O espectro na máquina somos nós: o uso de redes neurais em processos de composição musical

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Lemos, Gabriel Francisco Barboza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27158/tde-01082025-121919/
Resumo: Esta tese de doutorado investiga como as redes neurais artificiais influenciam processos artísticos e criativos, com ênfase na síntese sonora e na palestra-performance como dispositivos críticos. Partindo de uma abordagem interdisciplinar, o trabalho articula práticas artísticas, reflexões filosóficas e experimentação técnica para analisar as tensões entre humano e máquina, automação e agência, sob a lente da paralaxe conceito que revela contradições ontológicas e epistemológicas irreconciliáveis. A pesquisa parte de um projeto inicial de síntese neural de fenômenos acústicos, redirecionado para o estudo do riso e da voz como objetos sonoros que desestabilizam modelos mentais lineares. Utilizando referências teóricas da cibernética, Slavoj iek, Walter Benjamin, Arthur Koestler, Henri Bergson e Matteo Pasquinelli, a tese problematiza a narrativa salvacionista da inteligência artificial (IA), destacando sua imbricação com projetos ideológicos e a reprodução de vieses culturais. A metodologia integra prática artística (palestra-performance Yet We Laugh), análise histórica da cibernética e crítica aos jogos de linguagem inerentes à modelagem algorítmica, evidenciando como a automação amplia-se para a governança de narrativas coletivas. Os resultados apontam para a urgência de regulação ética diante da capacidade da IA de automatizar a cultura, substituindo complexidades humanas por simulacros estatísticos. Conclui-se que a paralaxe, enquanto operador teórico, permite sustentar contradições fecundas, evitando dualismos estéreis e romantizações ingênuas, ao mesmo tempo que a arte emerge como gesto crítico capaz de expor as fissuras entre tecnomagia e controle instrumental.
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