Ocorrência, genotoxicidade e risco ecotoxicológico de corantes no ambiente aquático

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Francine Inforçato Vacchi
Orientador(a): Gisela de Aragão Umbuzeiro
Banca de defesa: Clarice Maria Rispoli Botta, Vicente Gomes, Ernani Pinto Junior, Deborah Arnsdorff Roubicek
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Toxicologia e Análises Toxicológicas
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Link de acesso: https://doi.org/10.11606/T.9.2016.tde-08092016-124613
Resumo: Corantes são utilizados na coloração de diferentes substratos, incluindo papel, couro e plásticos, mas o uso mais importante é o têxtil e 1 a 5% destes corantes podem ser descartados no ambiente. Em geral, os corantes do tipo azo são tóxicos para os organismos aquáticos e alguns tipos de corantes podem ser mais tóxicos que outros. Mas, embora estes compostos e seus produtos de transformação reduzidos e/ou clorados podem ser encontrados no ecossistema aquáticos, não existem dados sobre genotoxicidade em organismos aquáticos até o momento. Muitos estudos têm demonstrado que avaliar danos ao DNA representa um biomarcador de exposição muito sensível em espécies aquáticas, que pode ser estudado utilizando ensaios in vivo e in vitro, como no caso das linhagens de células de peixe. Os objetivos deste trabalho foram: avaliar a ocorrência de corantes dispersos em amostras ambientais; avaliar a mutagenicidade dessas amostras utilizando o ensaio de Salmonella/microssoma com as linhagens TA98 e YG1041, e a genotoxicidade com o ensaio do cometa em culturas celulares de peixe RTL-W1. HPLC-MS/MS foi utilizada para verificar a ocorrência de corantes em amostras do Rio Piracicaba à montante e à jusante do Ribeirão Quilombo e do descarte de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), localizados no Estado de São Paulo, Brasil. Foram detectados seis corantes dispersos nas amostras de águas superficiais e efluentes. O corante Disperse Red 1 foi o composto mais frequente, detectado em 8 das 16 amostras, porém sua contribuição para a mutagenicidade total foi baixa; os corantes Disperse Blue 373 e Disperse Violet 93 foram os que mais contribuíram. A genotoxicidade do Rio Piracicaba, avaliada pelo ensaio de Salmonella/microssoma e ensaio do cometa, aumentou após o lançamento do Ribeirão Quilombo e do efluente ETE, mostrando uma possível contribuição destes na genotoxicidade do Rio Piracicaba.
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