Empréstimos modais nas músicas do final do século XIX e início do XX

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Lázzari, Ednilson José Toledo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27157/tde-01082025-103059/
Resumo: O estudo tem como finalidade apresentar ferramentas analíticas baseadas em empréstimos modais levando em consideração notas e acordes decorrentes de todos os modos das quatro escalas tonais: Jônio, Eólio, Menor Harmônica e Menor Melódica, além de outros métodos de obtenção de acordes cromáticos, tais como dos acordes errantes de Schoenberg (1954), dos acordes V7 e SubV7, e da mistura secundária e mistura dupla de Aldwell, Schachter e Cadwallader (2018). A apresentação inicial toma como base as teorias e exemplos musicais das estruturas harmônicas do século XVIII e início do XIX, mas o repertório mais especificamente abordado é o do final do século XIX e início do XX. Obras de compositores como Hugo Wolf, Max Reger, Edvard Grieg, Giacomo Puccini, Claude Debussy e Richard Strauss são utilizadas para exemplificar os procedimentos teóricos e analíticos abordados neste estudo. Outro objetivo é averiguar dentro do último repertório mencionado, a validade e a existência do que é chamado de segunda prática por Kinderman e Krebs (1996), ou seja, se é possível afirmar que esses compositores citados ainda estavam comprometidos com a monotonalidade da primeira prática comum do séc. XVIII e início do XIX, exposta por Piston (1987), ou se enquadram, mais apropriadamente, à chamada multitonalidade da segunda prática, que tem como características a tonalidade direcional ou progressiva e o emparelhamento tonal ou tônica dupla. Os resultados demonstram a utilidade dos empréstimos modais como ferramenta de análise e sua adequação tanto à primeira quanto à segunda práticas em funcionamento individual ou em conjunto. As considerações finais concluem que a música do período abordado não se pode mais dizer ser especificamente tonal ou modal, mas uma mistura de ambas, tal como tonal/modal.
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