Índice de Susceptibilidade de Alagamento (ISA) em áreas urbanas: análise multicritério para a resiliência urbana
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16132/tde-10072025-104631/ |
Resumo: | A recorrência dos alagamentos em São Paulo representa um problema urbano complexo, impactando a mobilidade, infraestrutura, economia e qualidade de vida da população. Tradicionalmente, a relação entre precipitação, drenagem urbana e impermeabilização do solo é apontada como a principal causa desses eventos. No entanto, esta pesquisa demonstra que a suscetibilidade a alagamentos é influenciada por múltiplos fatores: físico e ambiental, socioeconômica, infraestrutural e climática. A Subprefeitura da Sé foi escolhida como estudo de caso por ser um ponto nodal do transporte público, registrar o maior número de alagamentos nos últimos dezoito anos e apresentar alta verticalização e impermeabilização do solo. Para compreender essa complexidade, foi desenvolvido o Índice de Suscetibilidade a Alagamentos (ISA), metodologia que integra dados georreferenciados para identificar áreas vulneráveis e subsidiar diretrizes projetuais urbanas adaptadas. A pesquisa analisou três cenários: o cenário atual, que representa a condição presente da cidade e demonstra que a infraestrutura existente não é suficiente para mitigar os alagamentos; o cenário tendencial, que projeta um aumento de 20% na precipitação até 2035 e evidencia um agravamento da vulnerabilidade urbana, com mais áreas migrando para classes de alta suscetibilidade; e o cenário induzido, que simulou um aumento de 50% na permeabilidade do solo, mostrando redução da vulnerabilidade em algumas regiões, mas sem eliminar completamente os pontos críticos. A análise evidenciou que os alagamentos resultam da interação entre essas variáveis, reforçando a necessidade de um planejamento urbano integrado e de estratégias de resiliência climática. Além de fornecer uma abordagem quantitativa e replicável para a mitigação de alagamentos, esta pesquisa contribui para a formulação de diretrizes baseadas em dados geoespaciais, promovendo estratégias integradas para reduzir a vulnerabilidade urbana e aumentar a capacidade adaptativa da cidade frente às mudanças climáticas. |
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Índice de Susceptibilidade de Alagamento (ISA) em áreas urbanas: análise multicritério para a resiliência urbanaFlooding Susceptibility Index (FSI) in urban areas: multi-criteria analysis for urban resilienceAlagamentoChuvasFloodingGeoprocessamentoGeoprocessingIndexÍndiceRainfallResilient urbanismUrbanismo resilienteA recorrência dos alagamentos em São Paulo representa um problema urbano complexo, impactando a mobilidade, infraestrutura, economia e qualidade de vida da população. Tradicionalmente, a relação entre precipitação, drenagem urbana e impermeabilização do solo é apontada como a principal causa desses eventos. No entanto, esta pesquisa demonstra que a suscetibilidade a alagamentos é influenciada por múltiplos fatores: físico e ambiental, socioeconômica, infraestrutural e climática. A Subprefeitura da Sé foi escolhida como estudo de caso por ser um ponto nodal do transporte público, registrar o maior número de alagamentos nos últimos dezoito anos e apresentar alta verticalização e impermeabilização do solo. Para compreender essa complexidade, foi desenvolvido o Índice de Suscetibilidade a Alagamentos (ISA), metodologia que integra dados georreferenciados para identificar áreas vulneráveis e subsidiar diretrizes projetuais urbanas adaptadas. A pesquisa analisou três cenários: o cenário atual, que representa a condição presente da cidade e demonstra que a infraestrutura existente não é suficiente para mitigar os alagamentos; o cenário tendencial, que projeta um aumento de 20% na precipitação até 2035 e evidencia um agravamento da vulnerabilidade urbana, com mais áreas migrando para classes de alta suscetibilidade; e o cenário induzido, que simulou um aumento de 50% na permeabilidade do solo, mostrando redução da vulnerabilidade em algumas regiões, mas sem eliminar completamente os pontos críticos. A análise evidenciou que os alagamentos resultam da interação entre essas variáveis, reforçando a necessidade de um planejamento urbano integrado e de estratégias de resiliência climática. Além de fornecer uma abordagem quantitativa e replicável para a mitigação de alagamentos, esta pesquisa contribui para a formulação de diretrizes baseadas em dados geoespaciais, promovendo estratégias integradas para reduzir a vulnerabilidade urbana e aumentar a capacidade adaptativa da cidade frente às mudanças climáticas.The recurrence of urban flooding in São Paulo represents a complex challenge, impacting mobility, infrastructure, the economy, and overall quality of life. Traditionally, the relationship between precipitation, urban drainage, and soil impermeabilization is identified as the primary cause of these events. However, this research demonstrates that flood susceptibility is influenced by multiple factors: physical and environmental, socioeconomic, infrastructural, and climatic. The Sé Subprefecture was chosen as a case study due to its role as a transportation hub, its record as the area with the highest number of flood events in the past eighteen years, and its high level of verticalization and impermeabilization. To analyze this complexity, the Flood Susceptibility Index (ISA) was developed as a methodology that integrates georeferenced data to identify vulnerable areas and support adapted urban planning strategies. The research analyzed three scenarios: the current scenario, which represents the present conditions of the city and demonstrates that the existing infrastructure is insufficient to mitigate flooding; the tendential scenario, which projects a 20% increase in precipitation by 2035 and highlights a worsening of urban vulnerability, with more areas shifting into high susceptibility classes; and the induced scenario, which simulated a 50% increase in soil permeability, reducing vulnerability in some areas but failing to eliminate critical flood-prone points. The analysis revealed that flooding results from the interaction of these variables, reinforcing the need for integrated urban planning and climate resilience strategies. In addition to providing a quantitative and replicable approach to flood mitigation, this research contributes to the formulation of guidelines based on geospatial data, promoting integrated strategies to reduce urban vulnerability and enhance the city\'s adaptive capacity to climate change.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRoméro, Marcelo de AndradeIsaac, Solimar Mendes2025-05-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16132/tde-10072025-104631/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-15T19:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-10072025-104631Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-15T19:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A recorrência dos alagamentos em São Paulo representa um problema urbano complexo, impactando a mobilidade, infraestrutura, economia e qualidade de vida da população. Tradicionalmente, a relação entre precipitação, drenagem urbana e impermeabilização do solo é apontada como a principal causa desses eventos. No entanto, esta pesquisa demonstra que a suscetibilidade a alagamentos é influenciada por múltiplos fatores: físico e ambiental, socioeconômica, infraestrutural e climática. A Subprefeitura da Sé foi escolhida como estudo de caso por ser um ponto nodal do transporte público, registrar o maior número de alagamentos nos últimos dezoito anos e apresentar alta verticalização e impermeabilização do solo. Para compreender essa complexidade, foi desenvolvido o Índice de Suscetibilidade a Alagamentos (ISA), metodologia que integra dados georreferenciados para identificar áreas vulneráveis e subsidiar diretrizes projetuais urbanas adaptadas. A pesquisa analisou três cenários: o cenário atual, que representa a condição presente da cidade e demonstra que a infraestrutura existente não é suficiente para mitigar os alagamentos; o cenário tendencial, que projeta um aumento de 20% na precipitação até 2035 e evidencia um agravamento da vulnerabilidade urbana, com mais áreas migrando para classes de alta suscetibilidade; e o cenário induzido, que simulou um aumento de 50% na permeabilidade do solo, mostrando redução da vulnerabilidade em algumas regiões, mas sem eliminar completamente os pontos críticos. A análise evidenciou que os alagamentos resultam da interação entre essas variáveis, reforçando a necessidade de um planejamento urbano integrado e de estratégias de resiliência climática. Além de fornecer uma abordagem quantitativa e replicável para a mitigação de alagamentos, esta pesquisa contribui para a formulação de diretrizes baseadas em dados geoespaciais, promovendo estratégias integradas para reduzir a vulnerabilidade urbana e aumentar a capacidade adaptativa da cidade frente às mudanças climáticas. |
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