Antero e Teófilo: combates pela República (1865-1881)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Bittencourt, Flávia Rodrigues
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-26082019-124209/
Resumo: Na década de 1870, em Portugal, um grupo de jovens intelectuais passou a refletir sobre sua nação frente à nova conjuntura política, social e econômica europeia. As revoluções liberais com espírito republicano, o desenvolvimento de teorias sociais e as tentativas revolucionárias baseadas nessas teorias, como a Comuna de Paris em 1871, serviram como bases argumentativas da Geração de 70, que protagonizou um movimento interveniente, contrapondo-se à lógica do sistema monárquico. Antero Tarquínio de Quental (1842-1891) e Joaquim Teófilo Fernandes Braga (1843-1924) foram dois dos principais mentores na busca pela modernização portuguesa ao discutirem o processo de marginalização da nação, suas causas e possíveis soluções para a superação do atraso. Antero simpatizou com o ideal Socialista e o colocou como proposição política no debate público. Teófilo aderiu à Filosofia Positivista como o principal método para a constituição de uma nova sociedade. Os princípios refletidos e defendidos pelos autores foram substanciados pelos fenômenos políticos e sociais da Europa oitocentista, atribuindo às respectivas conclusões filosóficas a pretensão de romper com sistemas tradicionais de governo. Legitimava-se, assim, a República Socialista ou a República Positivista como duas frentes possíveis para superar as controvérsias do regime monárquico. Objetivou-se nesta pesquisa o estudo do pensamento político de Antero de Quental e de Teófilo Braga, compreender como os autores estruturaram seus respectivos projetos republicanos a partir da análise de textos publicados. O período de avaliação se concentrou entre os anos de 1865 e 1881, momento de acentuada mobilização política e intelectual dos letrados.
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