Análise funcional \"in vivo\" da porção intracelular do produto protéico do locus roughest de Drosophila melanogaster por transformação mediada por elemento P
| Ano de defesa: | 2005 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17136/tde-04022025-115423/ |
Resumo: | A família IRM (Irre Recognition Module) é um subgrupo filogenéticamente conservado de proteínas de adesão da superfamília das imunoglobulinas, a qual inclui os produtos dos loci hibris (hbs) stick and Stones (sns) e os parálogos roughest (rst) and kin of irre (kirre) em Drosophila melanogaster bem como as proteínas SYG de C. elegans e Nefrina e Neph de mamíferos. rst é um gene pleiotrópico que está envolvido em vários processos do desenvolvimento embrionário e pós embrionário de Drosophila, tais como desenvolvimento da musculatura embrionária, direcionamento axonal, histólise das glândulas salivares e diferenciação das células pigmentares durante o processo final do desenvolvimento do olho. O locus rst codifica uma proteína transmembrana unipasso com cinco domínios semelhantes àqueles de imunoglobulina na sua porção extracelular e uma longa cauda citoplasmática rica em serina e treonina contendo vários sub domínios potencialmente importantes do ponto de vista funcional. A proteína Rst é dinamicamente expressa durante a embriogênese, nos estágios larvais tardios e pupais e parece atuar tanto como uma molécula de adesão quanto de sinalização. No olho composto, a distribuição precisa e regulada da proteína Rst, no espaço e tempo, é essencial para a correta diferenciação das células pigmentares secundárias e terciárias e para a eliminação das células interomatidiais em excesso. Com a intenção de estudar \"in vivo\" a função de alguns destes domínios, diversas versões truncadas do cDNA rst contendo regiões progressivamente menores do domínio intracelular da proteína, previamente construídas em nosso laboratório foram microinjetadas em embriões de Drosophila melanogaster, através da técnica de transformação mediada por Elemento P. Estas construções foram integradas estavelmente na linhagem germinativa de Drosophila melanogaster. Uma das construções, pGMR18Z, a qual codifica uma proteína truncada, que elimina a seqüência consenso putativa reconhecida por proteínas com domínio PDZ (X-Ser/Thr-X-Val-COO-), apresentou um fenótipo de olho rugoso com desorganização das omatídias e num plano mais basal, compactação dos possíveis fotorreceptores, sugerindo que o complexo protéico necessário para o ancoramento ao citoesqueleto, para a montagem do complexo juncional, não foi recrutado, formando dessa maneira uma adesão célula-célula ineficiente, porém suficiente para compactar estruturas celulares, já que esta possui o domínio transmembranar, numa região onde esta proteína não deveria estar presente naquele período do desenvolvimento. As demais construções, pCa18Z/Δ1, pCa18Z/Δ2, pCa18Z/Δ3, pGMR 1.2E e pGMR st, não apresentaram alterações fenotípicas de olho nos indivíduos analisados. No caso do fenótipo de olho rugoso apresentado pelo transgênico pGMR18Z pode-se especular que este seja devido à falta da seqüência consenso putativa reconhecida por proteínas com domínio PDZ, já que este foi o único domínio retirado da proteína Rst. Em conjunto, os resultados obtidos contribuíram para o entendimento do papel desempenhado pelos diversos domínios da proteína Rst, na formação da estrutura altamente organizada que caracteriza o olho composto de Drosophila melanogaster. |
| id |
USP_6b488fd728900310bca845c2f634f51d |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-04022025-115423 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Análise funcional \"in vivo\" da porção intracelular do produto protéico do locus roughest de Drosophila melanogaster por transformação mediada por elemento PNão informado.Drosophila melanogasterNão informado.RetinaRoughestTransgênicoA família IRM (Irre Recognition Module) é um subgrupo filogenéticamente conservado de proteínas de adesão da superfamília das imunoglobulinas, a qual inclui os produtos dos loci hibris (hbs) stick and Stones (sns) e os parálogos roughest (rst) and kin of irre (kirre) em Drosophila melanogaster bem como as proteínas SYG de C. elegans e Nefrina e Neph de mamíferos. rst é um gene pleiotrópico que está envolvido em vários processos do desenvolvimento embrionário e pós embrionário de Drosophila, tais como desenvolvimento da musculatura embrionária, direcionamento axonal, histólise das glândulas salivares e diferenciação das células pigmentares durante o processo final do desenvolvimento do olho. O locus rst codifica uma proteína transmembrana unipasso com cinco domínios semelhantes àqueles de imunoglobulina na sua porção extracelular e uma longa cauda citoplasmática rica em serina e treonina contendo vários sub domínios potencialmente importantes do ponto de vista funcional. A proteína Rst é dinamicamente expressa durante a embriogênese, nos estágios larvais tardios e pupais e parece atuar tanto como uma molécula de adesão quanto de sinalização. No olho composto, a distribuição precisa e regulada da proteína Rst, no espaço e tempo, é essencial para a correta diferenciação das células pigmentares secundárias e terciárias e para a eliminação das células interomatidiais em excesso. Com a intenção de estudar \"in vivo\" a função de alguns destes domínios, diversas versões truncadas do cDNA rst contendo regiões progressivamente menores do domínio intracelular da proteína, previamente construídas em nosso laboratório foram microinjetadas em embriões de Drosophila melanogaster, através da técnica de transformação mediada por Elemento P. Estas construções foram integradas estavelmente na linhagem germinativa de Drosophila melanogaster. Uma das construções, pGMR18Z, a qual codifica uma proteína truncada, que elimina a seqüência consenso putativa reconhecida por proteínas com domínio PDZ (X-Ser/Thr-X-Val-COO-), apresentou um fenótipo de olho rugoso com desorganização das omatídias e num plano mais basal, compactação dos possíveis fotorreceptores, sugerindo que o complexo protéico necessário para o ancoramento ao citoesqueleto, para a montagem do complexo juncional, não foi recrutado, formando dessa maneira uma adesão célula-célula ineficiente, porém suficiente para compactar estruturas celulares, já que esta possui o domínio transmembranar, numa região onde esta proteína não deveria estar presente naquele período do desenvolvimento. As demais construções, pCa18Z/Δ1, pCa18Z/Δ2, pCa18Z/Δ3, pGMR 1.2E e pGMR st, não apresentaram alterações fenotípicas de olho nos indivíduos analisados. No caso do fenótipo de olho rugoso apresentado pelo transgênico pGMR18Z pode-se especular que este seja devido à falta da seqüência consenso putativa reconhecida por proteínas com domínio PDZ, já que este foi o único domínio retirado da proteína Rst. Em conjunto, os resultados obtidos contribuíram para o entendimento do papel desempenhado pelos diversos domínios da proteína Rst, na formação da estrutura altamente organizada que caracteriza o olho composto de Drosophila melanogaster.The IRM (Irre Recognition Module) family is a phylogenetically conserved subgroup of cell adhesion glycoproteins belonging to the immunoglobulin superfamily which includes the products of the loci hibris (hbs), stick and Stones (sns) and the paralogues roughest (rst) and kin of irre (kirre) in Drosophila melanogaster, as well as the SYG proteins of C. elegans and mammalian Nephrin and Neph. rst is a pleiotropic gene involved in several processes during Drosophila embryonic and post-embryonic development, such as embryonic somatic muscle development, axonal pathfinding, programmed cell death in salivary glands and pigment cell sorting during the final steps of ommatidial assembly in the pupal retina. rst encodes a transmembrane protein with five domains immunoglobulin-like in the extracellular portion and a long cytoplasmic tail, rich in serine and threonine residues, and can be divided in structural subdomains of potential physiological importance. The Rst protein is dynamically expressed during embryogenesis, in late larval and pupal stages and seems to function both as an adhesion and signaling molecule. ln the compound eye, the spatially and timely regulated distribution of the Rst protein is essential for the correct specification of the secondary and tertiary pigment cells and for the elimination of the extra interommatidial cells. With the aim of understanding the \"in vivo\" requirements of the different intracellular subdomains of the Rst protein we microinjected in D. melanogaster embryos, several truncated versions of the rst cDNA, previously generated in our laboratory, encoding progressively shorter regions its intracellular domains using the P-element transformation technique. These constructs were stably integrated in the Drosophila germ line genome. One of the these constructs, pGMR18Z, which encodes a Rst protein lacking part of the carboxyl terminal region including a putative consensus motif recognized by PDZ domain-containing proteins (X-Ser/Thr-X-Val-COO-) showed a rough eye phenotype associated to ommatidial disorganization and photoreceptor compaction in a basal plane. The other constructs pCa18Z/Δ1, pCa18Z/Δ2, pCa18Z/Δ3, pGMR 1.2E and pGMR st did not show obvious phenotypic alterations in the compound eyes. Based on this data it is tempting to speculate that the \"rough\" eye phenotype present in pGMR18Z transgenic individuals is due to the lack of the putative consensus sequence recognized by PDZ domain-containing proteins. Taken together, the results presented in this work contribute to the understanding of the role played by the different structural intracellular sub domains of the Rst protein in the generation and assembly of the highly organized compound eye of Drosophila.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRamos, Ricardo Guelerman PinheiroAlmeida, Lucilene de2005-10-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17136/tde-04022025-115423/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-04T14:10:02Zoai:teses.usp.br:tde-04022025-115423Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-04T14:10:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Análise funcional \"in vivo\" da porção intracelular do produto protéico do locus roughest de Drosophila melanogaster por transformação mediada por elemento P Não informado. |
| title |
Análise funcional \"in vivo\" da porção intracelular do produto protéico do locus roughest de Drosophila melanogaster por transformação mediada por elemento P |
| spellingShingle |
Análise funcional \"in vivo\" da porção intracelular do produto protéico do locus roughest de Drosophila melanogaster por transformação mediada por elemento P Almeida, Lucilene de Drosophila melanogaster Não informado. Retina Roughest Transgênico |
| title_short |
Análise funcional \"in vivo\" da porção intracelular do produto protéico do locus roughest de Drosophila melanogaster por transformação mediada por elemento P |
| title_full |
Análise funcional \"in vivo\" da porção intracelular do produto protéico do locus roughest de Drosophila melanogaster por transformação mediada por elemento P |
| title_fullStr |
Análise funcional \"in vivo\" da porção intracelular do produto protéico do locus roughest de Drosophila melanogaster por transformação mediada por elemento P |
| title_full_unstemmed |
Análise funcional \"in vivo\" da porção intracelular do produto protéico do locus roughest de Drosophila melanogaster por transformação mediada por elemento P |
| title_sort |
Análise funcional \"in vivo\" da porção intracelular do produto protéico do locus roughest de Drosophila melanogaster por transformação mediada por elemento P |
| author |
Almeida, Lucilene de |
| author_facet |
Almeida, Lucilene de |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Ramos, Ricardo Guelerman Pinheiro |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Almeida, Lucilene de |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Drosophila melanogaster Não informado. Retina Roughest Transgênico |
| topic |
Drosophila melanogaster Não informado. Retina Roughest Transgênico |
| description |
A família IRM (Irre Recognition Module) é um subgrupo filogenéticamente conservado de proteínas de adesão da superfamília das imunoglobulinas, a qual inclui os produtos dos loci hibris (hbs) stick and Stones (sns) e os parálogos roughest (rst) and kin of irre (kirre) em Drosophila melanogaster bem como as proteínas SYG de C. elegans e Nefrina e Neph de mamíferos. rst é um gene pleiotrópico que está envolvido em vários processos do desenvolvimento embrionário e pós embrionário de Drosophila, tais como desenvolvimento da musculatura embrionária, direcionamento axonal, histólise das glândulas salivares e diferenciação das células pigmentares durante o processo final do desenvolvimento do olho. O locus rst codifica uma proteína transmembrana unipasso com cinco domínios semelhantes àqueles de imunoglobulina na sua porção extracelular e uma longa cauda citoplasmática rica em serina e treonina contendo vários sub domínios potencialmente importantes do ponto de vista funcional. A proteína Rst é dinamicamente expressa durante a embriogênese, nos estágios larvais tardios e pupais e parece atuar tanto como uma molécula de adesão quanto de sinalização. No olho composto, a distribuição precisa e regulada da proteína Rst, no espaço e tempo, é essencial para a correta diferenciação das células pigmentares secundárias e terciárias e para a eliminação das células interomatidiais em excesso. Com a intenção de estudar \"in vivo\" a função de alguns destes domínios, diversas versões truncadas do cDNA rst contendo regiões progressivamente menores do domínio intracelular da proteína, previamente construídas em nosso laboratório foram microinjetadas em embriões de Drosophila melanogaster, através da técnica de transformação mediada por Elemento P. Estas construções foram integradas estavelmente na linhagem germinativa de Drosophila melanogaster. Uma das construções, pGMR18Z, a qual codifica uma proteína truncada, que elimina a seqüência consenso putativa reconhecida por proteínas com domínio PDZ (X-Ser/Thr-X-Val-COO-), apresentou um fenótipo de olho rugoso com desorganização das omatídias e num plano mais basal, compactação dos possíveis fotorreceptores, sugerindo que o complexo protéico necessário para o ancoramento ao citoesqueleto, para a montagem do complexo juncional, não foi recrutado, formando dessa maneira uma adesão célula-célula ineficiente, porém suficiente para compactar estruturas celulares, já que esta possui o domínio transmembranar, numa região onde esta proteína não deveria estar presente naquele período do desenvolvimento. As demais construções, pCa18Z/Δ1, pCa18Z/Δ2, pCa18Z/Δ3, pGMR 1.2E e pGMR st, não apresentaram alterações fenotípicas de olho nos indivíduos analisados. No caso do fenótipo de olho rugoso apresentado pelo transgênico pGMR18Z pode-se especular que este seja devido à falta da seqüência consenso putativa reconhecida por proteínas com domínio PDZ, já que este foi o único domínio retirado da proteína Rst. Em conjunto, os resultados obtidos contribuíram para o entendimento do papel desempenhado pelos diversos domínios da proteína Rst, na formação da estrutura altamente organizada que caracteriza o olho composto de Drosophila melanogaster. |
| publishDate |
2005 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2005-10-25 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17136/tde-04022025-115423/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17136/tde-04022025-115423/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1865492219963637760 |