido pela correção das valvopatias. Com relação à evolução pós-operatória, constatamos que 42,4 % dos pacientes do grupo septuagenário tiveram ao menos um evento adverso no pós-operatório, versus 23,6% no grupo controle (p<0,001). Predominaram entre os septuagenários ou mais velhos o sangramento pós-operatório, as complicações pulmonares, a mediastinite, a disfunção renal e as complicações neurológicas. A mortalidade hospitalar geral foi significativamente maior no grupo septuagenário de 26,2% (p=0,001), contra 9,8% no grupo controle. Todavia, a mortalidade variou dependendo do tipo de operação e a condição na qual a operação foi realizada (eletiva ou não eletiva), sendo semelhante entre os grupos para as revascularizações isoladas eletivas. 4. Conclusões 1. O grupo septuagenário apresenta comorbidades perioperatórias com impacto potencialmente negativo na evolução perioperatória com freqüência significativamente maior que a população de faixa etária menor. 2. O grupo septuagenário apresenta fatores de risco para morte pós-operatória hospitalar que, com exceção da idade, são semelhantes àqueles observados para a população geral. 3. A morbidade e mortalidade hospitalares pós-operatórias são mais elevadas no grupo septuagenário não em decorrência da idade per se, mas pela maior prevalência de comorbidades. |
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Cirurgia cardíaca no paciente septuagenário ou mais velhoNão informado.Cardiac surgeryCirurgia cardíacaElderly comorbiditiesIdososMorbidade em idososOlders1. Introdução No Brasil é crescente o numero de pessoas que atingem 70 anos ou mais de idade. Uma vez que a doença cardiovascular é extremamente prevalente nesta faixa etária, sobretudo a doença arterial coronariana, é também crescente o número de pessoas septuagenárias ou mais velhas que necessitam de operações cardiovasculares. Portanto, o presente estudo foi realizado com o objetivo de conhecer melhor esse subgrupo de pacientes cardiopatas, determinando fatores de risco de morbidade e mortalidade cirúrgicas, com o intuito de aperfeiçoar o atendimento a essa população de pacientes. 2. Material e métodos Foram analisados retrospectivamente os dados demográficos pré-operatórios, cirúrgicos e a evolução hospitalar dos pacientes adultos de ambos os sexos submetidos a operações cardiovasculares no período de janeiro de 2001 a julho de 2006 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Os pacientes foram divididos em dois grupos: grupo denominado \"Controle\", composto por pacientes com idade inferior a 70 anos de idade (512 pacientes), e grupo denominado \"Septuagenário\", composto por pacientes com idade igual ou superior a 70 anos (191 pacientes). 3. Resultados Dos 191 pacientes no grupo \"septuagenário\", 113 (59,2%) eram do sexo masculino. A idade média nesse era de 74,30± 3,83 anos. No grupo controle 287 (55,5%) pacientes eram homens. Foi significativamente maior no grupo septuagenário a proporção de portadores de disfunção renal (14,0% versus 7,6%, p=0,011), hipertensão arterial sistêmica (75,4% versus 63,2%, p=0,002), doença pulmonar obstrutiva crônica (9,9% versus 4,5%, p=0,006), comunicação interventricular pós-infarto agudo do miocárdio (2,1 % versus 0%, p=0,005), de angina instável (17,3% versus 5,4%, p<0,001); no grupo controle predominou os pacientes submetidos a operação cardíaca prévia (15,3% versus 9,4%, p=0,049). Em ambos os grupos a revascularização do miocárdio foi a operação mais realizada, seguido pela correção das valvopatias. Com relação à evolução pós-operatória, constatamos que 42,4 % dos pacientes do grupo septuagenário tiveram ao menos um evento adverso no pós-operatório, versus 23,6% no grupo controle (p<0,001). Predominaram entre os septuagenários ou mais velhos o sangramento pós-operatório, as complicações pulmonares, a mediastinite, a disfunção renal e as complicações neurológicas. A mortalidade hospitalar geral foi significativamente maior no grupo septuagenário de 26,2% (p=0,001), contra 9,8% no grupo controle. Todavia, a mortalidade variou dependendo do tipo de operação e a condição na qual a operação foi realizada (eletiva ou não eletiva), sendo semelhante entre os grupos para as revascularizações isoladas eletivas. 4. Conclusões 1. O grupo septuagenário apresenta comorbidades perioperatórias com impacto potencialmente negativo na evolução perioperatória com freqüência significativamente maior que a população de faixa etária menor. 2. O grupo septuagenário apresenta fatores de risco para morte pós-operatória hospitalar que, com exceção da idade, são semelhantes àqueles observados para a população geral. 3. A morbidade e mortalidade hospitalares pós-operatórias são mais elevadas no grupo septuagenário não em decorrência da idade per se, mas pela maior prevalência de comorbidades.1. Introduction The number of persons 70 years old or older has been increasing in Brazil. Since the cardiovascular diseases is highly prevalent in such age, mainly the coronary artery disease, the number of septuagenarians or old who needs cardiovascular surgery. The objective of the present study is to know the characteristics of this group of patients and determine the risk factors for operative morbidity and mortality in order to improve the medical care to them. 2. Methods We revised the medical records about demographics, surgery and post-operative hospital evolution of all adult patients submitted to cardiac operations at the Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo between January 2001 and December 2006. The patients were divided in two groups: Control group, comprising patients with less than 70 years old (512 patients), and Septuagenarian group, comprising patients 70 years or more of age (191 patients). 3. Results Seventy eight patients from the septuagenarian group 113 (59.2%) patients were male, and the mean age was 74.30±3.83 year. ln the control group 287 patients (55.5%) were male. It was significantly higher in the septuagenarian group the proportion of patients suffering from renal dysfunction (14.3% versus 7.6%, p=0.011), artery hypertension (75.4% versus 63.2%, p=0.002), chronic obstructive pulmonary disease (9.9% versus 4.5%, p=0.006), post-infarction acute ventricular septal rupture (2.1% versus 0%, p=0.005), unstable angina (17.3% versus 5.4%, p<0.001), lesion of left coronary (10.5% versus 6.4%, p=0,077) and patients who experienced previous cardiac operations (15.3% versus 9.4%, p=0.049). ln both groups coronary artery bypass surgery and heart valves surgery prevaleid. ln the septuagenarian group 42.4% of the patients had a least one morbid event, versus 23.6% of the patients in the control group (p<0.001). Pos-operative bleeding, pulmonary complications, mediastinitis, renal dysfunction and XIV strokes prevaleid in the septuagenarian group. The mortality was significantly higher in the septuagenarian group. The hospital mortality was significantly higher in the septuagenarian group (26.2% versus 9.8%, p=0.001). However, the mortality varied according the sort of operation and if elective or urgent, but the mortality was similar between groups for elective isolated coronary artery bypass surgery. 4. Conclusions 1. The septuagenarian group presented significantly more comorbidities with potentially negative impact over the perioperative hospital outcome. 2. The septuagenarian group presented risk factors for posoperative in-hospital death that, with exception of the age, are similar to those for the general population. 3. The in-hospital morbidity and mortality are higher in the septuagenarian group because the better prevalence of the comorbidities.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRodrigues, Alfredo JoseAlves Júnior, Lafaiete2007-07-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-13102025-115222/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-13T15:17:02Zoai:teses.usp.br:tde-13102025-115222Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-13T15:17:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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1. Introdução No Brasil é crescente o numero de pessoas que atingem 70 anos ou mais de idade. Uma vez que a doença cardiovascular é extremamente prevalente nesta faixa etária, sobretudo a doença arterial coronariana, é também crescente o número de pessoas septuagenárias ou mais velhas que necessitam de operações cardiovasculares. Portanto, o presente estudo foi realizado com o objetivo de conhecer melhor esse subgrupo de pacientes cardiopatas, determinando fatores de risco de morbidade e mortalidade cirúrgicas, com o intuito de aperfeiçoar o atendimento a essa população de pacientes. 2. Material e métodos Foram analisados retrospectivamente os dados demográficos pré-operatórios, cirúrgicos e a evolução hospitalar dos pacientes adultos de ambos os sexos submetidos a operações cardiovasculares no período de janeiro de 2001 a julho de 2006 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Os pacientes foram divididos em dois grupos: grupo denominado \"Controle\", composto por pacientes com idade inferior a 70 anos de idade (512 pacientes), e grupo denominado \"Septuagenário\", composto por pacientes com idade igual ou superior a 70 anos (191 pacientes). 3. Resultados Dos 191 pacientes no grupo \"septuagenário\", 113 (59,2%) eram do sexo masculino. A idade média nesse era de 74,30± 3,83 anos. No grupo controle 287 (55,5%) pacientes eram homens. Foi significativamente maior no grupo septuagenário a proporção de portadores de disfunção renal (14,0% versus 7,6%, p=0,011), hipertensão arterial sistêmica (75,4% versus 63,2%, p=0,002), doença pulmonar obstrutiva crônica (9,9% versus 4,5%, p=0,006), comunicação interventricular pós-infarto agudo do miocárdio (2,1 % versus 0%, p=0,005), de angina instável (17,3% versus 5,4%, p<0,001); no grupo controle predominou os pacientes submetidos a operação cardíaca prévia (15,3% versus 9,4%, p=0,049). Em ambos os grupos a revascularização do miocárdio foi a operação mais realizada, seguido pela correção das valvopatias. Com relação à evolução pós-operatória, constatamos que 42,4 % dos pacientes do grupo septuagenário tiveram ao menos um evento adverso no pós-operatório, versus 23,6% no grupo controle (p<0,001). Predominaram entre os septuagenários ou mais velhos o sangramento pós-operatório, as complicações pulmonares, a mediastinite, a disfunção renal e as complicações neurológicas. A mortalidade hospitalar geral foi significativamente maior no grupo septuagenário de 26,2% (p=0,001), contra 9,8% no grupo controle. Todavia, a mortalidade variou dependendo do tipo de operação e a condição na qual a operação foi realizada (eletiva ou não eletiva), sendo semelhante entre os grupos para as revascularizações isoladas eletivas. 4. Conclusões 1. O grupo septuagenário apresenta comorbidades perioperatórias com impacto potencialmente negativo na evolução perioperatória com freqüência significativamente maior que a população de faixa etária menor. 2. O grupo septuagenário apresenta fatores de risco para morte pós-operatória hospitalar que, com exceção da idade, são semelhantes àqueles observados para a população geral. 3. A morbidade e mortalidade hospitalares pós-operatórias são mais elevadas no grupo septuagenário não em decorrência da idade per se, mas pela maior prevalência de comorbidades. |
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