Déficit hídrico e acúmulo de K em cultivares de café: uma abordagem fisiológica e nutricional
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11140/tde-05062025-144603/ |
Resumo: | O déficit hídrico prolongado pode prejudicar o crescimento do cafeeiro, comprometendo processos fisiológicos e bioquímicos essenciais para seu desenvolvimento. Como estratégia de adaptação, a planta acumula potássio (K) no caule e posteriormente, o redistribui/remobiliza através do floema até as folhas, auxiliando nos mecanismos de resistência à seca. Acredita-se que plantas que acumulam maior quantidade de K em seus órgãos de reserva são mais resilientes ao déficit hídrico, conseguindo atravessar esses períodos com baixos prejuízos à sua integridade fisiológica. Diante do exposto, o objetivo com esta pesquisa foi identificar materiais contrastantes em relação ao acúmulo de K e posteriormente, comparar esses dois cultivares quanto à capacidade de tolerância ao déficit hídrico prolongado. Para tanto, foram conduzidos dois experimentos. O primeiro teve como objetivo identificar dois materiais contrastantes quanto ao acúmulo de potássio, utilizando nove genótipos de café: IPR 100, Catuaí amarelo 62, Catucaí 2 SL, Arara, Catuaí vermelho IAC 144, Bourbon vermelho 662, Catuaí SH3, Catuaí vermelho IAC 81 e Semperflorens. Com base nos resultados, verificou-se que os cultivares Arara e Catuaí SH3 apresentaram diferenças quanto ao acúmulo de potássio, sendo o cultivar Arara o que apresentou maior acúmulo em comparação à Catuaí SH3. Essa informação foi fundamental para o desenvolvimento do segundo experimento, que teve como objetivo comparar esses dois cultivares sob condições de déficit hídrico. No segundo experimento, os cultivares Arara e Catuaí SH3 foram submetidas a dois diferentes níveis de disponibilidade hídrica no solo (80 % e 40 % da capacidade de campo) e duas disponibilidades de potássio no solo (tratamento adubado e não adubado). O déficit hídrico foi aplicado quando as plantas começaram a emitir novas folhas no ápice, essa estratégia foi adotada para evitar que a imposição precoce do estresse comprometesse o desenvolvimento das plantas. Os resultados indicaram que plantas com suprimento adequado de potássio apresentaram maior potencial hídrico foliar. A assimilação líquida de CO2 (A) foi positivamente influenciada pela adequada disponibilidade de potássio no solo e pela manutenção da umidade em 80 % da capacidade de campo. Observou-se também que o cultivar Arara, quando cultivada com potássio e sob baixa disponibilidade de água no solo, apresentou menor concentração interna de CO2. Já plantas cultivadas sem potássio apresentaram menor eficiência no uso da água (WUE). Diante dos resultados, fica evidente a importância do suprimento adequado de K para a manutenção de processos fisiológicos do cafeeiro, plantas supridas adequadamente com potássio possuem maior capacidade de tolerar condições de déficit hídrico. |
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Déficit hídrico e acúmulo de K em cultivares de café: uma abordagem fisiológica e nutricionalWater deficit and K accumulation in coffee cultivars: a physiological and nutritional approachCoffea arabica L.Coffea arabica L.Acúmulo de potássioPotassium accumulationProlonged droughtSeca prolongadaO déficit hídrico prolongado pode prejudicar o crescimento do cafeeiro, comprometendo processos fisiológicos e bioquímicos essenciais para seu desenvolvimento. Como estratégia de adaptação, a planta acumula potássio (K) no caule e posteriormente, o redistribui/remobiliza através do floema até as folhas, auxiliando nos mecanismos de resistência à seca. Acredita-se que plantas que acumulam maior quantidade de K em seus órgãos de reserva são mais resilientes ao déficit hídrico, conseguindo atravessar esses períodos com baixos prejuízos à sua integridade fisiológica. Diante do exposto, o objetivo com esta pesquisa foi identificar materiais contrastantes em relação ao acúmulo de K e posteriormente, comparar esses dois cultivares quanto à capacidade de tolerância ao déficit hídrico prolongado. Para tanto, foram conduzidos dois experimentos. O primeiro teve como objetivo identificar dois materiais contrastantes quanto ao acúmulo de potássio, utilizando nove genótipos de café: IPR 100, Catuaí amarelo 62, Catucaí 2 SL, Arara, Catuaí vermelho IAC 144, Bourbon vermelho 662, Catuaí SH3, Catuaí vermelho IAC 81 e Semperflorens. Com base nos resultados, verificou-se que os cultivares Arara e Catuaí SH3 apresentaram diferenças quanto ao acúmulo de potássio, sendo o cultivar Arara o que apresentou maior acúmulo em comparação à Catuaí SH3. Essa informação foi fundamental para o desenvolvimento do segundo experimento, que teve como objetivo comparar esses dois cultivares sob condições de déficit hídrico. No segundo experimento, os cultivares Arara e Catuaí SH3 foram submetidas a dois diferentes níveis de disponibilidade hídrica no solo (80 % e 40 % da capacidade de campo) e duas disponibilidades de potássio no solo (tratamento adubado e não adubado). O déficit hídrico foi aplicado quando as plantas começaram a emitir novas folhas no ápice, essa estratégia foi adotada para evitar que a imposição precoce do estresse comprometesse o desenvolvimento das plantas. Os resultados indicaram que plantas com suprimento adequado de potássio apresentaram maior potencial hídrico foliar. A assimilação líquida de CO2 (A) foi positivamente influenciada pela adequada disponibilidade de potássio no solo e pela manutenção da umidade em 80 % da capacidade de campo. Observou-se também que o cultivar Arara, quando cultivada com potássio e sob baixa disponibilidade de água no solo, apresentou menor concentração interna de CO2. Já plantas cultivadas sem potássio apresentaram menor eficiência no uso da água (WUE). Diante dos resultados, fica evidente a importância do suprimento adequado de K para a manutenção de processos fisiológicos do cafeeiro, plantas supridas adequadamente com potássio possuem maior capacidade de tolerar condições de déficit hídrico.Prolonged water deficit can harm coffee plant growth, compromising essential physiological and biochemical processes for its development. As an adaptation strategy, the plant accumulates potassium (K) in the stem and subsequently redistributes/remobilizes it through the phloem to the leaves, aiding in drought resistance mechanisms. It is believed that plants that accumulate a greater amount of K in their storage organs are more resilient to water deficit, managing to overcome these periods with minimal damage to their physiological integrity. Given the above, the objective of this research was to identify contrasting materials in relation to K accumulation and subsequently compare these two cultivars regarding their tolerance capacity to prolonged water deficit. To this end, two experiments were conducted. The first aimed to identify two contrasting materials for potassium accumulation, using nine coffee genotypes: IPR 100, Catuaí amarelo 62, Catucaí 2SL, Arara, Catuaí vermelho IAC 144, Bourbon vermelho 662, Catuaí SH3, Catuaí vermelho IAC 81, and Semperflorens. Based on the results, it was verified that the Arara and Catuaí SH3 cultivars showed differences in potassium accumulation, with the Arara cultivar exhibiting greater accumulation compared to Catuaí SH3. This information was fundamental for the development of the second experiment, which aimed to compare these two cultivars under water deficit conditions. In the second experiment, the Arara and Catuaí SH3 cultivars were subjected to two different levels of soil water availability (80% and 40% of field capacity) and two levels of soil potassium availability (fertilized and non-fertilized treatments). The water deficit was applied when the plants began to emit new leaves at the apex; this strategy was adopted to prevent the early imposition of stress from compromising plant development. The results indicated that plants with adequate potassium supply showed higher leaf water potential. Net CO2 assimilation (A) was positively influenced by adequate soil potassium availability and the maintenance of moisture at 80% of field capacity. It was also observed that the Arara cultivar, when cultivated with potassium and under low soil water availability, presented a lower internal CO2 concentration. Conversely, plants cultivated without potassium showed lower water use efficiency (WUE). Based on the results, the importance of an adequate K supply for the maintenance of coffee plant physiological processes is evident; plants adequately supplied with potassium have a greater capacity to tolerate water deficit conditions.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLavres Junior, JoséMatta, Fábio Murilo daSilva, Carlos Diego da2025-03-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11140/tde-05062025-144603/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-06T20:43:02Zoai:teses.usp.br:tde-05062025-144603Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-06T20:43:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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