Contribuições das atividades expressivas e recreativas durante a hospitalização da pessoa com fissura labiopalatina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Moraes, Marcia Cristina Almendros Fernandes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-25042013-102501/
Resumo: Objetivo: Investigar junto aos adolescentes e jovens adultos com fissura labiopalatina (FLP) transforame que foram submetidos a cirurgias e internações no HRAC/USP e participaram de atividades expressivas e recreativas durante os períodos de hospitalização, a contribuição dessas atividades na sua vida familiar, social, afetiva, escolar e ocupacional. Material e Método: A amostra foi composta por 53 pessoas em tratamento, com FLP transforame incisiva unilateral ou bilateral, sem outros comprometimentos, com idades entre 14 e 23 anos, residentes na Região Sudeste do Brasil e submetidos a três ou mais cirurgias no Hospital, sendo a última no período de 2005 a 2009. Foi aplicado um roteiro de entrevista especialmente elaborado pela pesquisadora, contemplando dados de identificação levantados nos prontuários clínicos, perguntas abertas e outras oferecendo alternativas, abordando as atividades expressivas e recreativas oferecidas aos pacientes durante suas hospitalizações. As entrevistas foram transcritas e as respostas tabuladas e submetidas à análise de conteúdo, sendo os dados analisados quantitativa e qualitativamente. Resultados: Os entrevistados eram em sua maioria homens (69,81%), apresentavam fissura transforame incisiva unilateral (66,04%), tinham idades de 20 a 23 anos (45,28%), procediam do estado de São Paulo (73,58%), pertenciam ao estrato socioeconômico baixo superior (73,58%), moravam com a família (86,79%), tinham Ensino Médio incompleto ou completo (67, 93%), 62,26% continuavam estudando e 64,15% exerciam alguma atividade profissional. A maioria (73,58%) referiu praticar esportes e apenas um entrevistado informou não ter religião e não realizar atividades de lazer. Quase todos os entrevistados (98,11%) iniciaram o tratamento no HRAC/USP antes dos 12 meses de idade e foram submetidos a 10 cirurgias em média e, 79,25% ficaram internados cinco vezes ou mais. Jogos e dinâmicas de grupo foram as atividades mais lembradas por 69,81% e 49,06% dos entrevistados e, também, as mais marcantes, para 22,64% e 20,75%. Quanto à convivência, os entrevistados em geral consideraram ótima ou boa: familiar (69,81%, 18,87%); com colegas da escola (61,76%, 29,41%) e com os professores (44,12%, 44,12%). Os que trabalhavam também consideraram a convivência ótima ou boa: com colegas de trabalho (52,94%, 41,18%) e com os superiores (44,12%, 47,06%). Também avaliaram como ótima ou boa: a convivência com colegas e conhecidos (56,60%, 35,85%), a vida profissional (41,18%, 50,00%), a vida social (45,28%, 43,40%), a convivência com o sexo oposto (45,28%, 35,85%) e, finalmente, o estágio de reabilitação (71,70%, 24,53%). A maioria dos entrevistados (94,33%) considerou que as atividades contribuíram em suas vidas, 60,38% relacionando ao crescimento pessoal e 32,08% ao relacionamento interpessoal. De acordo com as respostas as contribuições ocorreram principalmente no âmbito social (66,04%), auxiliando no enfrentamento do preconceito, melhora da autoimagem e da autoestima. Conclusão: Os resultados permitiram verificar que as atividades expressivas e recreativas desenvolvidas durante as internações no HRAC/USP contribuíram para a vida dos entrevistados, favorecendo o crescimento pessoal e os relacionamentos interpessoais.
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Material e Método: A amostra foi composta por 53 pessoas em tratamento, com FLP transforame incisiva unilateral ou bilateral, sem outros comprometimentos, com idades entre 14 e 23 anos, residentes na Região Sudeste do Brasil e submetidos a três ou mais cirurgias no Hospital, sendo a última no período de 2005 a 2009. Foi aplicado um roteiro de entrevista especialmente elaborado pela pesquisadora, contemplando dados de identificação levantados nos prontuários clínicos, perguntas abertas e outras oferecendo alternativas, abordando as atividades expressivas e recreativas oferecidas aos pacientes durante suas hospitalizações. As entrevistas foram transcritas e as respostas tabuladas e submetidas à análise de conteúdo, sendo os dados analisados quantitativa e qualitativamente. Resultados: Os entrevistados eram em sua maioria homens (69,81%), apresentavam fissura transforame incisiva unilateral (66,04%), tinham idades de 20 a 23 anos (45,28%), procediam do estado de São Paulo (73,58%), pertenciam ao estrato socioeconômico baixo superior (73,58%), moravam com a família (86,79%), tinham Ensino Médio incompleto ou completo (67, 93%), 62,26% continuavam estudando e 64,15% exerciam alguma atividade profissional. A maioria (73,58%) referiu praticar esportes e apenas um entrevistado informou não ter religião e não realizar atividades de lazer. Quase todos os entrevistados (98,11%) iniciaram o tratamento no HRAC/USP antes dos 12 meses de idade e foram submetidos a 10 cirurgias em média e, 79,25% ficaram internados cinco vezes ou mais. Jogos e dinâmicas de grupo foram as atividades mais lembradas por 69,81% e 49,06% dos entrevistados e, também, as mais marcantes, para 22,64% e 20,75%. Quanto à convivência, os entrevistados em geral consideraram ótima ou boa: familiar (69,81%, 18,87%); com colegas da escola (61,76%, 29,41%) e com os professores (44,12%, 44,12%). Os que trabalhavam também consideraram a convivência ótima ou boa: com colegas de trabalho (52,94%, 41,18%) e com os superiores (44,12%, 47,06%). Também avaliaram como ótima ou boa: a convivência com colegas e conhecidos (56,60%, 35,85%), a vida profissional (41,18%, 50,00%), a vida social (45,28%, 43,40%), a convivência com o sexo oposto (45,28%, 35,85%) e, finalmente, o estágio de reabilitação (71,70%, 24,53%). A maioria dos entrevistados (94,33%) considerou que as atividades contribuíram em suas vidas, 60,38% relacionando ao crescimento pessoal e 32,08% ao relacionamento interpessoal. De acordo com as respostas as contribuições ocorreram principalmente no âmbito social (66,04%), auxiliando no enfrentamento do preconceito, melhora da autoimagem e da autoestima. Conclusão: Os resultados permitiram verificar que as atividades expressivas e recreativas desenvolvidas durante as internações no HRAC/USP contribuíram para a vida dos entrevistados, favorecendo o crescimento pessoal e os relacionamentos interpessoais.Objective: To investigate the contribution of expression and recreation activities during hospitalization periods for the family, social, affective, school and occupational life among adolescents and young adults with complete cleft lip and palate (CLP) submitted to surgeries and hospitalizations at HRAC/USP. Material and Method: The sample was composed of 53 untreated individuals with complete unilateral or bilateral cleft lip and palate, without other disorders, aged 14 to 23 years, living in the Southeast region of Brazil and submitted to three or more surgeries at the Hospital, being the latter in the period from 2005 to 2009. An interview was especially designed and applied by the examiner, addressing demographic data obtained from the records, open and multiple choice questions, addressing the expression and recreation activities offered to the patients during hospitalization. The interviews were transcribed and the responses were plotted and analyzed as to their content, with quantitative and qualitative analysis of data. Results: Most interviewees were males (69.81%), with complete unilateral cleft lip and palate (66.04%), aged 20 to 23 years (45.28%), from the State of São Paulo (73.58%), of upper low socioeconomic level (73.58%), lived with their families (86,79%), had incomplete or complete high school (67.93%), 62.26% were still studying and 64.15% had some professional activity. Most individuals (73.58%) referred sports practice and only one individual stated to have no religion and no leisure activities. Nearly all interviewees (98.11%) initiated the treatment at HRAC/USP before the age of 12 months, were submitted to 10 surgeries in the average, and 79.25% were hospitalized five times or more. Games and group dynamics were the activities most remembered by 69.81% and 49.06% of interviewees, and also the most outstanding for 22.64% and 20.75%. Concerning the friendship, the interviewees in general considered as excellent or good: familiar (69.81%, 18.87%); with school mates (61.76%, 29.41%) and with professors (44.12%, 44.12%). Those who worked also considered the friendship excellent or good: with work colleagues (52.94%, 41.18%) and with bosses (44.12%, 47.06%). They also rated as excellent or good: the friendship with colleagues and acquaintances (56.60%, 35.85%), professional life (41.18%, 50.00%), social life (45.28%, 43.40%), friendships with the opposite gender (45.28%, 35.85%) and finally the rehabilitation stage (71.70%, 24.53%). Most interviewees (94.33%) considered that the activities contributed to their lives, 60.38% for personal growth and 32.08% for interpersonal relationships. According to the responses, the contributions occurred mainly in the social scope (66.04%), aiding the coping of prejudice, enhancing the self-image and self-esteem. Conclusion: The results evidenced that expression and recreational activities developed during hospitalizations at HRAC/USP contributed to the lives of interviewees, favoring their personal growth and interpersonal relationships.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFreitas, Jose Alberto de SouzaMotti, Telma Flores GenaroMoraes, Marcia Cristina Almendros Fernandes2012-12-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-25042013-102501/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-09T13:16:04Zoai:teses.usp.br:tde-25042013-102501Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-09T13:16:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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