Desenvolvimento de biocompósitos à base de amido de mandioca e bambu em pó com potencial para a indústria de embalagens

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Santos, Liliane Cruz Gomes de Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Materiais
Brasil
CEFET-MG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1255
Resumo: A geração de resíduos sólidos não biodegradáveis é um dos maiores problemas enfrentados na atualidade pelo homem, esse problema tem se agravado a cada dia. Dentre esses resíduos, os materiais poliméricos assumem uma posição de destaque como um dos vilões ambientais principalmente pela sua resistência à decomposição e à sua elevada relação volume/massa, constituindo assim uma fonte de contaminação de solos, rios e mares. Neste estudo, um polímero biodegradável de origem vegetal (amido de mandioca) foi utilizado como matriz para o desenvolvimento de compósitos biodegradáveis com potencial para indústria de embalagens: Foi empregando o bambu em pó como carga para compósitos na forma de filme e microesferas ocas de vidro para compósitos obtidos na forma de espuma. O bambu foi escolhido devido às suas excelentes propriedades mecânicas e de sustentabilidade, e também por sua facilidade de plantio e rapidez de crescimento. Para modular as propriedades dos biocompósitos, o glicerol foi utilizado como plastificante. As misturas desses elementos foram processadas em laboratório, e foi analisado o efeito da composição das misturas sobre as propriedades dos materiais obtidos. Observou-se por meio das caracterizações dos compósitos uma interação insatisfatória entre a matriz e o pó de bambu. Tal falha foi supostamente atribuída à dispersão deficiente do pó de bambu. Percebeu-se, porém que as microesferas de vidro, através do atrito, auxiliaram o processo de mistura durante a preparação dos compósitos contribuindo para homogeneização do sistema. Através das análises térmicas observou-se que, com a utilização das fibras de bambu e das microesferas, pode-se aumentar a temperatura de processamento dos compósitos. Os resultados obtidos apontam a viabilidade técnica para a utilização destes biocompósitos na indústria de embalagens.
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