Impacto da suplementação de colágeno na saúde ortopédica de potros em treinamento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Júnior, Angelo Mateus Campos de Araujo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10135/tde-20012026-160315/
Resumo: O colágeno hidrolisado é amplamente utilizado na prevenção de problemas clínicos relacionados ao aparelho locomotor e na promoção da saúde ortopédica em cavalos. No entanto, ainda faltam evidências científicas concretas que comprovem sua real eficácia. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito da suplementação de colágeno hidrolisado na dieta de potros em treinamento sobre a ocorrência de lesões ortopédicas, alterações articulares, microbioma fecal e impacto no desenvolvimento. O experimento foi conduzido no Haras Morada Nova, localizado no município de Inhaúma/MG, em parceria com o Laboratório de Pesquisa em Saúde Digestiva e Desempenho de equinos (LabEqui) pertencente a FMVZ/USP. Foram utilizados 20 potros da raça Mangalarga Marchador, com idade aproximada de sete meses e peso corpóreo de 206 ± 18 kg. A dieta foi composta por feno de gramínea (Cynodon spp. Tifton 85) e concentrado formulado especificamente para categoria. Foi oferecida uma quantidade equivalente a 2,5% do peso corporal em matéria seca, seguindo as recomendações do NRC (2007), com uma proporção de volumoso/concentrado de 50:50. Água e sal mineral foram fornecidos ad libitum. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado. Os tratamentos foram compostos por: 1) Controle (sem adição de suplemento); 2) Suplementação com colágeno hidrolisado (50g/animal/dia). Sendo 10 indivíduos por tratamento. Onde o período experimental teve duração de 180 dias. Os potros foram submetidos, semanalmente, durante cinco dias consecutivos (segundas às sextas-feiras), ao exercício e, dois dias consecutivos de descanso (sábados e domingos). Assim, o protocolo de treinamento consistiu no exercício de andamento de marcha, sendo combinado, alternadamente, com exercícios aquáticos e galope em superfície inclinada. A cada 36 dias, a região do jarrete do membro posterior esquerdo foi avaliada por meio de radiografia e ultrassonografia. Como parâmetros de saúde articular, foram avaliadas as concentrações de prostaglandina E2 (PGE2) e glicosaminoglicanos (GAGs), tais como ácido hialurônico (AH) e sulfato de condroitina (SC), derivados do líquido sinovial da articulação tibiotársica. Para análise do microbioma fecal, foram coletadas 10 g de amostras fecais, diretamente da ampola retal, a cada 90 dias, através do sequenciamento de nova geração do 16s rRNA. O desenvolvimento foi avaliado por meio de mensurações zootécnicas, tais como peso corporal (PC), altura de cernelha (AC) e escore de condição corporal (ECC), a cada 36 dias. Para o ECC, foi utilizado uma escala de 1 a 9, sendo escore 1 representando magreza extrema e escore 9 representando obesidade extrema, onde a deposição de gordura foi ponderada a partir da palpação de regiões zootécnicas específicas: borda superior do pescoço, atrás da cernelha, atrás da espádua, costado, lombo e base da cauda. Para os parâmetros de imagem, os dados foram analisados utilizando teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, considerando medidas repetidas no tempo, com nível de significância de 5%, utilizando o PROC NPAR1WAY do SAS (versão 9.0). Para os parâmetros do líquido sinovial e parâmetros zootécnicos de desenvolvimento, os dados foram avaliados por análise de variância, e as médias comparadas pelo teste de Tukey, considerando medidas repetidas no tempo, com nível de significância de 5%, utilizando o PROC MIXED do SAS (versão 9.0). As análises dos dados de microbioma foram conduzidas no ambiente estatístico R (R Core Team, 2023). A diversidade alfa foi estimada utilizando os índices Chao1, Shannon e Simpson. A diversidade beta foi avaliada utilizando a Análise de Coordenadas Principais (PCoA) baseada na distância de Bray-Curtis, permitindo a visualização da dissimilaridade na composição microbiana entre os grupos. A significância das diferenças na estrutura microbiana foi testada por meio da PERMANOVA (Permutational Multivariate Analysis of Variance). A análise diferencial de abundância relativa foi realizada nos níveis taxonômicos de filo, família e gênero, utilizando o teste de Wilcoxon rank-sum. Para parâmetros zootécnicos, não foram observadas diferenças (P>0,05) entre tratamentos para nenhuma das variáveis, constatando-se que a suplementação não afetou o desenvolvimento dos potros. Para as avaliações radiográficas, foram observadas diferenças (P<0,05) entre os tratamentos para a presença de osteófitos e proliferações ósseas, esclerose subcondral e osteólise subcondral. Para as avaliações ultrassonográficas, foram observadas diferenças (P<0,05) entre os tratamentos para a quantidade de líquido sinovial, espessura da cápsula articular, aparência da superfície subcondral e presença de osteófitos subcondrais. Para as avaliações do líquido sinovial, foi observada diferença (P<0,05) entre os tratamentos para PGE2. Não houve significância (P>0,05) para os GAGs. Para microbioma fecal, no total, foram obtidas 3.357.918 leituras a partir de 60 amostras, classificadas como pertencentes ao domínio Bacteria. Observou-se diferença (P<0,05) entre os tratamentos no Período 5, ao nível de filo, com maior abundância do filo Fibrobacterota nos potros não suplementados com colágeno hidrolisado. Além disso, observou-se diferença (P<0,05) entre os tratamentos no Período 5, ao nível de gênero, com maior abundância de Saccharofermentans, Lachnospiraceae UCG-009 e Fibrobacter no grupo controle e com maior abundância de Intestinimonas, Lachnospiraceae UCG-010 e Phascolarctobacterium no grupo suplementado. Conclui-se que a suplementação com colágeno hidrolisado em potros treinados reduz a ocorrência de lesões ortopédicas e o grau inflamatório do líquido sinovial, sem efeitos adversos nos níveis de glicosaminoglicanos e impacto nos parâmetros de desenvolvimento. Porém, promove alterações significativas na abundância relativa de determinados grupos bacterianos, especialmente, com redução de bactérias fibrolíticas ao longo do tempo. Estudos adicionais são recomendados para elucidar os mecanismos envolvidos e avaliar os efeitos funcionais dessas alterações a longo prazo.
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Foram utilizados 20 potros da raça Mangalarga Marchador, com idade aproximada de sete meses e peso corpóreo de 206 ± 18 kg. A dieta foi composta por feno de gramínea (Cynodon spp. Tifton 85) e concentrado formulado especificamente para categoria. Foi oferecida uma quantidade equivalente a 2,5% do peso corporal em matéria seca, seguindo as recomendações do NRC (2007), com uma proporção de volumoso/concentrado de 50:50. Água e sal mineral foram fornecidos ad libitum. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado. Os tratamentos foram compostos por: 1) Controle (sem adição de suplemento); 2) Suplementação com colágeno hidrolisado (50g/animal/dia). Sendo 10 indivíduos por tratamento. Onde o período experimental teve duração de 180 dias. Os potros foram submetidos, semanalmente, durante cinco dias consecutivos (segundas às sextas-feiras), ao exercício e, dois dias consecutivos de descanso (sábados e domingos). Assim, o protocolo de treinamento consistiu no exercício de andamento de marcha, sendo combinado, alternadamente, com exercícios aquáticos e galope em superfície inclinada. A cada 36 dias, a região do jarrete do membro posterior esquerdo foi avaliada por meio de radiografia e ultrassonografia. Como parâmetros de saúde articular, foram avaliadas as concentrações de prostaglandina E2 (PGE2) e glicosaminoglicanos (GAGs), tais como ácido hialurônico (AH) e sulfato de condroitina (SC), derivados do líquido sinovial da articulação tibiotársica. Para análise do microbioma fecal, foram coletadas 10 g de amostras fecais, diretamente da ampola retal, a cada 90 dias, através do sequenciamento de nova geração do 16s rRNA. O desenvolvimento foi avaliado por meio de mensurações zootécnicas, tais como peso corporal (PC), altura de cernelha (AC) e escore de condição corporal (ECC), a cada 36 dias. Para o ECC, foi utilizado uma escala de 1 a 9, sendo escore 1 representando magreza extrema e escore 9 representando obesidade extrema, onde a deposição de gordura foi ponderada a partir da palpação de regiões zootécnicas específicas: borda superior do pescoço, atrás da cernelha, atrás da espádua, costado, lombo e base da cauda. Para os parâmetros de imagem, os dados foram analisados utilizando teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, considerando medidas repetidas no tempo, com nível de significância de 5%, utilizando o PROC NPAR1WAY do SAS (versão 9.0). Para os parâmetros do líquido sinovial e parâmetros zootécnicos de desenvolvimento, os dados foram avaliados por análise de variância, e as médias comparadas pelo teste de Tukey, considerando medidas repetidas no tempo, com nível de significância de 5%, utilizando o PROC MIXED do SAS (versão 9.0). As análises dos dados de microbioma foram conduzidas no ambiente estatístico R (R Core Team, 2023). A diversidade alfa foi estimada utilizando os índices Chao1, Shannon e Simpson. A diversidade beta foi avaliada utilizando a Análise de Coordenadas Principais (PCoA) baseada na distância de Bray-Curtis, permitindo a visualização da dissimilaridade na composição microbiana entre os grupos. A significância das diferenças na estrutura microbiana foi testada por meio da PERMANOVA (Permutational Multivariate Analysis of Variance). A análise diferencial de abundância relativa foi realizada nos níveis taxonômicos de filo, família e gênero, utilizando o teste de Wilcoxon rank-sum. Para parâmetros zootécnicos, não foram observadas diferenças (P>0,05) entre tratamentos para nenhuma das variáveis, constatando-se que a suplementação não afetou o desenvolvimento dos potros. Para as avaliações radiográficas, foram observadas diferenças (P<0,05) entre os tratamentos para a presença de osteófitos e proliferações ósseas, esclerose subcondral e osteólise subcondral. Para as avaliações ultrassonográficas, foram observadas diferenças (P<0,05) entre os tratamentos para a quantidade de líquido sinovial, espessura da cápsula articular, aparência da superfície subcondral e presença de osteófitos subcondrais. Para as avaliações do líquido sinovial, foi observada diferença (P<0,05) entre os tratamentos para PGE2. Não houve significância (P>0,05) para os GAGs. Para microbioma fecal, no total, foram obtidas 3.357.918 leituras a partir de 60 amostras, classificadas como pertencentes ao domínio Bacteria. Observou-se diferença (P<0,05) entre os tratamentos no Período 5, ao nível de filo, com maior abundância do filo Fibrobacterota nos potros não suplementados com colágeno hidrolisado. Além disso, observou-se diferença (P<0,05) entre os tratamentos no Período 5, ao nível de gênero, com maior abundância de Saccharofermentans, Lachnospiraceae UCG-009 e Fibrobacter no grupo controle e com maior abundância de Intestinimonas, Lachnospiraceae UCG-010 e Phascolarctobacterium no grupo suplementado. Conclui-se que a suplementação com colágeno hidrolisado em potros treinados reduz a ocorrência de lesões ortopédicas e o grau inflamatório do líquido sinovial, sem efeitos adversos nos níveis de glicosaminoglicanos e impacto nos parâmetros de desenvolvimento. Porém, promove alterações significativas na abundância relativa de determinados grupos bacterianos, especialmente, com redução de bactérias fibrolíticas ao longo do tempo. Estudos adicionais são recomendados para elucidar os mecanismos envolvidos e avaliar os efeitos funcionais dessas alterações a longo prazo.Hydrolyzed collagen is widely used for the prevention of clinical musculoskeletal disorders and for promoting orthopedic health in horses. However, solid scientific evidence confirming its true efficacy is still lacking. The aim of this study was to evaluate the effects of dietary supplementation with hydrolyzed collagen in training foals on the occurrence of orthopedic injuries, joint alterations, fecal microbiota composition, and developmental outcomes. The experiment was conducted at Haras Morada Nova, located in the municipality of Inhaúma, Minas Gerais, Brazil, in partnership with the Laboratory of Research in Digestive Health and Performance of Horses (LabEqui), affiliated with the School of Veterinary Medicine and Animal Science (FMVZ), University of São Paulo (USP). Twenty Mangalarga Marchador foals, approximately seven months old and with an average body weight of 206 ±18 kg, were used. The diet consisted of grass hay (Cynodon spp. Tifton 85) and a concentrate specifically formulated for this animal category. Feed was offered at a rate equivalent to 2.5% of body weight on a dry matter basis, following NRC (2007) recommendations, with a forage-to-concentrate ratio of 50:50. Water and mineral salt were provided ad libitum. A completely randomized experimental design was used. Treatments included: (1) Control (no supplementation), and (2) Supplementation with hydrolyzed collagen (50 g/animal/day), with 10 animals per treatment. The experimental period lasted 180 days. The foals underwent exercise sessions five consecutive days per week (Monday to Friday), followed by two days of rest (Saturday and Sunday). The training protocol consisted of gait exercises, alternated with aquatic exercises and galloping on inclined surfaces. Every 36 days, the left hindlimb hock joint was evaluated using radiography and ultrasonography. As indicators of joint health, concentrations of prostaglandin E2 (PGE2) and glycosaminoglycans (GAGs), such as hyaluronic acid (HA) and chondroitin sulfate (CS), were assessed in synovial fluid collected from the tibiotarsal joint. For the analysis of the fecal microbiome, 10 g of fecal samples were collected directly from the rectal ampulla every 90 days, through next- generation 16S rRNA sequencing. Developmental assessment was carried out through zootechnical measurements, including body weight (BW), withers height (WH), and body condition score (BCS), every 36 days. BCS was evaluated on a 1-to-9 scale, with score 1 indicating extreme thinness and score 9 indicating extreme obesity. Fat deposition was assessed by palpating specific anatomical landmarks: crest of the neck, behind the withers, behind the shoulder, rib cage, loin, and tailhead. For imaging parameters, data were analyzed using the non-parametric Kruskal-Wallis test, considering repeated measures over time, with a 5% significance level, using the PROC NPAR1WAY procedure in SAS (version 9.0). Synovial fluid parameters and developmental zootechnical variables were analyzed using analysis of variance, with means compared by Tukey′s test, also considering repeated measures over time and a 5% significance level, using PROC MIXED in SAS (version 9.0). Microbiome data analysis was conducted in the R statistical environment (R Core Team, 2023). Alpha diversity was estimated using Chao1, Shannon, and Simpson indices. Beta diversity was assessed by Principal Coordinates Analysis (PCoA) based on Bray-Curtis distance to visualize microbial community dissimilarities between groups. Differences in microbial community structure were tested using PERMANOVA (Permutational Multivariate Analysis of Variance). Differential abundance analysis at the phylum, family, and genus levels was performed using the Wilcoxon rank-sum test. Regarding zootechnical parameters, no differences (P>0.05) were observed between treatments for any variables, indicating that collagen supplementation did not affect foal development. Radiographic evaluations showed significant differences (P<0.05) between treatments for the presence of osteophytes, bone proliferations, subchondral sclerosis, and subchondral osteolysis. Ultrasonographic evaluations also revealed significant differences (P<0.05) in synovial fluid volume, joint capsule thickness, subchondral surface appearance, and the presence of subchondral osteophytes. Regarding synovial fluid analysis, a significant difference (P< 0.05) between treatments was observed for PGE2 levels. No significant differences (P <0.05) were observed for GAGs. For fecal microbiota, a total of 3,357,918 reads were obtained from 60 samples, all classified within the domain Bacteria. Significant differences (P<0.05) were observed between treatments in Period 5 at the phylum level, with greater abundance of phylum Fibrobacterota in the non-supplemented group. Additionally, at the genus level, higher abundances of Saccharofermentans, Lachnospiraceae UCG-009, and Fibrobacter were found in the control group, whereas Intestinimonas, Lachnospiraceae UCG-010, and Phascolarctobacterium were more abundant in the supplemented group. It is concluded that hydrolyzed collagen supplementation in training foals reduces the occurrence of orthopedic injuries and the inflammatory profile of synovial fluid, without adverse effects on glycosaminoglycan levels or developmental parameters. However, it promotes significant alterations in the relative abundance of certain bacterial groups, especially reducing fibrolytic bacteria over time. Additional studies are warranted to clarify the mechanisms involved and evaluate the long-term functional implications of these microbial changes.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGobesso, Alexandre Augusto de OliveiraJúnior, Angelo Mateus Campos de Araujo2025-09-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10135/tde-20012026-160315/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-13T19:31:02Zoai:teses.usp.br:tde-20012026-160315Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-13T19:31:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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Foi oferecida uma quantidade equivalente a 2,5% do peso corporal em matéria seca, seguindo as recomendações do NRC (2007), com uma proporção de volumoso/concentrado de 50:50. Água e sal mineral foram fornecidos ad libitum. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado. Os tratamentos foram compostos por: 1) Controle (sem adição de suplemento); 2) Suplementação com colágeno hidrolisado (50g/animal/dia). Sendo 10 indivíduos por tratamento. Onde o período experimental teve duração de 180 dias. Os potros foram submetidos, semanalmente, durante cinco dias consecutivos (segundas às sextas-feiras), ao exercício e, dois dias consecutivos de descanso (sábados e domingos). Assim, o protocolo de treinamento consistiu no exercício de andamento de marcha, sendo combinado, alternadamente, com exercícios aquáticos e galope em superfície inclinada. A cada 36 dias, a região do jarrete do membro posterior esquerdo foi avaliada por meio de radiografia e ultrassonografia. Como parâmetros de saúde articular, foram avaliadas as concentrações de prostaglandina E2 (PGE2) e glicosaminoglicanos (GAGs), tais como ácido hialurônico (AH) e sulfato de condroitina (SC), derivados do líquido sinovial da articulação tibiotársica. Para análise do microbioma fecal, foram coletadas 10 g de amostras fecais, diretamente da ampola retal, a cada 90 dias, através do sequenciamento de nova geração do 16s rRNA. O desenvolvimento foi avaliado por meio de mensurações zootécnicas, tais como peso corporal (PC), altura de cernelha (AC) e escore de condição corporal (ECC), a cada 36 dias. Para o ECC, foi utilizado uma escala de 1 a 9, sendo escore 1 representando magreza extrema e escore 9 representando obesidade extrema, onde a deposição de gordura foi ponderada a partir da palpação de regiões zootécnicas específicas: borda superior do pescoço, atrás da cernelha, atrás da espádua, costado, lombo e base da cauda. Para os parâmetros de imagem, os dados foram analisados utilizando teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, considerando medidas repetidas no tempo, com nível de significância de 5%, utilizando o PROC NPAR1WAY do SAS (versão 9.0). Para os parâmetros do líquido sinovial e parâmetros zootécnicos de desenvolvimento, os dados foram avaliados por análise de variância, e as médias comparadas pelo teste de Tukey, considerando medidas repetidas no tempo, com nível de significância de 5%, utilizando o PROC MIXED do SAS (versão 9.0). As análises dos dados de microbioma foram conduzidas no ambiente estatístico R (R Core Team, 2023). A diversidade alfa foi estimada utilizando os índices Chao1, Shannon e Simpson. A diversidade beta foi avaliada utilizando a Análise de Coordenadas Principais (PCoA) baseada na distância de Bray-Curtis, permitindo a visualização da dissimilaridade na composição microbiana entre os grupos. A significância das diferenças na estrutura microbiana foi testada por meio da PERMANOVA (Permutational Multivariate Analysis of Variance). A análise diferencial de abundância relativa foi realizada nos níveis taxonômicos de filo, família e gênero, utilizando o teste de Wilcoxon rank-sum. Para parâmetros zootécnicos, não foram observadas diferenças (P>0,05) entre tratamentos para nenhuma das variáveis, constatando-se que a suplementação não afetou o desenvolvimento dos potros. Para as avaliações radiográficas, foram observadas diferenças (P<0,05) entre os tratamentos para a presença de osteófitos e proliferações ósseas, esclerose subcondral e osteólise subcondral. Para as avaliações ultrassonográficas, foram observadas diferenças (P<0,05) entre os tratamentos para a quantidade de líquido sinovial, espessura da cápsula articular, aparência da superfície subcondral e presença de osteófitos subcondrais. 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Conclui-se que a suplementação com colágeno hidrolisado em potros treinados reduz a ocorrência de lesões ortopédicas e o grau inflamatório do líquido sinovial, sem efeitos adversos nos níveis de glicosaminoglicanos e impacto nos parâmetros de desenvolvimento. Porém, promove alterações significativas na abundância relativa de determinados grupos bacterianos, especialmente, com redução de bactérias fibrolíticas ao longo do tempo. Estudos adicionais são recomendados para elucidar os mecanismos envolvidos e avaliar os efeitos funcionais dessas alterações a longo prazo.
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