Competição entre os mecanismos de amolecimento e endurecimento de aços experimentais resistentes ao fogo microligados ao nióbio e boro com aplicações estruturais.
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-26022026-092058/ |
Resumo: | Elementos estruturais metálicos facilitam a construção de edifícios mais altos, com melhor aproveitamento do espaço interno em comparação às estruturas de concreto armado. No entanto, os aços estruturais convencionais utilizados na construção civil requerem revestimentos de proteção passiva contra incêndio, o que eleva os custos do projeto e prolonga o tempo de construção. No contexto global da segurança contra incêndio em estruturas de aço, soluções metalúrgicas vêm sendo exploradas como alternativas aos sistemas tradicionais de proteção arquitetônica. Dentre essas soluções, os aços resistentes ao fogo oferecem o benefício duplo de preservar as vantagens estruturais inerentes ao aço, ao mesmo tempo em que aumentam a estabilidade térmica. Apesar disso, a ampla adoção desses aços resistentes ao fogo no mercado brasileiro é limitada, principalmente devido aos altos custos de produção associados às elevadas concentrações de molibdênio (Mo) e vanádio (V). Este estudo tem como objetivo investigar os mecanismos de amolecimento e de endurecimento em aços experimentais resistentes ao fogo, microligados com nióbio (Nb) e boro (B), processados por laminação controlada sob diferentes condições de resfriamento. As respostas mecânicas e microestruturais dessas ligas foram comparadas com as de aços comerciais resistentes ao fogo e aços experimentais descritos na literatura. Os resultados demonstram que taxas de resfriamento mais lentas promovem a transformação em ferrita e a precipitação de carbonetos (Nb,Ti)C, favorecendo o desenvolvimento de uma microestrutura de fases de equilíbrio. A adição de 28 ppm de boro mostrou-se suficiente para aumentar a resistência ao fogo dos aços microligados com nióbio processados por laminação termocontrolada com resfriamento lento. O boro induziu a formação de bainita superior sob altas taxas de resfriamento. Além disso, o boro segregou-se nas interfaces dos precipitados de (Nb,Ti)C, dificultando a cinética de crescimento desses precipitados e contribuindo para a manutenção de altos valores de limite de escoamento durante simulações de exposição ao fogo. As ligas enriquecidas com boro apresentaram retenção do limite de escoamento a 600 °C superior a 66% do valor à temperatura ambiente, conforme os parâmetros de referência estabelecidos na literatura. Esses resultados destacam a eficácia do boro, nióbio e titânio como elementos de liga no desenvolvimento de aços resistentes ao fogo com alto desempenho e custo reduzido. O principal mecanismo de amolecimento observado foi a recristalização dinâmica, cuja cinética foi significativamente suprimida em condições de resfriamento lento, devido à interação das fronteiras de grão com carbonetos nanométricos de Nb e Ti. O estudo ressalta o papel fundamental da engenharia microestrutural e do processamento termomecânico otimizado no avanço da tecnologia de aços resistentes a altas temperaturas. |
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Competição entre os mecanismos de amolecimento e endurecimento de aços experimentais resistentes ao fogo microligados ao nióbio e boro com aplicações estruturais.Competition between softening and strengthening mechanisms in experimental fire-resistant steels microalloyed with niobium and boron for structural applications.Aços resistêntes ao incêndioCreepEfeito autocuraFire-resistant steelsMicrostructurePrecipitaçãoRecoveryRecristalizaçãoRecrystallizationRecuperaçãoElementos estruturais metálicos facilitam a construção de edifícios mais altos, com melhor aproveitamento do espaço interno em comparação às estruturas de concreto armado. No entanto, os aços estruturais convencionais utilizados na construção civil requerem revestimentos de proteção passiva contra incêndio, o que eleva os custos do projeto e prolonga o tempo de construção. No contexto global da segurança contra incêndio em estruturas de aço, soluções metalúrgicas vêm sendo exploradas como alternativas aos sistemas tradicionais de proteção arquitetônica. Dentre essas soluções, os aços resistentes ao fogo oferecem o benefício duplo de preservar as vantagens estruturais inerentes ao aço, ao mesmo tempo em que aumentam a estabilidade térmica. Apesar disso, a ampla adoção desses aços resistentes ao fogo no mercado brasileiro é limitada, principalmente devido aos altos custos de produção associados às elevadas concentrações de molibdênio (Mo) e vanádio (V). Este estudo tem como objetivo investigar os mecanismos de amolecimento e de endurecimento em aços experimentais resistentes ao fogo, microligados com nióbio (Nb) e boro (B), processados por laminação controlada sob diferentes condições de resfriamento. As respostas mecânicas e microestruturais dessas ligas foram comparadas com as de aços comerciais resistentes ao fogo e aços experimentais descritos na literatura. Os resultados demonstram que taxas de resfriamento mais lentas promovem a transformação em ferrita e a precipitação de carbonetos (Nb,Ti)C, favorecendo o desenvolvimento de uma microestrutura de fases de equilíbrio. A adição de 28 ppm de boro mostrou-se suficiente para aumentar a resistência ao fogo dos aços microligados com nióbio processados por laminação termocontrolada com resfriamento lento. O boro induziu a formação de bainita superior sob altas taxas de resfriamento. Além disso, o boro segregou-se nas interfaces dos precipitados de (Nb,Ti)C, dificultando a cinética de crescimento desses precipitados e contribuindo para a manutenção de altos valores de limite de escoamento durante simulações de exposição ao fogo. As ligas enriquecidas com boro apresentaram retenção do limite de escoamento a 600 °C superior a 66% do valor à temperatura ambiente, conforme os parâmetros de referência estabelecidos na literatura. Esses resultados destacam a eficácia do boro, nióbio e titânio como elementos de liga no desenvolvimento de aços resistentes ao fogo com alto desempenho e custo reduzido. O principal mecanismo de amolecimento observado foi a recristalização dinâmica, cuja cinética foi significativamente suprimida em condições de resfriamento lento, devido à interação das fronteiras de grão com carbonetos nanométricos de Nb e Ti. O estudo ressalta o papel fundamental da engenharia microestrutural e do processamento termomecânico otimizado no avanço da tecnologia de aços resistentes a altas temperaturas.Metallic structural elements facilitate the construction of taller buildings with better internal space utilization compared to reinforced concrete structures. However, conventional structural steels used in civil construction require passive fire protection coatings, which increases project costs and prolongs construction time. Within the global context of fire safety for steel structures, metallurgical solutions are being explored as alternatives to traditional architectural fire protection systems. Among these solutions, fire-resistant steels offer the dual benefit of preserving the inherent structural advantages of steel while enhancing thermal stability. Despite this, the widespread adoption of these fire-resistant steels in the Brazilian market is limited, primarily due to high production costs associated with elevated concentrations of molybdenum (Mo) and vanadium (V). This study aims to investigate the softening and hardening mechanisms in experimental fire-resistant steels, microalloyed with niobium (Nb) and boron (B), processed by controlled rolling under different cooling conditions. The mechanical responses and microstructural responses of these alloys were compared to those of commercial fire-resistant steels and experimental steels described in the literature. The results demonstrate that slower cooling rates promote ferrite transformation and the precipitation of (Nb,Ti)C carbides, favoring the development of an equilibrium phase microstructure. The addition of 28 ppm boron proved sufficient to increase the fire resistance of niobium-microalloyed steels processed by thermomechanically controlled processing (TMCP) with slow cooling. Boron induced the formation of upper bainite under high cooling rates. Furthermore, boron segregated at the interfaces of (Nb,Ti)C precipitates, hindering the growth kinetics of these precipitates and contributing to the maintenance of high yield strength values during simulated fire exposure. The boron-enriched alloys exhibited yield strength retention at 600 °C exceeding 66% of the room-temperature value, according to reference parameters established in the literature. These results highlight the efficacy of boron, niobium, and titanium as alloying elements in the development of high-performance, reduced-cost fire-resistant steels. The primary softening mechanism observed was dynamic recrystallization, whose kinetics were significantly suppressed under slow cooling conditions due to grain boundary interactions with nanometric Nb and Ti carbides. The study underscores the fundamental role of microstructural engineering and optimized thermomechanical processing in advancing high-temperature resistant steel technology.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTschiptschin, Andre PauloFerreira, Andrei Marx2025-12-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-26022026-092058/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-26T12:34:02Zoai:teses.usp.br:tde-26022026-092058Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-26T12:34:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Elementos estruturais metálicos facilitam a construção de edifícios mais altos, com melhor aproveitamento do espaço interno em comparação às estruturas de concreto armado. No entanto, os aços estruturais convencionais utilizados na construção civil requerem revestimentos de proteção passiva contra incêndio, o que eleva os custos do projeto e prolonga o tempo de construção. No contexto global da segurança contra incêndio em estruturas de aço, soluções metalúrgicas vêm sendo exploradas como alternativas aos sistemas tradicionais de proteção arquitetônica. Dentre essas soluções, os aços resistentes ao fogo oferecem o benefício duplo de preservar as vantagens estruturais inerentes ao aço, ao mesmo tempo em que aumentam a estabilidade térmica. Apesar disso, a ampla adoção desses aços resistentes ao fogo no mercado brasileiro é limitada, principalmente devido aos altos custos de produção associados às elevadas concentrações de molibdênio (Mo) e vanádio (V). Este estudo tem como objetivo investigar os mecanismos de amolecimento e de endurecimento em aços experimentais resistentes ao fogo, microligados com nióbio (Nb) e boro (B), processados por laminação controlada sob diferentes condições de resfriamento. As respostas mecânicas e microestruturais dessas ligas foram comparadas com as de aços comerciais resistentes ao fogo e aços experimentais descritos na literatura. Os resultados demonstram que taxas de resfriamento mais lentas promovem a transformação em ferrita e a precipitação de carbonetos (Nb,Ti)C, favorecendo o desenvolvimento de uma microestrutura de fases de equilíbrio. A adição de 28 ppm de boro mostrou-se suficiente para aumentar a resistência ao fogo dos aços microligados com nióbio processados por laminação termocontrolada com resfriamento lento. O boro induziu a formação de bainita superior sob altas taxas de resfriamento. Além disso, o boro segregou-se nas interfaces dos precipitados de (Nb,Ti)C, dificultando a cinética de crescimento desses precipitados e contribuindo para a manutenção de altos valores de limite de escoamento durante simulações de exposição ao fogo. As ligas enriquecidas com boro apresentaram retenção do limite de escoamento a 600 °C superior a 66% do valor à temperatura ambiente, conforme os parâmetros de referência estabelecidos na literatura. Esses resultados destacam a eficácia do boro, nióbio e titânio como elementos de liga no desenvolvimento de aços resistentes ao fogo com alto desempenho e custo reduzido. O principal mecanismo de amolecimento observado foi a recristalização dinâmica, cuja cinética foi significativamente suprimida em condições de resfriamento lento, devido à interação das fronteiras de grão com carbonetos nanométricos de Nb e Ti. O estudo ressalta o papel fundamental da engenharia microestrutural e do processamento termomecânico otimizado no avanço da tecnologia de aços resistentes a altas temperaturas. |
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