Distribuição potencial de Lutzomyia longipalpis no estado de São Paulo sob diferentes modelos de mudanças climáticas: subsídios para a vigilância da leishmaniose

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Leal, Luan Felipe
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6142/tde-04022026-171409/
Resumo: A leishmaniose visceral (LV) permanece um desafio prioritário de Saúde Pública no Brasil e a plasticidade ecológica de Lutzomyia longipalpis tem favorecido a expansão urbana do vetor. Este estudo estimou a distribuição potencial de L. longipalpis no Estado de São Paulo sob o cenário de altas emissões (RCP 8.5), integrando ocorrências validadas a 11 variáveis bioclimáticas do WorldClim e altitude (SRTM). A seleção de preditores foi orientada por PCA para reduzir colinearidade; a modelagem de nicho foi executada no MaxEnt (v3.4.4) com partição 75/25, múltiplas replicações bootstrap e avaliação por AUC, curvas de omissão e de resposta. As projeções foram geradas para presente, 2050 e 2100 com o GCM MIROC5; aplicou-se o limiar 10 Percentile Training Presence para mapas binários e, em SIG, análise booleana para identificar expansão, estabilidade e retração. A adequação modelada foi confrontada com casos humanos (2020-2024) via autocorrelação espacial bivariada (GeoDa). O modelo apresentou AUC média de 0,840, indicando bom poder discriminatório. As variáveis mais influentes foram Temperatura máxima do mês mais quente (contribuição 35,0%; importância de permutação 15,5%), Precipitação do mês mais seco (32,9%; 40,6%), Sazonalidade da precipitação (18,4%) e Altitude (13,6%). No presente, a adequação concentra-se no Oeste/Noroeste; em 2050 observa-se expansão pronunciada para porções no centro e no Sudeste; em 2100 áreas de alta suscetibilidade dominam quase todo o estado (classe 90-100%: 0 &rarr; 158.578 km² &rarr; 177.675 km²). O mapa de incerteza indicou 69,7% do território com variabilidade muito baixa (<0,05). A análise espacial mostrou Moran\'s I global 0,241 (p=0,001), com clusters Alto-Alto no Noroeste e áreas de transição (Alto-Baixo) no Centro-leste, sugerindo zonas emergentes. Em síntese, sob RCP 8.5 a adequação climática para Lu. longipalpis tende a ampliar-se e consolidar-se até 2100, impondo a necessidade de vigilância proativa, integração entomo-epidemiológica e planejamento territorial de medidas preventivas, sobretudo em municípios atualmente sem transmissão ativa, mas projetados como altamente adequados.
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A seleção de preditores foi orientada por PCA para reduzir colinearidade; a modelagem de nicho foi executada no MaxEnt (v3.4.4) com partição 75/25, múltiplas replicações bootstrap e avaliação por AUC, curvas de omissão e de resposta. As projeções foram geradas para presente, 2050 e 2100 com o GCM MIROC5; aplicou-se o limiar 10 Percentile Training Presence para mapas binários e, em SIG, análise booleana para identificar expansão, estabilidade e retração. A adequação modelada foi confrontada com casos humanos (2020-2024) via autocorrelação espacial bivariada (GeoDa). O modelo apresentou AUC média de 0,840, indicando bom poder discriminatório. As variáveis mais influentes foram Temperatura máxima do mês mais quente (contribuição 35,0%; importância de permutação 15,5%), Precipitação do mês mais seco (32,9%; 40,6%), Sazonalidade da precipitação (18,4%) e Altitude (13,6%). No presente, a adequação concentra-se no Oeste/Noroeste; em 2050 observa-se expansão pronunciada para porções no centro e no Sudeste; em 2100 áreas de alta suscetibilidade dominam quase todo o estado (classe 90-100%: 0 &rarr; 158.578 km² &rarr; 177.675 km²). O mapa de incerteza indicou 69,7% do território com variabilidade muito baixa (<0,05). A análise espacial mostrou Moran\'s I global 0,241 (p=0,001), com clusters Alto-Alto no Noroeste e áreas de transição (Alto-Baixo) no Centro-leste, sugerindo zonas emergentes. Em síntese, sob RCP 8.5 a adequação climática para Lu. longipalpis tende a ampliar-se e consolidar-se até 2100, impondo a necessidade de vigilância proativa, integração entomo-epidemiológica e planejamento territorial de medidas preventivas, sobretudo em municípios atualmente sem transmissão ativa, mas projetados como altamente adequados.Visceral leishmaniasis (VL) remains a major public health concern in Brazil, and the ecological plasticity of Lutzomyia longipalpis has supported its urban spread. We estimated the vectors potential distribution in São Paulo State under a high-emission pathway (RCP 8.5) by integrating validated occurrences with 11 WorldClim bioclimatic variables and elevation (SRTM). Predictor choice was guided by PCA to reduce collinearity; niche modeling used MaxEnt (v3.4.4) with a 75/25 train-test split, multiple bootstrap replicates, and evaluation via AUC, omission, and response curves. Projections were produced for the present, 2050, and 2100 with the MIROC5 GCM; a 10 Percentile Training Presence threshold generated binary maps and Boolean GIS analyses delineated expansion, stability, and contraction. Modeled suitability was compared with human VL cases (2020-2024) using bivariate spatial autocorrelation (GeoDa). The mean AUC was 0.840, indicating good discrimination. Key contributors were Maximum temperature of the warmest month (35.0% contribution; permutation importance 15.5%), Precipitation of the driest month (32.9%; 40.6%), Precipitation seasonality (18.4%), and Elevation (13.6%). Currently, suitability concentrates in the west/northwest; by 2050 it markedly expands toward central and southeastern regions; by 2100 high-suitability areas encompass nearly the entire state (90-100% class: 0 &rarr; 158,578 km² &rarr; 177,675 km²). The uncertainty map showed 69.7% of the territory with very low variability (<0.05). Spatial analysis yielded a global Moran\'s I of 0.241 (p=0.001), with High-High clusters in the northwest and transition areas (High-Low) in the center-east, indicating emerging zones. Overall, under RCP 8.5, climatic suitability for Lu. longipalpis is projected to broaden and consolidate through 2100, highlighting the need for proactive surveillance, entomo-epidemiological integration, and territorially targeted prevention, particularly in municipalities currently without active transmission yet projected as highly suitable.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSallum, Maria Anice MurebLeal, Luan Felipe2025-11-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6142/tde-04022026-171409/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-04T19:25:02Zoai:teses.usp.br:tde-04022026-171409Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-04T19:25:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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