Mulheres e moradia: as invisibilidades de gênero e interseccionais das necessidades habitacionais em São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Batista, Samira Rodrigues de Araujo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16139/tde-20012025-132100/
Resumo: A diferença entre gêneros está enraizada em nossa sociedade e suas consequências são refletidas em diversos campos. Na questão habitacional é evidente a forte relação das mulheres com a moradia, tanto na luta quanto na dificuldade de acesso, segundo dados de 2019 da FJP, as mulheres representam 64% dos chefes de família que estão em déficit habitacional na RMSP e a visível atuação das mulheres na luta por moradia, nos coloca a questão neste estudo do porquê as mulheres ainda hoje têm maior dificuldade de acesso a moradia, apesar das conquistas feministas? Para analisar e debater essa questão, o estudo se baseia nos dados quantitativos elaborados pela Fundação João Pinheiros desde 1995 das necessidades habitacionais no Brasil e traz dados qualitativos através de pesquisas semiestruturadas sobre as trajetórias de vida e a relação com a moradia realizadas com moradoras da Ocupação Conselheiro Carrão localizada no centro de São Paulo. Com base nos dados levantados, o trabalho traz referências bibliográficas pra trabalhar 5 temas elencados como principais nessa análise: a transitoriedade permanente (de gênero), a coabitação do cuidado, o endividamento feminino e o ônus excessivo com aluguel, a luta e os espaços generificados de resistência e pôr fim a habitação como estruturação das vidas.
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