Efeito de tratamento térmico na microestrutura e resistência ao desgaste de um ferro fundido branco alto cromo com adição de nióbio

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Faria, Leonardo Menezes de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Materiais
Brasil
Departamento de Engenharia de Materiais
CEFET-MG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/898
Resumo: Ferros fundidos de alto cromo (FFAC) são ligas importantes para aplicações em que a resistência à abrasão é necessária, como processamento de minério, bombeamento de fluido abrasivo e em indústrias de fabricação de celulose. Essa alta performance em relação a desgastes severos se deve à presença de carbonetos imersos em uma matriz constituída principalmente de martensita e austenita. A microestrutura do material pode ser alterada pela adição de elementos químicos e tratamento térmico, visando melhoria de propriedades mecânicas. Neste trabalho, foi avaliada a influência do tratamento térmico de desestabilização - 950°C, 1000°C e 1050°C - nas propriedades mecânicas de uma liga de ferro fundido branco de alto cromo com adição de 0,5% de nióbio. A microestrutura hipoeutética foi afetada pelo tratamento térmico, a matriz transformou-se em predominantemente martensítica e houve precipitação de carbonetos secundários. Os carbonetos de nióbio formaram aglomerações em forma de lâminas (blade-type) e pétalas (petal-type). As amostras desestabilizadas a 1000°C e 1050°C apresentaram os menores valores de desgaste e também maiores valores de microdureza da matriz. A resistência ao desgaste foi proporcional à microdureza da matriz. O tamanho dos carbonetos secundários pode ter exercido influência na taxa de desgaste. O mecanismo de desgaste atuante foi de deformação plástica preferencial na matriz com microcorte e microssulcamento. Os valores da rugosidade média, Sa, foram inversamente proporcionais a resistência à abrasão e valores de Sp e Sv diminuíram com o aumento da temperatura de desestabilização.
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