Por uma história dos primeiros catálogos da Bienal de São Paulo (1951-1969)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Falasco, Rafael de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/93/93131/tde-28042025-122851/
Resumo: A Bienal de São Paulo foi inaugurada em 1951 como uma exposição de arte que trazia delegações de diferentes países do mundo ansiosas para apresentar ao público do Brasil aquilo que havia de mais atual nas produções artísticas nacionais. Preparados durante a montagem da exposição e lançados ao longo dos eventos de abertura, seus catálogos registravam as listas de obras exibidas, acompanhadas de textos críticos de apresentação e reproduções de imagens. A presente pesquisa tem como objetivo analisar os catálogos das dez primeiras edições da Bienal, publicados entre 1951 e 1969, período caracterizado pela transição da organização do evento do Museu de Arte Moderna de São Paulo para a Fundação Bienal de São Paulo, e pela transformação da própria exposição que buscava se consolidar no sistema expositivo da época e se adaptar à passagem da arte moderna para a arte contemporânea. Apesar de sua presença constante nas exposições em geral, a bibliografia dedicada aos catálogos de arte segue ainda marcada pela escassez de estudos aprofundados sobre sua própria história, o que justifica a escolha do tema. A metodologia baseou-se em uma abordagem serial do conjunto com o objetivo de compreender o funcionamento interno das publicações, evidenciar as nuances existentes em cada uma delas e catalogá-las, o que acabou por alterar a própria estrutura da tese, que se materializou no formato de um metacatálogo. Buscou-se, assim, revelar e identificar padrões e rupturas, elementos de legitimação da própria Bienal e problemáticas relacionadas a uma publicação que registra um evento que ainda não aconteceu, posto que as edições acontecem em paralelo e não depois da própria exposição. O resultado dessa tese aponta para uma história da Bienal de São Paulo contada do ponto de vista de seus catálogos
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