Avaliação do efeito da eritropoetina em diferentes doses e magnitudes de trauma na lesão medular em ratos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Barros, Alderico Girão Campos de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-18022025-104113/
Resumo: INTRODUÇÃO: Existe evidência considerável da ação da eritropoetina recombinante humana (EPOrh) na regulação imunológica, na proteção contra a apoptose celular ocorrida durante a lesão medular secundária e na promoção do processo de reparo tecidual após a isquemia. Apesar de todos os avanços ocorridos, muitas variáveis ainda necessitam ser melhor esclarecidas. OBJETIVO: Avaliar os efeitos da ação da EPOrh em diferentes doses e diferentes magnitudes de trauma após lesão medular contusa em ratos. MÉTODOS: A lesão medular foi induzida pelo equipamento NYU Impactor, com queda de um peso de 10g à distância de 12,5mm ou 25 mm de altura. Foram utilizados 80 ratos da linhagem Wistar, divididos em oito grupos de 10 animais. O grupo I: altura de 12,5 mm, EPOrh em dose única de 500 IU/kg; O grupo II: altura de 25 mm, EPOrh em dose única de 500 UI/kg; O grupo III: altura de 12,5 mm, duas doses 500 UI/kg de EPOrh; O grupo IV: altura de 25 mm, duas doses 500 UI/kg de EPOrh; O grupo V: altura de 12,5 mm, EPOrh em dose única de 5.000 UI/kg; O grupo VI: altura de 25 mm, EPOrh em dose única de 5.000 UI/kg; O grupo VII: altura de 12,5 mm, duas doses 5.000 UI/kg de EPOrh e O grupo VIII: altura de 25 mm, duas doses 5.000 UI/kg de EPOrh. A EPOrh foi administrada por via intraperitoneal e nos grupos que receberam duas doses, o intervalo entre as doses foi de uma semana. Os animais foram acompanhados por 42 dias. A recuperação neurológica foi monitorada pela escala de Basso, Beattie e Bresnahan (BBB) e plano horizontal. Foi realizada avaliação histológica qualitativa e quantitativa após eutanásia. RESULTADO: Os resultados das avaliações mostram houve aumento da pontuação BBB com o passar das semanas em todos os grupos (p < 0,05), porém, a partir da 4ª semana o grupo com lesão 12,5 mm/Dose única 5.000 UI/Kg e o grupo 12,5 mm/Dose repetida 5.000 UI/Kg começaram a apresentar média estatisticamente maior na avaliação BBB que os demais grupos (p < 0,05), sendo que na 6ª semana os grupos com lesão 12,5 mm, independente da dose, apresentaram maior BBB que os grupos com lesão 25 mm (p < 0,05). Padrão semelhante também observado na avaliação pelo plano horizontal: na sexta semana os grupos que sofreram queda de 12,5mm e receberam a dose maior de EPOrh (5.000 UI/Kg, dose única e repetida) apresentaram mais passos que os demais grupos. Não houve diferença estatisticamente significante quando se repetiu a administração da EPOrh após uma semana. No geral, os grupos que sofreram trauma de maior magnitude, as alterações histológicas qualitativas e quantitativas foram estatisticamente maiores que nos grupos que sofreram trauma de menor magnitude. CONCLUSÃO: Os animais que receberam maior dose de EPOrh e sofreram trauma de menor energia apresentaram melhor e mais rápida recuperação neurológica. A repetição da mesma dose após uma semana não mostrou benefícios
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MÉTODOS: A lesão medular foi induzida pelo equipamento NYU Impactor, com queda de um peso de 10g à distância de 12,5mm ou 25 mm de altura. Foram utilizados 80 ratos da linhagem Wistar, divididos em oito grupos de 10 animais. O grupo I: altura de 12,5 mm, EPOrh em dose única de 500 IU/kg; O grupo II: altura de 25 mm, EPOrh em dose única de 500 UI/kg; O grupo III: altura de 12,5 mm, duas doses 500 UI/kg de EPOrh; O grupo IV: altura de 25 mm, duas doses 500 UI/kg de EPOrh; O grupo V: altura de 12,5 mm, EPOrh em dose única de 5.000 UI/kg; O grupo VI: altura de 25 mm, EPOrh em dose única de 5.000 UI/kg; O grupo VII: altura de 12,5 mm, duas doses 5.000 UI/kg de EPOrh e O grupo VIII: altura de 25 mm, duas doses 5.000 UI/kg de EPOrh. A EPOrh foi administrada por via intraperitoneal e nos grupos que receberam duas doses, o intervalo entre as doses foi de uma semana. Os animais foram acompanhados por 42 dias. A recuperação neurológica foi monitorada pela escala de Basso, Beattie e Bresnahan (BBB) e plano horizontal. Foi realizada avaliação histológica qualitativa e quantitativa após eutanásia. RESULTADO: Os resultados das avaliações mostram houve aumento da pontuação BBB com o passar das semanas em todos os grupos (p < 0,05), porém, a partir da 4ª semana o grupo com lesão 12,5 mm/Dose única 5.000 UI/Kg e o grupo 12,5 mm/Dose repetida 5.000 UI/Kg começaram a apresentar média estatisticamente maior na avaliação BBB que os demais grupos (p < 0,05), sendo que na 6ª semana os grupos com lesão 12,5 mm, independente da dose, apresentaram maior BBB que os grupos com lesão 25 mm (p < 0,05). Padrão semelhante também observado na avaliação pelo plano horizontal: na sexta semana os grupos que sofreram queda de 12,5mm e receberam a dose maior de EPOrh (5.000 UI/Kg, dose única e repetida) apresentaram mais passos que os demais grupos. Não houve diferença estatisticamente significante quando se repetiu a administração da EPOrh após uma semana. No geral, os grupos que sofreram trauma de maior magnitude, as alterações histológicas qualitativas e quantitativas foram estatisticamente maiores que nos grupos que sofreram trauma de menor magnitude. CONCLUSÃO: Os animais que receberam maior dose de EPOrh e sofreram trauma de menor energia apresentaram melhor e mais rápida recuperação neurológica. A repetição da mesma dose após uma semana não mostrou benefíciosINTRODUCTION: There is considerable evidence of the action of recombinant human erythropoietin (rhEPO) in the immunologic regulation, protection against cellular apoptosis that happens during the secondary spinal cord injury and in the promotion of tissue repair after ischemia. Despite all published advances in this field, many variables still need to be better clarified. OBJECTIVE: Evaluate the effects of rhEPO action on the nerve regeneration process at different doses and at different magnitudes of trauma, after an experimental spinal cord injury in rats. MATERIALS AND METHODS: The injury was induced by a standardized equipment for spinal cord contusion injury, the NYU Impactor, with a drop of 10 grams from the height of 12.5 or 25 millimeters. Eighty Wistar rats were divided in eight groups of 10 animals. Group I: Height of 12.5mm, rhEPO in a 500IU/kg single dose; Group II: Height of 25mm, rhEPO in a 500 IU/kg single dose; Group III: Height of 12.5mm, rhEPO in two doses of 500 IU/kg; Group IV: Height of 25mm, rhEPO in two doses of 500 IU/kg; Group V: Height of 12.5mm, rhEPO in a single dose of 5,000 IU/kg; Group VI: Height of 25mm, rhEPO in single dose of 5,000 IU/kg; Group VII: Height of 12.5mm, rhEPO in two doses of 5,000 IU/kg; and Group VIII: Height of 25mm, rhEPO in two doses of 5,000 IU/kg. The rhEPO was administered intraperitoneally, and in the groups that received two doses, the interval between the doses was one week. The animals were followed up for 42 days. The neurological recovery was monitored through the scale of Basso, Beattie, and Bresnahan (BBB) and the horizontal plane. Quantitative and qualitative histological evaluations were performed after euthanasia. RESULTS: The results of the evaluations showed that there was an increase in the BBB score throughout the weeks in every group (p < 0,05). However, from the 4th week onwards, the groups with lesion 12.5mm and a single dose of 5,000 IU/kg, and the groups with 12.5mm and two doses of 5,000 IU/kg started to show a BBB score greater than the other groups (p<0,05). In the 6th week, the groups with 12,5mm, independently of rhEPO dosage, showed greater BBB scores than the groups with 25mm lesion (p< 0,05). A similar pattern was also observed in the horizontal plane evaluation. In the 6th week, the groups that suffered from the 12.5mm drop and also received the greater dosage of rhEPO (5,000 IU/kg, both single and two doses) showed more steps than the other groups. There was no statistically significant difference when the rhEPO administration was repeated (two doses). The groups that suffered trauma of greater magnitude, the qualitative and quantitative histological changes were statistically greater than in the groups that suffered trauma of lesser magnitude. CONCLUSION: Animals that received a greater dose of rhEPO and suffered a minor energy trauma demonstrated better and faster neurological recovery. The recurrence of the same dosage of rhEPO one week after did not show benefitBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCristante, Alexandre FogaçaBarros, Alderico Girão Campos de2024-10-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-18022025-104113/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-28T17:58:03Zoai:teses.usp.br:tde-18022025-104113Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-28T17:58:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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