Efeitos osteogênicos e imunomodulatórios de scaffolds compósitos de PCL com pequenas concentrações de grafeno na regeneração óssea

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Gregorio, Julia Eduarda Schneider
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-08092025-144023/
Resumo: Em casos de extensa perda óssea, como traumas e ressecção de tumores, as estratégias clínicas de regeneração atuais não são completamente eficazes. Os scaffolds oferecem uma alternativa promissora para a regeneração óssea. A policaprolactona (PCL) é um polímero biocompatível, amplamente utilizada em dispositivos biomédicos, mas carece de atividade biológica. A adição de grafeno (G) visa melhorar as propriedades biológicas, físicas e mecânicas, visto que este material é capaz de estimular a atividade das células ósseas. O presente estudo teve como objetivo avaliar a resposta osteogênica e inflamatória do uso de scaffolds de PCL/G em modelo de defeito ósseo crítico na calvária de ratos. Foram utilizados 48 ratos Wistar, aprovado pelo Comitê de Ética em Uso de Animais (CEUA) do Centro Universitário da Fundação Hermínio Ometto (parecer 007/2023), divididos em quatro grupos de acordo com os biomateriais utilizados: PCL (controle), G1, G3 e G5, com concentrações de grafeno de 0%, 1%, 3% e 5% de peso, respectivamente. Os animais foram submetidos a um procedimento cirúrgico para a criação de um defeito ósseo crítico de 24mm², seguido pelo implante dos scaffolds no local da lesão. Após 30 e 60 dias, os animais foram eutanasiados e amostras da região do implante foram coletadas para análise histomorfométrica (tecido conjuntivo, osteóide e mineralizado) e molecular por RT-qPCR (expressão relativa de genes relacionados a osteogênese e a inflamação). Após 30 dias, o grupo G1 apresentou maior desempenho para a regeneração óssea, com formação de tecido mineralizado aproximadamente 40% maior em relação ao PCL, e expressão relativa de Runx-2 cerca de 0,5 vezes maior que o controle. Quanto aos marcadores inflamatórios, em 30 dias, o grupo G3 apresentou expressão relativa de Il-1β cerca de 4 vezes maior, enquanto que os grupos G1 e G5 tiveram expressão 2 vezes menor, comparados ao PCL. Em 60 dias, os grupos de scaffolds contendo grafeno apresentaram maior formação de tecido mineralizado e maior expressão de marcadores osteogênicos (Bmp-2, Sost, Spp1), principalmente G1 e G5, em comparação ao grupo controle. O grupo G5, em 60 dias, apresentou maior expressão relativa de marcadores inflamatórios quando comparado ao PCL. Todos os scaffolds contendo grafeno apresentaram maior formação de tecido mineralizado em comparação ao controle durante o período experimental. No entanto, os efeitos osteogênicos foram mais evidentes nos scaffolds com 1% de grafeno em ambos os períodos, e nos scaffolds com 5% de grafeno apenas em 60 dias. Quanto aos efeitos imunomodulatórios, os scaffolds com 1% de grafeno mantiveram um perfil pró-regenerativo nos dois períodos avaliados, enquanto os scaffolds com 5% demonstraram uma inflamação tardia aos 60 dias. Esses resultados indicam que a adição de grafeno tem efeitos tanto osteogênicos quanto imunomodulatórios, sendo a concentração de 1% a mais eficaz no reparo ósseo a curto prazo.
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O presente estudo teve como objetivo avaliar a resposta osteogênica e inflamatória do uso de scaffolds de PCL/G em modelo de defeito ósseo crítico na calvária de ratos. Foram utilizados 48 ratos Wistar, aprovado pelo Comitê de Ética em Uso de Animais (CEUA) do Centro Universitário da Fundação Hermínio Ometto (parecer 007/2023), divididos em quatro grupos de acordo com os biomateriais utilizados: PCL (controle), G1, G3 e G5, com concentrações de grafeno de 0%, 1%, 3% e 5% de peso, respectivamente. Os animais foram submetidos a um procedimento cirúrgico para a criação de um defeito ósseo crítico de 24mm², seguido pelo implante dos scaffolds no local da lesão. Após 30 e 60 dias, os animais foram eutanasiados e amostras da região do implante foram coletadas para análise histomorfométrica (tecido conjuntivo, osteóide e mineralizado) e molecular por RT-qPCR (expressão relativa de genes relacionados a osteogênese e a inflamação). Após 30 dias, o grupo G1 apresentou maior desempenho para a regeneração óssea, com formação de tecido mineralizado aproximadamente 40% maior em relação ao PCL, e expressão relativa de Runx-2 cerca de 0,5 vezes maior que o controle. Quanto aos marcadores inflamatórios, em 30 dias, o grupo G3 apresentou expressão relativa de Il-1β cerca de 4 vezes maior, enquanto que os grupos G1 e G5 tiveram expressão 2 vezes menor, comparados ao PCL. Em 60 dias, os grupos de scaffolds contendo grafeno apresentaram maior formação de tecido mineralizado e maior expressão de marcadores osteogênicos (Bmp-2, Sost, Spp1), principalmente G1 e G5, em comparação ao grupo controle. O grupo G5, em 60 dias, apresentou maior expressão relativa de marcadores inflamatórios quando comparado ao PCL. Todos os scaffolds contendo grafeno apresentaram maior formação de tecido mineralizado em comparação ao controle durante o período experimental. No entanto, os efeitos osteogênicos foram mais evidentes nos scaffolds com 1% de grafeno em ambos os períodos, e nos scaffolds com 5% de grafeno apenas em 60 dias. Quanto aos efeitos imunomodulatórios, os scaffolds com 1% de grafeno mantiveram um perfil pró-regenerativo nos dois períodos avaliados, enquanto os scaffolds com 5% demonstraram uma inflamação tardia aos 60 dias. Esses resultados indicam que a adição de grafeno tem efeitos tanto osteogênicos quanto imunomodulatórios, sendo a concentração de 1% a mais eficaz no reparo ósseo a curto prazo.In cases of extensive bone loss, such as trauma and tumor resection, current medical strategies for bone regeneration are not fully effective. Scaffolds offer a promising alternative for bone regeneration. Polycaprolactone (PCL) is a biocompatible polymer widely used in biomedical devices, but it lacks biological activity. The addition of graphene (G) aims to enhance biological, physical, and mechanical properties, as this material can stimulate the activity of bone cells. This study aimed to evaluate the osteogenic and inflammatory response to PCL/G scaffolds in a critical-size calvarial defect model in rats. Forty-eight Wistar rats were used, with the study approved by the Animal Use Ethics Committee (CEUA) of the Univeristy Center of Hermínio Ometto Foundation (protocol no. 007/2023). The animals were divided into four groups based on the biomaterials used: PCL (control), G1, G3, and G5, with graphene concentrations of 0%, 1%, 3%, and 5% by weight, respectively. The animals underwent surgery to create a critical-sized bone defect of 24 mm², followed by the implantation of the scaffolds at the lesion site. After 30 and 60 days, the animals were euthanized, and samples from the implant region were collected for histomorphometric analysis (connective tissue, osteoid, and mineralized tissue) and molecular analysis via RTqPCR (relative expression of genes associated with osteogenesis and inflammation). After 30 days, the G1 group exhibited superior bone regeneration performance, with approximately 40% greater mineralized tissue formation compared to PCL and a relative expression of Runx-2 about 0.5-fold higher than the control. Regarding inflammatory markers, the G3 group showed a 4-fold higher relative expression of Il-1β at 30 days, while G1 and G5 exhibited a 2-fold lower expression compared to PCL. At 60 days, scaffolds containing graphene demonstrated increased mineralized tissue formation and higher expression of osteogenic markers (Bmp-2, Sost, Spp1), particularly in the G1 and G5 groups, compared to the control. However, the G5 group displayed higher relative expression of inflammatory markers at 60 days compared to PCL. All scaffolds containing graphene resulted in greater mineralized tissue formation compared to the control throughout the experimental period. However, osteogenic effects were most evident in scaffolds with 1% graphene at both time points and in scaffolds with 5% graphene only at 60 days. Regarding immunomodulatory effects, scaffolds with 1% graphene maintained a pro-regenerative profile during both time points, while scaffolds with 5% graphene exhibited delayed inflammation at 60 days. These findings indicate that graphene addition has both osteogenic and immunomodulatory effects, with 1% graphene concentration being the most effective for short-term bone repair.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCaetano, Guilherme FerreiraGregorio, Julia Eduarda Schneider2025-05-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-08092025-144023/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-18T19:23:05Zoai:teses.usp.br:tde-08092025-144023Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-18T19:23:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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