O ônus da prova na hipótese de fraude à execução decorrente de ato de disposição patrimonial quando em curso demanda capaz de reduzir o devedor à insolvência: uma reflexão à luz do Código de Processo Civil de 2015

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Iamarino, Monnalisie Gimenes Cesca
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-27022024-121525/
Resumo: O presente trabalho versa acerca da redistribuição do encargo probatório no que se refere à caracterização da fraude de execução, oriunda do ato de disposição praticado pelo devedor, que possa levá-lo à insolvência, quando em curso, contra ele, demanda judicial, consubstanciada no inciso IV do artigo 792 do Código de Processo Civil. Para tanto, foi realizado estudo acerca da teoria geral da prova, no primeiro capítulo, para, em seguida, no capítulo seguinte, analisar especificamente a questão do ônus da prova. Foram, nessa toada, abordadas as duas teorias adotadas pelo ordenamento pátrio: a estática, já consagrada nos diplomas processuais anteriores, e a dinâmica, regulada no Código vigente, observando-se os requisitos necessários para sua aplicação, consoante a legislação pátria. No capítulo terceiro, buscou-se tratar do instituto da fraude à execução, diferenciando-a da fraude contra credores, com especial ênfase aos elementos caracterizadores de uma e outra. Abordou-se ainda a hipótese específica de foco do estudo, tratando-se do elemento subjetivo necessário para sua verificação, bem como da atribuição ao credor do encargo de demonstrá-lo, consoante o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, explicitado na Súmula 375, ratificado em julgamento de recurso especial, afetado em sede de repetitivos (REsp. 956.943). No capítulo quarto, pretendeu-se demonstrar a possibilidade de redistribuição desse ônus, com fulcro na teoria dinâmica, regulada explicitamente pela legislação processual. Considerou-se, assim, as atuais previsões do diploma adjetivo, que elenca tanto a súmula do STJ como o julgamento de recursos especiais repetitivos dentre o rol dos precedentes (art. 927, incisos IV e III), além de atribuir ao adquirente o ônus da prova de sua boa-fé, para bens não sujeitos a registro (art. 792, § 2o). Ao final, foi esclarecida a forma pela qual seria possível a redistribuição do onus probandi na situação prevista no inciso IV do artigo 792.
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Para tanto, foi realizado estudo acerca da teoria geral da prova, no primeiro capítulo, para, em seguida, no capítulo seguinte, analisar especificamente a questão do ônus da prova. Foram, nessa toada, abordadas as duas teorias adotadas pelo ordenamento pátrio: a estática, já consagrada nos diplomas processuais anteriores, e a dinâmica, regulada no Código vigente, observando-se os requisitos necessários para sua aplicação, consoante a legislação pátria. No capítulo terceiro, buscou-se tratar do instituto da fraude à execução, diferenciando-a da fraude contra credores, com especial ênfase aos elementos caracterizadores de uma e outra. Abordou-se ainda a hipótese específica de foco do estudo, tratando-se do elemento subjetivo necessário para sua verificação, bem como da atribuição ao credor do encargo de demonstrá-lo, consoante o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, explicitado na Súmula 375, ratificado em julgamento de recurso especial, afetado em sede de repetitivos (REsp. 956.943). No capítulo quarto, pretendeu-se demonstrar a possibilidade de redistribuição desse ônus, com fulcro na teoria dinâmica, regulada explicitamente pela legislação processual. Considerou-se, assim, as atuais previsões do diploma adjetivo, que elenca tanto a súmula do STJ como o julgamento de recursos especiais repetitivos dentre o rol dos precedentes (art. 927, incisos IV e III), além de atribuir ao adquirente o ônus da prova de sua boa-fé, para bens não sujeitos a registro (art. 792, § 2o). Ao final, foi esclarecida a forma pela qual seria possível a redistribuição do onus probandi na situação prevista no inciso IV do artigo 792.The present work analyzes the redistribution of the burden of proof regarding the characterization of the fraud in the execution resulting from an act of disposition perpetrated by the debtor, which may lead him to insolvency when there is an on-going lawsuit, based on article 792, IV of the Code of Civil Procedure, pending against the debtor. To this end, a study on the general theory of proof was carried out in the first chapter. Then, in chapter two, a study was conducted to specifically analyze the burden of proof. In this context, the two theories adopted by the national legal framework were addressed: the static, already enshrined in the previous procedural codes; and the dynamic, prescribed by the current code, respecting the necessary requirements for its application according to the national legislation. In the third chapter, a study was carried out with regard to the institute of fraud in the execution, making a distinction between this institute and the fraud on creditors, with special attention to the elements characterizing each of them. The specific hypothesis on which this study was focused was also addressed, covering the subjective element necessary for its verification, as well as the burden borne by the creditor of proving it according to the Superior Court of Justice (STJ), as enshrined in its precedent (Súmula 375), and ratified in its case law (REsp. 956.943). In chapter four, an analysis was made on the possibility of redistributing the burden of proof, based on the dynamic theory, which is explicitly regulated by the procedural legislation. Thus, the provisions of the law in force were examined, which included the STJ\'s precedent and case law aforementioned among the list of precedents (article 927, IV and III), in addition to charging the purchaser of the burden of proof for their good faith with regard to assets not subjected to public registration (article 792, para. 2). Finally, an analysis was carried out on the possible ways of redistributing the onus probandi in the case referred to in article 792, IV.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLeonel, Ricardo de BarrosIamarino, Monnalisie Gimenes Cesca2023-08-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-27022024-121525/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-27T18:27:27Zoai:teses.usp.br:tde-27022024-121525Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-27T18:27:27Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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