Poderes executórios do árbitro
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-12062024-093407/ |
Resumo: | A tese defende que, à exceção do uso da força, monopolizado pelo Estado por opção legislativa, e respeitados os limites da convenção de arbitragem, detém o árbitro todos os poderes executórios do juiz estatal. Consequentemente, entende-se, por poder executório do árbitro, a atividade cognitiva realizada sobre a atuação prática do direito, bem como qualquer provimento jurisdicional do árbitro capaz de atingir o resultado prático desejado independentemente de atos de invasão da esfera patrimonial do devedor. Nesse contexto, a tese tem essencialmente quatro finalidades. A primeira é identificar e enfrentar os bolorentos dogmas, enraizados na cultura arbitral nacional e internacional, responsáveis pela indiferença em relação aos poderes executórios do árbitro. A segunda é destacar que o uso da força física, ao menos em termos conceituais, é uma eventualidade, e, por isso, os poderes que dela não dependem são inegavelmente a maioria, com a consequente sistematização dos poderes executórios do árbitro à luz da teoria geral do processo. A terceira é demonstrar que as partes podem promover um processo arbitral de resultados, sem a necessidade de qualquer alteração legislativa, através da utilização de garantias autoexecutáveis, de disruptivas tecnologias e de convenção processual para a manutenção da jurisdição arbitral no cumprimento de sentença. A quarta, por fim, é propor alternativas consensuais para manter a jurisdição arbitral no cumprimento de sentença, no intuito de superar os obstáculos operacionais à correta divisão de competências entre o árbitro e o juiz estatal, sob a premissa de que o efetivo exercício dos poderes executórios do árbitro é a nova fronteira da arbitragem. |
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Poderes executórios do árbitroThe enforcement powers of arbitratorsArbitragemArbitragem internacionalArbitrationCivil enforcementComparative lawDireito comparadoEnforcement powers of the arbitratorExecução civilInternational arbitrationPoderes executório do árbitroA tese defende que, à exceção do uso da força, monopolizado pelo Estado por opção legislativa, e respeitados os limites da convenção de arbitragem, detém o árbitro todos os poderes executórios do juiz estatal. Consequentemente, entende-se, por poder executório do árbitro, a atividade cognitiva realizada sobre a atuação prática do direito, bem como qualquer provimento jurisdicional do árbitro capaz de atingir o resultado prático desejado independentemente de atos de invasão da esfera patrimonial do devedor. Nesse contexto, a tese tem essencialmente quatro finalidades. A primeira é identificar e enfrentar os bolorentos dogmas, enraizados na cultura arbitral nacional e internacional, responsáveis pela indiferença em relação aos poderes executórios do árbitro. A segunda é destacar que o uso da força física, ao menos em termos conceituais, é uma eventualidade, e, por isso, os poderes que dela não dependem são inegavelmente a maioria, com a consequente sistematização dos poderes executórios do árbitro à luz da teoria geral do processo. A terceira é demonstrar que as partes podem promover um processo arbitral de resultados, sem a necessidade de qualquer alteração legislativa, através da utilização de garantias autoexecutáveis, de disruptivas tecnologias e de convenção processual para a manutenção da jurisdição arbitral no cumprimento de sentença. A quarta, por fim, é propor alternativas consensuais para manter a jurisdição arbitral no cumprimento de sentença, no intuito de superar os obstáculos operacionais à correta divisão de competências entre o árbitro e o juiz estatal, sob a premissa de que o efetivo exercício dos poderes executórios do árbitro é a nova fronteira da arbitragem.The thesis argues that, within the limits of the arbitral clause, arbitrators have all the powers of enforcement that are available to state judges, except for the coercive measures that are within the exclusive remit of the State, in accordance with the applicable legislation. The enforcement powers of arbitrators can, consequently, be said to encompass decision making (the exercise of cognition) regarding the matters to be resolved during enforcement proceedings and the issuing by an arbitrator of legal measures capable of achieving the desired outcome without using the State force. With context, this thesis has essentially four aims. The first is to identify and challenge the somewhat timeworn dogma that are deeply rooted in Brazilian and international arbitration culture, which are responsible for the general indifference that prevails as to the enforcement powers of arbitrators. The second is to emphasize the fact that the use of coercion, at least in theory, is exceptional rather than being the rule, therefore, it is undoubtedly the case that most enforcement measures do not involve the use of State force and the thesis will systematize them. The third aim is to demonstrate that the parties themselves can take steps to promote a full efficient arbitration proceeding, without there being any need to change the law. This can be achieved throughout automatically enforceable guarantees, recourse to disruptive technologies and via agreements between the parties to maintain the arbitral jurisdiction during the awards enforcement stage. The fourth and final aim is to propose alternative consensual measures that may be relied upon to overcome the barriers to correct apportionment of competences between arbitrators and state judges during the enforcement proceedings, based on the premise that effective exercise of enforcement powers by arbitrators is a new frontier in arbitration.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPYarshell, Flávio LuizMiranda, Daniel Chacur de2024-03-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2137/tde-12062024-093407/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-01T14:12:02Zoai:teses.usp.br:tde-12062024-093407Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-01T14:12:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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