A demarcação de telas nos cinemas de território da Ceilândia: uma cartografia dos modos de fazer de cinemas não hegemônicos
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-10122025-153831/ |
Resumo: | A presente pesquisa tem como objetivo realizar uma cartografia (Bruno, 2002) do processo de demarcação de telas (Krenak, 2021) dos cinemas de território da Ceilândia, por meio do trabalho de três coletivos de cinema ceilandenses: a Ceicine, coletivo do qual faz parte o cineasta Adirley Queirós; o Jovem de Expressão (JEx), coletivo do qual fazem parte os diretores Gu da Cei e Suéllen Batista; e a 404 Produções, coletivo formado pelos cineastas Augusto Borges, Douglas Queiroz e Nathalya Brum. No primeiro momento, formulei a ampliação da noção de demarcação de telas, proposta por Krenak, para além do cinema produzido por indígenas, caracterizando a noção como um processo histórico em que corpos não hegemônicos provindos dos territórios não hegemônicos começaram a produzir e exibir filmes. A partir disso, busco delinear a prática que nomeio cinemas de território; um cinema realizado em territórios não hegemônicos pelas pessoas que o ocupam. Essa prática cinematográfica também é caracterizada por um compromisso ético com o território. Compromisso esse que se materializa não apenas nos filmes, mas também durante todo o processo de realização e circulação dessas obras. Os filmes, bem como os modelos de produção dos três coletivos ceilandenses. são cartografados de forma que possamos compreender como essa prática cinematográfica se dá na Ceilândia. Assim, acompanharemos como a prática dos três coletivos se relaciona com o território ceilandense, a partir da origem paradoxal da região administrativa (RA), imposta pela mitologia de Brasília. Por meio da cartografia dos cinemas de território praticados pelos três coletivos, também vamos compreender quais são as temporalidades ocupadas pelos corpos ceilandenses nessa produção. |
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A presente pesquisa tem como objetivo realizar uma cartografia (Bruno, 2002) do processo de demarcação de telas (Krenak, 2021) dos cinemas de território da Ceilândia, por meio do trabalho de três coletivos de cinema ceilandenses: a Ceicine, coletivo do qual faz parte o cineasta Adirley Queirós; o Jovem de Expressão (JEx), coletivo do qual fazem parte os diretores Gu da Cei e Suéllen Batista; e a 404 Produções, coletivo formado pelos cineastas Augusto Borges, Douglas Queiroz e Nathalya Brum. No primeiro momento, formulei a ampliação da noção de demarcação de telas, proposta por Krenak, para além do cinema produzido por indígenas, caracterizando a noção como um processo histórico em que corpos não hegemônicos provindos dos territórios não hegemônicos começaram a produzir e exibir filmes. A partir disso, busco delinear a prática que nomeio cinemas de território; um cinema realizado em territórios não hegemônicos pelas pessoas que o ocupam. Essa prática cinematográfica também é caracterizada por um compromisso ético com o território. Compromisso esse que se materializa não apenas nos filmes, mas também durante todo o processo de realização e circulação dessas obras. Os filmes, bem como os modelos de produção dos três coletivos ceilandenses. são cartografados de forma que possamos compreender como essa prática cinematográfica se dá na Ceilândia. Assim, acompanharemos como a prática dos três coletivos se relaciona com o território ceilandense, a partir da origem paradoxal da região administrativa (RA), imposta pela mitologia de Brasília. Por meio da cartografia dos cinemas de território praticados pelos três coletivos, também vamos compreender quais são as temporalidades ocupadas pelos corpos ceilandenses nessa produção. |
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