Avaliação do rejeito de minério de ferro como material cimentício suplementar
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Materiais Brasil CEFET-MG |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1175 |
Resumo: | O presente trabalho avaliou a possibilidade do uso de um rejeito de minério de ferro como material cimentício suplementar para substituição parcial do cimento Portland. O rejeito de minério de ferro foi processado por calcinação (500 e 750°C) e moagem (rejeitos in natura e 500°C). Para a caracterização foi realizada análise visual, microscopia eletrônica de varredura (MEV), granulometria a laser, difração de raios X (DRX), fluorescência de raios X, análise termogravimétrica (TGA). Os rejeitos de minério de ferro in natura e calcinados tiveram sua pozolanicidade avaliada por meio do método de Luxan. Após a caracterização, os rejeitos foram utilizados na confecção de corpos de prova de argamassa com 10, 20 e 30% de substituição em peso do cimento Portland. Os compósitos foram submetidos a ensaio de compressão, com idades de 3, 7, 28 e 91 dias, ensaio de tração na flexão, com idades de 28 e 91 dias, e ensaios de absorção de água e ataque com ácido sulfúrico, com idades de 28 dias. O rejeito de minério de ferro é composto basicamente pelos minerais hematita, goethita, quartzo e caulinita. Os resultados do ensaio de Luxan mostrou que os rejeitos calcinados apresentam propriedades pozolânicas. Os resultados das propriedades mecânicas mostraram queda na resistência, mas com valores acima de 32MPa para as substituições de 30% aos 28 dias. A porosidade das argamassas não sofreu alterações significativas, como observado pelos resultados de ensaio de absorção de água e microscopia eletrônica de varredura das argamassas. Em relação à resistência química, a substituição do cimento tem efeito positivo quanto a perda de massa sofrida pela reação com ácido sulfúrico. De maneira geral, a utilização do rejeito de minério de ferro em substituição ao cimento em argamassas é uma alternativa viável para a imobilização deste resíduo industrial. |
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