A iniciação científica como prática pedagógica na formação de estudantes de farmácia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Ione Ishii
Orientador(a): Myriam Krasilchik
Banca de defesa: Cristina Northfleet de Albuquerque, Nelio Marco Vincenzo Bizzo, Renato Eugenio da Silva Diniz, Paulo Fraga da Silva
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Educação
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Link de acesso: https://doi.org/10.11606/T.48.2016.tde-07032016-144629
Resumo: A iniciação científica (IC) tem como objetivo formar pesquisadores e profissionais que contribuam para o avanço científico-tecnológico do país. Estudos têm evidenciado benefícios da IC: complementação acadêmica e profissional, desenvolvimento pessoal e de pensamento crítico. Além disso, são observadas mudanças qualitativas na relação do estudante com a aprendizagem: o conhecimento ganha significado e sentido, e sua compreensão torna-se profunda. Graduandos com essas características foram descritos por Marton e Säljö (1976) como estudantes com abordagem profunda à aprendizagem. Estes utilizam a metacognição de modo eficiente através de mecanismos de autorregulação. A metacognição foi definida por Flavell (1979) como a capacidade de pensar sobre a própria cognição. A sociedade atual tem exigido, cada vez mais, a formação de profissionais autônomos, críticos, capazes de resolver problemas e aprender para o resto da vida, características presentes em estudantes com abordagem profunda à aprendizagem. Os cursos de farmácia têm passado por mudanças curriculares para atender às novas exigências da profissão. Instigada pelos trabalhos sobre o tema e a necessidade de aperfeiçoar o ensino realizei pesquisa qualitativa através de entrevistas, nas quais os alunos falam sobre a experiência na IC. Pretendo, assim, contribuir para o aprimoramento da orientação como prática pedagógica e para a melhoria dos cursos de graduação. Em 2014, foram coletados depoimentos que evidenciaram a adoção de abordagens profundas à aprendizagem e a utilização de mecanismos metacognitivos. A fim de confirmar esses resultados, foram realizadas novas entrevistas em 2015. A comparação dos depoimentos evidenciou aspectos da orientação na IC, confirmados em conversas com professores orientadores desses estudantes. Os três docentes que participaram desta etapa revelaram e reiteraram ações pedagógicas eficientes: focar no aluno e não na pesquisa, identificando expectativas, dificuldades e potencialidades dos graduandos; considerar a IC como complementação da formação acadêmica e profissional; selecionar alunos com interesse e disponibilidade de tempo para dedicar-se aos estudos e à pesquisa; encarar a defasagem conceitual e procedimental dos estudantes, responsabilidade do orientador, ajudando-os na superação dessas dificuldades mesmo em detrimento do desenvolvimento de pesquisas mais complexas; organizar ambientes de trabalho que promovam relações interpessoais saudáveis.
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spelling info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis A iniciação científica como prática pedagógica na formação de estudantes de farmácia The undergraduate research and pedagogical practice the training of pharmacy students 2015-12-14Myriam KrasilchikCristina Northfleet de AlbuquerqueNelio Marco Vincenzo BizzoRenato Eugenio da Silva DinizPaulo Fraga da SilvaIone IshiiUniversidade de São PauloEducaçãoUSPBR Abordagem à aprendizagem Approach to learning Autorregulação Graduação em farmácia Iniciação científica Mentoring Metacognição Metacognition Orientação Pharmacy course Self-regulation Undergraduate research A iniciação científica (IC) tem como objetivo formar pesquisadores e profissionais que contribuam para o avanço científico-tecnológico do país. Estudos têm evidenciado benefícios da IC: complementação acadêmica e profissional, desenvolvimento pessoal e de pensamento crítico. Além disso, são observadas mudanças qualitativas na relação do estudante com a aprendizagem: o conhecimento ganha significado e sentido, e sua compreensão torna-se profunda. Graduandos com essas características foram descritos por Marton e Säljö (1976) como estudantes com abordagem profunda à aprendizagem. Estes utilizam a metacognição de modo eficiente através de mecanismos de autorregulação. A metacognição foi definida por Flavell (1979) como a capacidade de pensar sobre a própria cognição. A sociedade atual tem exigido, cada vez mais, a formação de profissionais autônomos, críticos, capazes de resolver problemas e aprender para o resto da vida, características presentes em estudantes com abordagem profunda à aprendizagem. Os cursos de farmácia têm passado por mudanças curriculares para atender às novas exigências da profissão. Instigada pelos trabalhos sobre o tema e a necessidade de aperfeiçoar o ensino realizei pesquisa qualitativa através de entrevistas, nas quais os alunos falam sobre a experiência na IC. Pretendo, assim, contribuir para o aprimoramento da orientação como prática pedagógica e para a melhoria dos cursos de graduação. Em 2014, foram coletados depoimentos que evidenciaram a adoção de abordagens profundas à aprendizagem e a utilização de mecanismos metacognitivos. A fim de confirmar esses resultados, foram realizadas novas entrevistas em 2015. A comparação dos depoimentos evidenciou aspectos da orientação na IC, confirmados em conversas com professores orientadores desses estudantes. Os três docentes que participaram desta etapa revelaram e reiteraram ações pedagógicas eficientes: focar no aluno e não na pesquisa, identificando expectativas, dificuldades e potencialidades dos graduandos; considerar a IC como complementação da formação acadêmica e profissional; selecionar alunos com interesse e disponibilidade de tempo para dedicar-se aos estudos e à pesquisa; encarar a defasagem conceitual e procedimental dos estudantes, responsabilidade do orientador, ajudando-os na superação dessas dificuldades mesmo em detrimento do desenvolvimento de pesquisas mais complexas; organizar ambientes de trabalho que promovam relações interpessoais saudáveis. The purpose of undergraduate research (UR) is to educate researchers and professionals so they may contribute for the scientific/technological advancement. Studies have shown the benefits of UR: academic and professional supplement, personal development and critical thinking. In addition, qualitative changes in the relationship between the student and learning have been observed: knowledge acquires a meaning and has a sense, and his/her understanding becomes profound. Undergraduate with such characteristics have been described by Marton and Säljö (1976) as students with a deep approach to learning. They utilize metacognition in an efficient way through mechanisms of self-regulation. Metacognition was defined by Flavell (1979) as the capacity to think about one´s own cognition. At this time society is looking for professionals who are independent, critical and able to solving problems and prepared to lifelong learning, features that are found in students with a deep approach to learning. Pharmacy courses have undergone curriculum changes in order to meet the new requirements of the profession. Instigated by the researches about this topic and the need to improve teaching, I conducted a qualitative research by means of interviews, in which students talk about their experience in UR. My intention is thus to contribute for the improvement of mentoring as a pedagogical practice and for the improvement of the undergraduate courses. In 2014, interviews provided evidence that the deep approaches to learning had been adopted as well as the use of metacognitive strategies by the undergraduate research students. With the aim of confirming such results, new interviews were conducted in 2015. By comparing the interviews aspects of the UR mentoring were found, confirmed by talks with the professors who supervised those students. The three professors participating in this stage revealed and reiterated efficient pedagogical actions: focus on the student, not on the research, to identify expectancies, difficulties and the potential of undergraduates; they consider UR as a complement to academic and professional education; they select students who are interested and have time available to dedicate themselves to research; they see conceptual and procedural gap of students as a responsibility of the mentoring, who can help them overcome such difficulties even to detriment of the development of more complex research; they organize the work environment to foster healthy interpersonal relations. https://doi.org/10.11606/T.48.2016.tde-07032016-144629info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2023-12-21T18:22:43Zoai:teses.usp.br:tde-07032016-144629Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212017-09-04T21:06:17Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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