Preparação de tubos cerâmicos à base de Sn\'O IND.2\' por deposição eletroforética
| Ano de defesa: | 2004 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-09022026-075814/ |
Resumo: | A deposição por eletroforese (EPD) é um processo de conformação onde corpos cerâmicos são obtidos a partir de uma dispersão estável com a aplicação de um campo elétrico contínuo. Na verdade, a EPD pode ser resumida como a união de dois processos distintos: a eletroforese e a deposição das partículas. A EPD apresenta muitas vantagens, como seu baixo custo, sua versatilidade, confiabilidade e elevado grau de automação. Virtualmente qualquer tipo de material pode ser depositado via EPD: materiais cerâmicos, metálicos e inclusive poliméricos. Suas maiores limitações são as densidades de corrente elétrica que podem eletrolisar o meio, gerando bolhas, e promover a oxidação do eletrodo, no caso de metais, contaminando o corpo depositado. A técnica permite o revestimento de metais com materiais cerâmicos para aumentar sua resistência mecânica e à abrasão, protegendo-os de ataques químicos e corrosão. Outra importante aplicação, que pode ser prevista para os tubos obtidos ao longo deste trabalho, são membranas cerâmicas para filtros, que podem ser usadas em temperaturas e pressões muito elevadas (acima de 1000°C e 30 atm). Para tanto, a EPD garante boa uniformidade superficial e a sinterização permite o controle da resistência mecânica e da porosidade do corpo obtido. O requisito principal para que ocorra a EPD é a obtenção de uma dispersão cerâmica estável. Uma boa medida para avaliar a estabilidade de uma dispersão é a medida de seu potencial zeta. Valores emmódulo de 30 mV são suficientes para garantir uma boa dispersão do sistema. Apesar de muitos modelos proporem equações para avaliação da cinética de deposição, nenhum ainda foi capaz de representar de forma satisfatória o que acontece na realidade. De forma geral, nenhum deles considera a resistividade elétrica do material depositado e a conseqüente queda da tensão a ela associada. ) O projeto de um material de suporte, com alta resistência mecânica e alta permeabilidade, requer novas e criativas soluções. Para minimizar o tamanho das trincas e aumentar a regularidade superficial, técnicas coloidais são necessárias para desaglomerar o pó cerâmico e permitir uma conformação controlada. Tais métodos permitem a obtenção de materiais porosos com, entretanto, uma baixa permeabilidade. O Sn\'O IND.2\' não densifica durante sua sinterização. Assim, quando submetido a um tratamento térmico, ocorre crescimento de grãos e poros sem eliminação do volume poroso. Esta característica permite o controle de tamanho de poros pelo simples estabelecimento do tempo e temperatura de tratamento, e do modo de conformação. Desta forma, tal óxido constitui um interessante material para a fabricação de filtros e membranas cerâmicas. Atualmente, não existem referências sobre a conformação de tubos cerâmicos à base de Sn\'O IND.2\' conformados por EPD. A compreensão dos fenômenos de eletrodeposição a partir de uma dispersão coloidal passa pelo entendimento de seu comportamento eletrocinético. Destaforma, o estudo das condições da dispersão e de suas propriedades é fundamental para o sucesso da utilização da EPD. Este trabalho consiste na análise de dispersões cerâmicas à base de Sn\'O IND.2\', através da viscosidade e medidas de potencial zeta, além da deposição de corpos cerâmicos sobre um eletrodo cilíndrico de grafite, em seguida sinterizados para a obtenção do tubo. Para evidenciar a influência das características superficiais dos óxidos sobre o comportamento reológico das dispersões, foram analisadas dispersões à base de óxido de alumínio, sendo os resultados obtidos comparados. |
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Preparação de tubos cerâmicos à base de Sn\'O IND.2\' por deposição eletroforéticaUntitled in englishElectrophoresisEletroforeseResistência dos materiaisRevestimento de superfíciesStrength of materialsSurface coatingA deposição por eletroforese (EPD) é um processo de conformação onde corpos cerâmicos são obtidos a partir de uma dispersão estável com a aplicação de um campo elétrico contínuo. Na verdade, a EPD pode ser resumida como a união de dois processos distintos: a eletroforese e a deposição das partículas. A EPD apresenta muitas vantagens, como seu baixo custo, sua versatilidade, confiabilidade e elevado grau de automação. Virtualmente qualquer tipo de material pode ser depositado via EPD: materiais cerâmicos, metálicos e inclusive poliméricos. Suas maiores limitações são as densidades de corrente elétrica que podem eletrolisar o meio, gerando bolhas, e promover a oxidação do eletrodo, no caso de metais, contaminando o corpo depositado. A técnica permite o revestimento de metais com materiais cerâmicos para aumentar sua resistência mecânica e à abrasão, protegendo-os de ataques químicos e corrosão. Outra importante aplicação, que pode ser prevista para os tubos obtidos ao longo deste trabalho, são membranas cerâmicas para filtros, que podem ser usadas em temperaturas e pressões muito elevadas (acima de 1000°C e 30 atm). Para tanto, a EPD garante boa uniformidade superficial e a sinterização permite o controle da resistência mecânica e da porosidade do corpo obtido. O requisito principal para que ocorra a EPD é a obtenção de uma dispersão cerâmica estável. Uma boa medida para avaliar a estabilidade de uma dispersão é a medida de seu potencial zeta. Valores emmódulo de 30 mV são suficientes para garantir uma boa dispersão do sistema. Apesar de muitos modelos proporem equações para avaliação da cinética de deposição, nenhum ainda foi capaz de representar de forma satisfatória o que acontece na realidade. De forma geral, nenhum deles considera a resistividade elétrica do material depositado e a conseqüente queda da tensão a ela associada. ) O projeto de um material de suporte, com alta resistência mecânica e alta permeabilidade, requer novas e criativas soluções. Para minimizar o tamanho das trincas e aumentar a regularidade superficial, técnicas coloidais são necessárias para desaglomerar o pó cerâmico e permitir uma conformação controlada. Tais métodos permitem a obtenção de materiais porosos com, entretanto, uma baixa permeabilidade. O Sn\'O IND.2\' não densifica durante sua sinterização. Assim, quando submetido a um tratamento térmico, ocorre crescimento de grãos e poros sem eliminação do volume poroso. Esta característica permite o controle de tamanho de poros pelo simples estabelecimento do tempo e temperatura de tratamento, e do modo de conformação. Desta forma, tal óxido constitui um interessante material para a fabricação de filtros e membranas cerâmicas. Atualmente, não existem referências sobre a conformação de tubos cerâmicos à base de Sn\'O IND.2\' conformados por EPD. A compreensão dos fenômenos de eletrodeposição a partir de uma dispersão coloidal passa pelo entendimento de seu comportamento eletrocinético. Destaforma, o estudo das condições da dispersão e de suas propriedades é fundamental para o sucesso da utilização da EPD. Este trabalho consiste na análise de dispersões cerâmicas à base de Sn\'O IND.2\', através da viscosidade e medidas de potencial zeta, além da deposição de corpos cerâmicos sobre um eletrodo cilíndrico de grafite, em seguida sinterizados para a obtenção do tubo. Para evidenciar a influência das características superficiais dos óxidos sobre o comportamento reológico das dispersões, foram analisadas dispersões à base de óxido de alumínio, sendo os resultados obtidos comparados.The present work is based on the analysis of Sn\'O IND.2\' dispersions by viscosity and zeta potential measurements and on the deposition of ceramic hollow tubes onto a graphite lead, which are to be sintered in order to attain mechanical resistance. Both Sn\' IND.2\' and \'Al IND.2\'\'O IND.3\' dispersions were studied, in order to identify the influence of the surface characteristics on the reological properties. After drying and sintering, the ceramic bodies were observed by scan electronic microscopy so it would be possible to evaluate the surface aspects regarding homogeneity and integrity.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP2004-03-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-09022026-075814/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessMurad, Bruno Bastos da Silvapor2026-02-09T11:04:02Zoai:teses.usp.br:tde-09022026-075814Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-09T11:04:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A deposição por eletroforese (EPD) é um processo de conformação onde corpos cerâmicos são obtidos a partir de uma dispersão estável com a aplicação de um campo elétrico contínuo. Na verdade, a EPD pode ser resumida como a união de dois processos distintos: a eletroforese e a deposição das partículas. A EPD apresenta muitas vantagens, como seu baixo custo, sua versatilidade, confiabilidade e elevado grau de automação. Virtualmente qualquer tipo de material pode ser depositado via EPD: materiais cerâmicos, metálicos e inclusive poliméricos. Suas maiores limitações são as densidades de corrente elétrica que podem eletrolisar o meio, gerando bolhas, e promover a oxidação do eletrodo, no caso de metais, contaminando o corpo depositado. A técnica permite o revestimento de metais com materiais cerâmicos para aumentar sua resistência mecânica e à abrasão, protegendo-os de ataques químicos e corrosão. Outra importante aplicação, que pode ser prevista para os tubos obtidos ao longo deste trabalho, são membranas cerâmicas para filtros, que podem ser usadas em temperaturas e pressões muito elevadas (acima de 1000°C e 30 atm). Para tanto, a EPD garante boa uniformidade superficial e a sinterização permite o controle da resistência mecânica e da porosidade do corpo obtido. O requisito principal para que ocorra a EPD é a obtenção de uma dispersão cerâmica estável. Uma boa medida para avaliar a estabilidade de uma dispersão é a medida de seu potencial zeta. Valores emmódulo de 30 mV são suficientes para garantir uma boa dispersão do sistema. Apesar de muitos modelos proporem equações para avaliação da cinética de deposição, nenhum ainda foi capaz de representar de forma satisfatória o que acontece na realidade. De forma geral, nenhum deles considera a resistividade elétrica do material depositado e a conseqüente queda da tensão a ela associada. ) O projeto de um material de suporte, com alta resistência mecânica e alta permeabilidade, requer novas e criativas soluções. Para minimizar o tamanho das trincas e aumentar a regularidade superficial, técnicas coloidais são necessárias para desaglomerar o pó cerâmico e permitir uma conformação controlada. Tais métodos permitem a obtenção de materiais porosos com, entretanto, uma baixa permeabilidade. O Sn\'O IND.2\' não densifica durante sua sinterização. Assim, quando submetido a um tratamento térmico, ocorre crescimento de grãos e poros sem eliminação do volume poroso. Esta característica permite o controle de tamanho de poros pelo simples estabelecimento do tempo e temperatura de tratamento, e do modo de conformação. Desta forma, tal óxido constitui um interessante material para a fabricação de filtros e membranas cerâmicas. Atualmente, não existem referências sobre a conformação de tubos cerâmicos à base de Sn\'O IND.2\' conformados por EPD. A compreensão dos fenômenos de eletrodeposição a partir de uma dispersão coloidal passa pelo entendimento de seu comportamento eletrocinético. Destaforma, o estudo das condições da dispersão e de suas propriedades é fundamental para o sucesso da utilização da EPD. Este trabalho consiste na análise de dispersões cerâmicas à base de Sn\'O IND.2\', através da viscosidade e medidas de potencial zeta, além da deposição de corpos cerâmicos sobre um eletrodo cilíndrico de grafite, em seguida sinterizados para a obtenção do tubo. Para evidenciar a influência das características superficiais dos óxidos sobre o comportamento reológico das dispersões, foram analisadas dispersões à base de óxido de alumínio, sendo os resultados obtidos comparados. |
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