Efeitos do bochecho com carboidrato sobre o desempenho físico, respostas cerebrais e psicofisiológicas de ciclistas mentalmente fadigados durante um teste incremental máximo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Barreto, Cayque Brietzke
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100139/tde-16042019-081649/
Resumo: Estudos têm demonstrado separadamente, a redução do desempenho aeróbio após uma tarefa de alta demanda cognitiva, e a melhora do desempenho físico através da suplementação com bochecho de carboidrato (CHO), levando à hipótese de que o bochecho com CHO possa atenuar a redução do desempenho aeróbio induzida pela fadiga mental. Portanto, nosso objetivo foi investigar se o uso do bochecho com CHO pode melhorar o desempenho físico, atividade cortical e respostas psicofisiológicas em ciclistas mentalmente fadigados submetidos a um teste incremental máximo (TIM). Métodos: 19 ciclistas treinados (7,56 ± 5,89 anos de experiência, 4,43 ± 0,45 VO2PICO, 359,61 ± 22,92 WPICO) realizaram 5 visitas ao laboratório, sendo as duas primeiras em ordem sequencial e as últimas três balanceadas de acordo com a descrição a seguir: 1) familiarização com TIM (teste preliminar), instrumentos e protocolo de FM; 2) TIM controle (CON) e segunda familiarização com o protocolo de FM; 3) TIM+FM; 4) TIM+FM+CHO; 5) TIM+FM+placebo (PLA). Respostas cardiopulmonares, potencia, percepção subjetiva de esforço (PSE) e valências afetivas foram analisadas durante o TIM, enquanto a atividade de córtex pré-frontal (CPF) e córtex motor primário (CMP) foram analisadas em intervalos regulares (a cada 25 % do TIM preliminar). As respostas psicológicas e atividade de CPF em repouso foram comparadas através do teste t de student, enquanto todas as respostas durante o TIM foram comparadas através de uma de modelos mistos. Resultados: os ciclistas mentalmente fadigados atingiram WPICO ~ 2,18 % e ~ 2.23 % maior na manipulação FM+CHO do que na manipulação FM (P = 0,09) e FM+PLA (P = 0,02). Além disso, o tempo até a exaustão na manipulação FM+CHO foi ~ 2,01 % e ~ 2,14 % maior do que na manipulação FM (P = 0,05) e FM+PLA (P = 0,03), com tamanho de efeito grande em ambos os resultados. A atividade cerebral em CPF foi maior na manipulação MF+CHO e MF+PLA do que na manipulação MF (P = 0,00). Além disso a ativação de CMP também foi maior na manipulação MF+CHO (P = 0,00) e MF+PLA (P = 0,01) do que na manipulação FM, mas nenhuma diferença foi encontrada entre os bochechos. As respostas psicofisiológicas não tiveram diferenças significantes entre as manipulações. Conclusão: O bochecho com CHO foi capaz de atenuar a perda de desempenho comparado à manipulação FM+PLA, mas não comparado à FM. Alémdisso, tanto FM+CHO quanto FM+PLA induziram maior atividade de CPF e CMP comparados à FM
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spelling Efeitos do bochecho com carboidrato sobre o desempenho físico, respostas cerebrais e psicofisiológicas de ciclistas mentalmente fadigados durante um teste incremental máximoEffects of carbohydrate mouth rinse on physical performance, psychophysiological and cerebral responses of mentally fatigued cyclists during a maximal incremental testAtividade cerebralCerebral activationDesempenho aeróbioEndurance performanceMaximal incremental testSuplementaçãoSupplementationTeste incremental máximoEstudos têm demonstrado separadamente, a redução do desempenho aeróbio após uma tarefa de alta demanda cognitiva, e a melhora do desempenho físico através da suplementação com bochecho de carboidrato (CHO), levando à hipótese de que o bochecho com CHO possa atenuar a redução do desempenho aeróbio induzida pela fadiga mental. Portanto, nosso objetivo foi investigar se o uso do bochecho com CHO pode melhorar o desempenho físico, atividade cortical e respostas psicofisiológicas em ciclistas mentalmente fadigados submetidos a um teste incremental máximo (TIM). Métodos: 19 ciclistas treinados (7,56 ± 5,89 anos de experiência, 4,43 ± 0,45 VO2PICO, 359,61 ± 22,92 WPICO) realizaram 5 visitas ao laboratório, sendo as duas primeiras em ordem sequencial e as últimas três balanceadas de acordo com a descrição a seguir: 1) familiarização com TIM (teste preliminar), instrumentos e protocolo de FM; 2) TIM controle (CON) e segunda familiarização com o protocolo de FM; 3) TIM+FM; 4) TIM+FM+CHO; 5) TIM+FM+placebo (PLA). Respostas cardiopulmonares, potencia, percepção subjetiva de esforço (PSE) e valências afetivas foram analisadas durante o TIM, enquanto a atividade de córtex pré-frontal (CPF) e córtex motor primário (CMP) foram analisadas em intervalos regulares (a cada 25 % do TIM preliminar). As respostas psicológicas e atividade de CPF em repouso foram comparadas através do teste t de student, enquanto todas as respostas durante o TIM foram comparadas através de uma de modelos mistos. Resultados: os ciclistas mentalmente fadigados atingiram WPICO ~ 2,18 % e ~ 2.23 % maior na manipulação FM+CHO do que na manipulação FM (P = 0,09) e FM+PLA (P = 0,02). Além disso, o tempo até a exaustão na manipulação FM+CHO foi ~ 2,01 % e ~ 2,14 % maior do que na manipulação FM (P = 0,05) e FM+PLA (P = 0,03), com tamanho de efeito grande em ambos os resultados. A atividade cerebral em CPF foi maior na manipulação MF+CHO e MF+PLA do que na manipulação MF (P = 0,00). Além disso a ativação de CMP também foi maior na manipulação MF+CHO (P = 0,00) e MF+PLA (P = 0,01) do que na manipulação FM, mas nenhuma diferença foi encontrada entre os bochechos. As respostas psicofisiológicas não tiveram diferenças significantes entre as manipulações. Conclusão: O bochecho com CHO foi capaz de atenuar a perda de desempenho comparado à manipulação FM+PLA, mas não comparado à FM. Alémdisso, tanto FM+CHO quanto FM+PLA induziram maior atividade de CPF e CMP comparados à FMIndependent studies have shown a decrease in endurance performance after a high-demand cognitive task, but an improvement on endurance performance with carbohydrate (CHO) mouth rinse, thus leading to a hypothesis that the CHO mouth rinse could attenuate the mental fatiguereduced endurance performance. Therefore, our aim was to investigate if the use of CHO mouth rinse may improve physical performance, cortical activity and psychophysiological responses in mentally fatigued cyclists underwent to a maximal incremental test (MIT). Methods: 19 endurance trained cyclists (7.56 ± 5.89 years of cycling experience, 4.43 ± 0.45 VO2PEAK, 359.61 ± 22.92 WPEAK) performed 5 trials, being the two first visits in sequential and the last three in a counterbalanced order, as it follow: 1) familiarization with MIT protocol (preliminary trial), instruments and MF task; 2) MIT control (CON) and second familiarization with MF task; 3) MIT+CHO; 4) MIT+placebo (PLA). Cardiopulmonary responses, power output, ratings of perceived exertion (RPE) and affective valences were assessed through the MIT, while prefrontal cortex (PFC) and primary motor cortex (PMC) activation were obtained at regular intervals (every 25 % of the preliminary MIT). Psychological responses and PFC activation at rest were compared as using t student test, while the responses during the MIT were compared through a number of mixed model. Results: Mentally fatigued cyclists reached a WPEAK ~ 2.18 % and ~ 2.23 % higher in MF+CHO than MF (P = 0.09) and MF+PLA (P = 0.02), respectively. Moreover, time to exhaustion in MF+CHO manipulation was ~ 2.01 % and ~ 2.14 % greater in MF+CHO than in MF (P = 0.05) and MF+PLA (P = 0.03), respectively. Both performance results showed a large effect size. Cerebral activation in CPF was greater in MF+CHO and MF+PLA than in MF (P = 0.00). Accordingly, PMC activation was also greater in MF+CHO (P = 0.00) and MF+PLA (P = 0.01) than in MF, but no differences have been observed between bouth rinses. Psychophysiological responses has no significant differences between the manipulations. Conclusion: CHO mouth rinse could attenuate the reduced performance compared to MF+PLA but not compared to MF. Moreover, both MF+CHO and MF+PLA induced greater cerebral activity in PFC and PMC compared do MFBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPires, Flávio de OliveiraBarreto, Cayque Brietzke2019-03-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100139/tde-16042019-081649/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-08-01T18:15:02Zoai:teses.usp.br:tde-16042019-081649Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-08-01T18:15:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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