Caim e Abel: uma leitura de \'Improbus Amor\', de Frederico José Correia, como processo de singularização da personagem judia Abel

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Jesus, Daniel Santana de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8152/tde-07042009-143926/
Resumo: A formação de um gosto sensível à apreciação de elementos sombrios da realidade tem seu desenvolvimento localizado na Europa desde meados do século XVIII. A disseminação desta nova sensibilidade no Brasil pode ser estudada na segunda geração de nosso romantismo, liderada por jovens poetas como Álvares de Azevedo, Bernardo Guimarães e Fagundes Varela. Entre os poemas de Inspirações Poéticas, do poeta romântico maranhense Frederico José Correia, há uma série de textos marcados por um conteúdo sombrio. Entre eles está Improbus amor, história da paixão proibida de Abel por sua irmã Elisa. O objetivo desta pesquisa é estudar uma série de elementos sombrios que aparecem neste poema, como a misantropia, melancolia, sadomasoquismo, paixão incestuosa e condição judaica vista como maldita. Julga-se mais viável metodologicamente examiná-los enquanto constituintes da sombria figura do herói romântico Abel. A análise desta personagem dividiu-se em três partes. Na primeira, foi examinada a hipersensibilidade de Abel. Na segunda e terceira, verificou-se a função do judaísmo em seu pathos e destino trágico. Nestas últimas duas seções, considerou-se tanto a rebeldia de Abel contra a sociedade cristã que o discriminava quanto o papel da fatalidade em seu destino enquanto elemento de um grupo configurado como depositário de uma herança maldita. Ao contrário do que se esperava, a análise revelou que foi a hipersensibilidade, e não seu judaísmo proscrito, o elemento mais determinante de sua constituição como herói romântico. O predomínio de um aspecto mais idiossincrático sobre outro mais determinado pelo mundo exterior na análise da personagem Abel pode ser considerado marca de uma maior valorização do subjetivismo pelo Romantismo.
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