Muheres editoras independentes e as edições de si
| Ano de defesa: | 2022 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens Brasil CEFET-MG |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1470 |
Resumo: | Na presente tese, adotamos uma perspectiva discursiva na análise de i) entrevistas semiestruturadas de três mulheres-editoras-independentes: Constanza Brunet (Argentina), Isabelle Pivert (França) e Ivana Jinkings (Brasil) e de ii) três catálogos editoriais das editoras Marea Editorial (Argentina), Éditions du Sextant (França) e Boitempo Editorial (Brasil). O desdobramento desta tese vem a partir da pergunta: o que essas mulheres-editoras-independentes projetam de si, no sentido privado/público, por meio de seus dizeres e do catálogo editorial? Acreditamos, a priori, que os catálogos são uma das facetas, uma “edição de si”, por meio de um ethos institucional, da “extimidade” (validação de si), daquilo que as mulheres-editoras-independentes editam de si mesmas a partir de suas narrativas de vida, de seus biografemas. O objetivo desta tese é identificar, por meio das entrevistas semiestruturadas e do catálogo editorial, como essa “edição de si” se manifesta em uma perspectiva discursiva e editorial. Discursiva, tendo em vista as marcas enunciativas dos biografemas, da heterogeneidade, dos marcadores de subjetividades, do ethos, da “extimidade” e da memória discursiva. Editorialmente, analisando seus catálogos. Dessa forma, relacionamos as entrevistas semiestruturadas e os catálogos editoriais a essa “edição de si”. No movimento de escolha e justificativa para o corpus desta pesquisa, perpassado pelo parâmetro de interculturalidade, estabelecemos o critério de serem “mulheres-editoras-independentes”, criadoras de suas próprias casas editoriais e com uma temática política progressista em seus empreendimentos. Nossos corpora foram construídos a partir de tentativas de não mais invisibilizar essas mulheres no cenário editorial e nos debruçarmos ainda mais sobre o que elas podem dizer em uma perspectiva discursiva e editorial. Mais além, trouxemos como gesto decolonial ao utilizar entrevistas semiestruturadas, principalmente para se repensar outras demandas em uma perspectiva discursiva, com vistas a abranger seus sujeitos múltiplos e repensar urgências contemporâneas. Acreditamos que o sintagma “edição de si” acompanha essa incompletude nos diversos sentidos discursivos e, sobretudo, editoriais, já que não há um catálogo pronto, há tentativas de um percurso e de livros a serem feitos, de edições constantes e inacabadas – de si, da casa editorial, de ambas. Nessa “personificação” entre projeções, essa “edição de si” é conceito “guarda-chuva” para ancorar um processo que evidencia uma incompletude do ser e da instituição. Descrever e analisar o catálogo como uma narrativa discursiva é uma das formas de narrar, dessa “edição de si”, como lugar de se fazer significar e de se avaliar. Apesar das contradições, ambiguidades, ambivalências e dicotomias pertencentes ao campo editorial, “editar” é ferramenta de resistência, “editar a si”, “editar o mundo” são potências para reexistir. Editar livros, principalmente em uma perspectiva decolonial independente, como um lugar a se chegar, é possibilitar a extensão da memória, da imaginação, é propor a bibliodiversidade a uma sociedade. |
| id |
CEFETMG_4dadd754fd36129bc2e62c9573678039 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.cefetmg.br:123456789/1470 |
| network_acronym_str |
CEFETMG |
| network_name_str |
Repositório Institucional do CEFET-MG |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Muheres editoras independentes e as edições de siEditores e edição - MulheresEntrevistasCatálogos de editoresNa presente tese, adotamos uma perspectiva discursiva na análise de i) entrevistas semiestruturadas de três mulheres-editoras-independentes: Constanza Brunet (Argentina), Isabelle Pivert (França) e Ivana Jinkings (Brasil) e de ii) três catálogos editoriais das editoras Marea Editorial (Argentina), Éditions du Sextant (França) e Boitempo Editorial (Brasil). O desdobramento desta tese vem a partir da pergunta: o que essas mulheres-editoras-independentes projetam de si, no sentido privado/público, por meio de seus dizeres e do catálogo editorial? Acreditamos, a priori, que os catálogos são uma das facetas, uma “edição de si”, por meio de um ethos institucional, da “extimidade” (validação de si), daquilo que as mulheres-editoras-independentes editam de si mesmas a partir de suas narrativas de vida, de seus biografemas. O objetivo desta tese é identificar, por meio das entrevistas semiestruturadas e do catálogo editorial, como essa “edição de si” se manifesta em uma perspectiva discursiva e editorial. Discursiva, tendo em vista as marcas enunciativas dos biografemas, da heterogeneidade, dos marcadores de subjetividades, do ethos, da “extimidade” e da memória discursiva. Editorialmente, analisando seus catálogos. Dessa forma, relacionamos as entrevistas semiestruturadas e os catálogos editoriais a essa “edição de si”. No movimento de escolha e justificativa para o corpus desta pesquisa, perpassado pelo parâmetro de interculturalidade, estabelecemos o critério de serem “mulheres-editoras-independentes”, criadoras de suas próprias casas editoriais e com uma temática política progressista em seus empreendimentos. Nossos corpora foram construídos a partir de tentativas de não mais invisibilizar essas mulheres no cenário editorial e nos debruçarmos ainda mais sobre o que elas podem dizer em uma perspectiva discursiva e editorial. Mais além, trouxemos como gesto decolonial ao utilizar entrevistas semiestruturadas, principalmente para se repensar outras demandas em uma perspectiva discursiva, com vistas a abranger seus sujeitos múltiplos e repensar urgências contemporâneas. Acreditamos que o sintagma “edição de si” acompanha essa incompletude nos diversos sentidos discursivos e, sobretudo, editoriais, já que não há um catálogo pronto, há tentativas de um percurso e de livros a serem feitos, de edições constantes e inacabadas – de si, da casa editorial, de ambas. Nessa “personificação” entre projeções, essa “edição de si” é conceito “guarda-chuva” para ancorar um processo que evidencia uma incompletude do ser e da instituição. Descrever e analisar o catálogo como uma narrativa discursiva é uma das formas de narrar, dessa “edição de si”, como lugar de se fazer significar e de se avaliar. Apesar das contradições, ambiguidades, ambivalências e dicotomias pertencentes ao campo editorial, “editar” é ferramenta de resistência, “editar a si”, “editar o mundo” são potências para reexistir. Editar livros, principalmente em uma perspectiva decolonial independente, como um lugar a se chegar, é possibilitar a extensão da memória, da imaginação, é propor a bibliodiversidade a uma sociedade.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)In this thesis, we adopt a discursive perspective in the analysis of i) semi-structured interviews with three independent-women-editors: Constanza Brunet (Argentina), Isabelle Pivert (France) and Ivana Jinkings (Brazil) and ii) three editorial catalogs of the publishing houses Marea Editorial (Argentina), Éditions du Sextant (France) and Boitempo Editorial (Brazil). The unfolding of this thesis comes from the following question: what do these independent-women-editors project about themselves, in the private/public sense, through their sayings and their editorial catalog? We believe, a priori, that catalogs are one of the facets, an “editing of the self”, through an institutional ethos, of “extimacy” (self-validation), of what independent-women-editors edit about themselves through their life narratives, their biographemes. The objective of this thesis is to identify, through semi-structured interviews and the editorial catalog, how this “editing of the self” appears in a discursive and editorial perspective. Discursive, considering the enunciative marks of biographemes, heterogeneity, subjectivity, ethos, “extimacy” and discursive memory. Editorial, by analyzing their catalogues. In this way, we relate semi-structured interviews and editorial catalogs to this “editing of the self”. In the movement of choice and justification for the corpus of this research, permeated by the parameter of interculturality, we established the criterion of being “independent-women-editors”, creators of their own publishing houses and with a progressive political theme in their endeavors. Our corpora were built from attempts to no longer make these women invisible in the editorial scenario and to focus even more on what they can say from a discursive and editorial perspective. Further, we used semi-structured interviews as a decolonial gesture, mainly to rethink other demands in a discursive perspective, with a view to encompassing its multiple subjects and rethinking contemporary urgencies. We believe that the syntagma “editing of the self” accompanies this incompleteness in various discursive and, above all, editorial senses, since there is no finished catalog, but attempts to have a path and books to be made, of constant and unfinished editions – both of the self and the publishing house. In this “personification” among projections, this “editing of the self” is an “umbrella” concept to anchor a process that shows an incompleteness of the being and of the institution. Describing and analyzing the catalog as a discursive narrative is one of the ways of narrating about this “editing of the self” as a place for make signification and evaluation of the self. Despite the contradictions, ambiguities, ambivalences, and dichotomies belonging to the editorial field, “editing” is a tool of resistance, “editing the self”, “editing the world” are powers to re-exist. Editing books, mainly in an independent decolonial perspective, as a place to reach, means enabling the extension of memory, imagination, means proposing bibliodiversity to a society.Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas GeraisPrograma de Pós-Graduação em Estudos de LinguagensBrasilCEFET-MGSilva, Giani Davidhttp://lattes.cnpq.br/8863282319980625http://lattes.cnpq.br/1164316347490997Paveau, Marie-AnneSzpilbarg, DanielaOliveira, Alice BicalhoCosta, Júlia LourençoCestari, Mariana JafetLessa, Cláudio HumbertoGomes, Letícia Santana2025-05-15T12:51:56Z2022-12-202025-05-15T12:51:56Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1470porreponame:Repositório Institucional do CEFET-MGinstname:Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)instacron:CEFETinfo:eu-repo/semantics/openAccess2025-05-15T18:00:42Zoai:repositorio.cefetmg.br:123456789/1470Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.cefetmg.br/server/oai/requestrepositorio@cefetmg.bropendoar:2025-05-15T18:00:42Repositório Institucional do CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Muheres editoras independentes e as edições de si |
| title |
Muheres editoras independentes e as edições de si |
| spellingShingle |
Muheres editoras independentes e as edições de si Gomes, Letícia Santana Editores e edição - Mulheres Entrevistas Catálogos de editores |
| title_short |
Muheres editoras independentes e as edições de si |
| title_full |
Muheres editoras independentes e as edições de si |
| title_fullStr |
Muheres editoras independentes e as edições de si |
| title_full_unstemmed |
Muheres editoras independentes e as edições de si |
| title_sort |
Muheres editoras independentes e as edições de si |
| author |
Gomes, Letícia Santana |
| author_facet |
Gomes, Letícia Santana |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Silva, Giani David http://lattes.cnpq.br/8863282319980625 http://lattes.cnpq.br/1164316347490997 Paveau, Marie-Anne Szpilbarg, Daniela Oliveira, Alice Bicalho Costa, Júlia Lourenço Cestari, Mariana Jafet Lessa, Cláudio Humberto |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Gomes, Letícia Santana |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Editores e edição - Mulheres Entrevistas Catálogos de editores |
| topic |
Editores e edição - Mulheres Entrevistas Catálogos de editores |
| description |
Na presente tese, adotamos uma perspectiva discursiva na análise de i) entrevistas semiestruturadas de três mulheres-editoras-independentes: Constanza Brunet (Argentina), Isabelle Pivert (França) e Ivana Jinkings (Brasil) e de ii) três catálogos editoriais das editoras Marea Editorial (Argentina), Éditions du Sextant (França) e Boitempo Editorial (Brasil). O desdobramento desta tese vem a partir da pergunta: o que essas mulheres-editoras-independentes projetam de si, no sentido privado/público, por meio de seus dizeres e do catálogo editorial? Acreditamos, a priori, que os catálogos são uma das facetas, uma “edição de si”, por meio de um ethos institucional, da “extimidade” (validação de si), daquilo que as mulheres-editoras-independentes editam de si mesmas a partir de suas narrativas de vida, de seus biografemas. O objetivo desta tese é identificar, por meio das entrevistas semiestruturadas e do catálogo editorial, como essa “edição de si” se manifesta em uma perspectiva discursiva e editorial. Discursiva, tendo em vista as marcas enunciativas dos biografemas, da heterogeneidade, dos marcadores de subjetividades, do ethos, da “extimidade” e da memória discursiva. Editorialmente, analisando seus catálogos. Dessa forma, relacionamos as entrevistas semiestruturadas e os catálogos editoriais a essa “edição de si”. No movimento de escolha e justificativa para o corpus desta pesquisa, perpassado pelo parâmetro de interculturalidade, estabelecemos o critério de serem “mulheres-editoras-independentes”, criadoras de suas próprias casas editoriais e com uma temática política progressista em seus empreendimentos. Nossos corpora foram construídos a partir de tentativas de não mais invisibilizar essas mulheres no cenário editorial e nos debruçarmos ainda mais sobre o que elas podem dizer em uma perspectiva discursiva e editorial. Mais além, trouxemos como gesto decolonial ao utilizar entrevistas semiestruturadas, principalmente para se repensar outras demandas em uma perspectiva discursiva, com vistas a abranger seus sujeitos múltiplos e repensar urgências contemporâneas. Acreditamos que o sintagma “edição de si” acompanha essa incompletude nos diversos sentidos discursivos e, sobretudo, editoriais, já que não há um catálogo pronto, há tentativas de um percurso e de livros a serem feitos, de edições constantes e inacabadas – de si, da casa editorial, de ambas. Nessa “personificação” entre projeções, essa “edição de si” é conceito “guarda-chuva” para ancorar um processo que evidencia uma incompletude do ser e da instituição. Descrever e analisar o catálogo como uma narrativa discursiva é uma das formas de narrar, dessa “edição de si”, como lugar de se fazer significar e de se avaliar. Apesar das contradições, ambiguidades, ambivalências e dicotomias pertencentes ao campo editorial, “editar” é ferramenta de resistência, “editar a si”, “editar o mundo” são potências para reexistir. Editar livros, principalmente em uma perspectiva decolonial independente, como um lugar a se chegar, é possibilitar a extensão da memória, da imaginação, é propor a bibliodiversidade a uma sociedade. |
| publishDate |
2022 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2022-12-20 2025-05-15T12:51:56Z 2025-05-15T12:51:56Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1470 |
| url |
https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1470 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens Brasil CEFET-MG |
| publisher.none.fl_str_mv |
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens Brasil CEFET-MG |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional do CEFET-MG instname:Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) instacron:CEFET |
| instname_str |
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) |
| instacron_str |
CEFET |
| institution |
CEFET |
| reponame_str |
Repositório Institucional do CEFET-MG |
| collection |
Repositório Institucional do CEFET-MG |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional do CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) |
| repository.mail.fl_str_mv |
repositorio@cefetmg.br |
| _version_ |
1844153915070742528 |