Utilização de chatbot para compreensão do termo de consentimento de pesquisa em doenças genéticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Souza, Adriana Domingues de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41136/tde-23102025-183958/
Resumo: O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) é um documento obrigatório em pesquisas com seres humanos (envolvendo interação direta ou uso de dados identificáveis) para proteger os participantes, garantir práticas responsáveis e assegurar que a intervenção ocorra somente com consentimento informado. É crucial que os participantes compreendam o conteúdo do TCLE, que deve explicar riscos, benefícios e incertezas. Sua principal função é proteger os participantes, garantindo práticas éticas e o consentimento informado. No entanto, a complexidade e extensão dos documentos frequentemente dificultam essa compreensão. Partindo da hipótese de que recursos digitais podem facilitar esse processo,o presente estudo propõe investigar se o uso de um chatbot (ferramenta digital de conversação) com material de apoio pode ajudar os participantes a entenderem melhor o TCLE e a pesquisa. Para atingir tal objetivo, convidamos 162 participantes do estudo Transtorno do Espectro Autista: genética e mecanismos patológicos\", um protocolo de pesquisa em desenvolvimento no Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano e Células-Tronco, na USP, para participar da presente pesquisa. Desses, 101 responderam a pesquisa (42 do grupo controle e 59 do grupo experimental). Os participantes têm em média 39 anos, de etnia branca, (57% no controle e 53% grupo experimental) e curso superior completo (34% experimental e 48% controle) e são do sexo feminino (71% controle e experimental) Para grupo experimental(n=59), o chatbot mostrava a opção de ver um vídeo explicativo sobre o TCLE da pesquisa em que estão participando, interagir e responder o questionário. Já o segundo grupo (n=42), grupo controle, não recebeu o material explicativo, apenas o questionário e a opção de interagir. Cada resposta correta do questionário foi atribuída um ponto e, parcialmente correta, meio ponto. Os resultados estatísticos mostram que o uso do chatbot não teve um impacto significativo na compreensão do TCLE, o que pode ser explicada por vários fatores: o formulário bem estruturado facilitou a compreensão geral; ambos os grupos possivelmente tinham conhecimento prévio semelhante; o material explicativo pode não ter sido suficientemente claro ou didático; o tema pode ter sido simples o bastante para ser entendido sem ajuda adicional; e parte dos participantes pode não ter interagido adequadamente com o material oferecido pelo chatbot.
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spelling Utilização de chatbot para compreensão do termo de consentimento de pesquisa em doenças genéticasUsing a chatbot to understand the consent form for research into genetic diseasesAconselhamento genéticoChatbotChatbotCommunicationComunicaçãoEducaçãoEducationGenetic counselingInformed consent formTermo de consentimento informadoO Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) é um documento obrigatório em pesquisas com seres humanos (envolvendo interação direta ou uso de dados identificáveis) para proteger os participantes, garantir práticas responsáveis e assegurar que a intervenção ocorra somente com consentimento informado. É crucial que os participantes compreendam o conteúdo do TCLE, que deve explicar riscos, benefícios e incertezas. Sua principal função é proteger os participantes, garantindo práticas éticas e o consentimento informado. No entanto, a complexidade e extensão dos documentos frequentemente dificultam essa compreensão. Partindo da hipótese de que recursos digitais podem facilitar esse processo,o presente estudo propõe investigar se o uso de um chatbot (ferramenta digital de conversação) com material de apoio pode ajudar os participantes a entenderem melhor o TCLE e a pesquisa. Para atingir tal objetivo, convidamos 162 participantes do estudo Transtorno do Espectro Autista: genética e mecanismos patológicos\", um protocolo de pesquisa em desenvolvimento no Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano e Células-Tronco, na USP, para participar da presente pesquisa. Desses, 101 responderam a pesquisa (42 do grupo controle e 59 do grupo experimental). Os participantes têm em média 39 anos, de etnia branca, (57% no controle e 53% grupo experimental) e curso superior completo (34% experimental e 48% controle) e são do sexo feminino (71% controle e experimental) Para grupo experimental(n=59), o chatbot mostrava a opção de ver um vídeo explicativo sobre o TCLE da pesquisa em que estão participando, interagir e responder o questionário. Já o segundo grupo (n=42), grupo controle, não recebeu o material explicativo, apenas o questionário e a opção de interagir. Cada resposta correta do questionário foi atribuída um ponto e, parcialmente correta, meio ponto. Os resultados estatísticos mostram que o uso do chatbot não teve um impacto significativo na compreensão do TCLE, o que pode ser explicada por vários fatores: o formulário bem estruturado facilitou a compreensão geral; ambos os grupos possivelmente tinham conhecimento prévio semelhante; o material explicativo pode não ter sido suficientemente claro ou didático; o tema pode ter sido simples o bastante para ser entendido sem ajuda adicional; e parte dos participantes pode não ter interagido adequadamente com o material oferecido pelo chatbot.The Informed Consent Form (ICF), is a mandatory document in human research (involving direct interaction or the use of identifiable data), crucial for protecting participants, ensuring ethical practices, and guaranteeing informed consent. The participants\' comprehension of the FICF content, which must explain risks, benefits, and uncertainties, is essential. Its main function is to protect participants, ensuring ethical practices and informed consent. However, the complexity and length of the documents often hinder this comprehension. Assuming that digital resources could facilitate this process, the present study aimed to investigate whether the use of a chatbot (a digital conversation tool) with supporting material could help participants better understand the TCLE and the research. To achieve this goal, we invited 162 participants from the study \"Autism Spectrum Disorder: genetics and pathological mechanisms,\" a research protocol under development at the Human Genome and Stem Cell Research Center at USP, to take part in this study. Of these, 101 responded to the survey (42 from the control group and 59 from the experimental group). Participants were on average 39 years old, of white ethnicity (57% in the control group and 53% in the experimental group), had completed higher education (34% experimental and 48% control), and were predominantly female (71% in both control and experimental groups). For the experimental group (N=59), the chatbot provided the option to watch an explanatory video about the TCLE of the research they were participating in, interact, and answer the questionnaire. The second group, the control group (42), did not receive the explanatory material, only the questionnaire and the option to interact. One point was assigned for each correct answer on the questionnaire, and half a point for a partially correct answer. The statistical results show that the use of the chatbot did not have a significant impact on the comprehension of the TCLE in this sample group. This finding can be explained by several factors: the well-structured form may have facilitated general comprehension; both groups possibly had similar prior knowledge; the explanatory material might not have been sufficiently clear or didactic; the topic may have been simple enough to be understood without additional aid; and some participants might not have interacted adequately with the material offered by the chatbot.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBueno, Maria Rita dos Santos e PassosSouza, Adriana Domingues de2025-08-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41136/tde-23102025-183958/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-24T09:05:02Zoai:teses.usp.br:tde-23102025-183958Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-24T09:05:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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