O poeta e o tipógrafo: Poesia Livre, Chuvas de Poesia e as experimentações de Guilherme Mansur no Instagram
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens Brasil CEFET-MG |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1494 |
Resumo: | Neste trabalho, propõe-se analisar o primeiro projeto editorial de Guilherme Mansur, o Poesia Livre, forjado com o selo da Tipografia do Fundo de Ouro Preto, observando como esse projeto contém elementos que mais tarde irão originar a experimentação literário-poética imbuída de performance ou happening, chamada Chuvas de Poesia. Em seguida, veremos a adaptação de Mansur ao ambiente digital, por meio de análise de algumas experimentações fotográficas que vêm sendo publicadas, desde 2017, no Instagram. Analisaremos as características editoriais de alguns exemplares do Poesia Livre cuja produção se iniciou em 1977, perdurando até 1985, numa época em que essa publicação floresce como uma proposta que, por um lado, alinha-se ao trabalho poético de resistência de geração de poetas conhecidos como “Geração marginal” e, por outro, possui características editoriais peculiares que a distingue da maior parte dos trabalhos impressos feita sem muito rigor por grande parte dos poetas que a ela pertenceu. O Poesia Livre contém, em seu título, não só evocação à liberdade, mas um jogo com o intuito de abarcar as mais diversas formas de poesia, dado o contexto histórico em que foi lançado. A juventude de seu idealizador, Mansur, então com 19 anos, ao criar essa publicação singular, com um ritmo próprio, totalizando dezesseis exemplares, inspirou diversas outras publicações similares, criando uma rede de conexões que interligava poetas e artistas em todo o Brasil. Na década de 1990, Guilherme Mansur inicia as performances poéticas Chuvas de Poesia, que mescla edição e performance, consistindo numa radicalização dos pressupostos que se iniciaram com o Poesia Livre, elevando o conceito de “livre” e “liberdade” a uma potência ainda maior. Essas performances ainda ocorrem no século XXI e se desdobram em outros tipos de manifestações artísticas. Veremos algumas experimentações de Mansur no Instagram, um trabalho com uma interface digital em que ele faz uma releitura de trabalhos desenvolvidos ao longo de sua carreira ou mesmo cria séries fotográficas como um museu virtual para seu acervo fotográfico. Nosso objetivo é desmembrar os processos editoriais desses três projetos demarcando suas singularidades, analisando parte da cartografia poética inserida em Poesia Livre e como as produções apresentadas estão ligadas à junção de várias linguagens: a tipografia, artes visuais, performance e, na poesia, aos traços da poética concretista da qual descende. Mansur acrescenta elementos barrocos, originando uma poética singular por nós intitulada de poesia “Barrocobeat”. Poesia Livre apresenta várias produções de Mansur. Durante seus nove anos de existência, o Poesia Livre deixou marcas indeléveis no trabalho de edição de Mansur, que foram sendo aprimoradas, evoluindo à medida que o tipógrafo-editor-poeta (entre outras denominações) adentra nossa contemporaneidade. Além de analisar esse papel desempenhado como editor, o estudo se debruça sobre as características da poesia de Mansur, como um poeta que, sendo exímio tipógrafo, por meio da linguagem tipográfica, consegue imprimir características especiais e inerentes à sua poética construída com tipos móveis, em que a palavra ocupa o eixo da composição de suas criações e sempre está no centro da obra. |
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O poeta e o tipógrafo: Poesia Livre, Chuvas de Poesia e as experimentações de Guilherme Mansur no InstagramLivros de artistasEditoras pequenasAutoeditoraçãoTipografiaMansur, Guilherme, 1958-Neste trabalho, propõe-se analisar o primeiro projeto editorial de Guilherme Mansur, o Poesia Livre, forjado com o selo da Tipografia do Fundo de Ouro Preto, observando como esse projeto contém elementos que mais tarde irão originar a experimentação literário-poética imbuída de performance ou happening, chamada Chuvas de Poesia. Em seguida, veremos a adaptação de Mansur ao ambiente digital, por meio de análise de algumas experimentações fotográficas que vêm sendo publicadas, desde 2017, no Instagram. Analisaremos as características editoriais de alguns exemplares do Poesia Livre cuja produção se iniciou em 1977, perdurando até 1985, numa época em que essa publicação floresce como uma proposta que, por um lado, alinha-se ao trabalho poético de resistência de geração de poetas conhecidos como “Geração marginal” e, por outro, possui características editoriais peculiares que a distingue da maior parte dos trabalhos impressos feita sem muito rigor por grande parte dos poetas que a ela pertenceu. O Poesia Livre contém, em seu título, não só evocação à liberdade, mas um jogo com o intuito de abarcar as mais diversas formas de poesia, dado o contexto histórico em que foi lançado. A juventude de seu idealizador, Mansur, então com 19 anos, ao criar essa publicação singular, com um ritmo próprio, totalizando dezesseis exemplares, inspirou diversas outras publicações similares, criando uma rede de conexões que interligava poetas e artistas em todo o Brasil. Na década de 1990, Guilherme Mansur inicia as performances poéticas Chuvas de Poesia, que mescla edição e performance, consistindo numa radicalização dos pressupostos que se iniciaram com o Poesia Livre, elevando o conceito de “livre” e “liberdade” a uma potência ainda maior. Essas performances ainda ocorrem no século XXI e se desdobram em outros tipos de manifestações artísticas. Veremos algumas experimentações de Mansur no Instagram, um trabalho com uma interface digital em que ele faz uma releitura de trabalhos desenvolvidos ao longo de sua carreira ou mesmo cria séries fotográficas como um museu virtual para seu acervo fotográfico. Nosso objetivo é desmembrar os processos editoriais desses três projetos demarcando suas singularidades, analisando parte da cartografia poética inserida em Poesia Livre e como as produções apresentadas estão ligadas à junção de várias linguagens: a tipografia, artes visuais, performance e, na poesia, aos traços da poética concretista da qual descende. Mansur acrescenta elementos barrocos, originando uma poética singular por nós intitulada de poesia “Barrocobeat”. Poesia Livre apresenta várias produções de Mansur. Durante seus nove anos de existência, o Poesia Livre deixou marcas indeléveis no trabalho de edição de Mansur, que foram sendo aprimoradas, evoluindo à medida que o tipógrafo-editor-poeta (entre outras denominações) adentra nossa contemporaneidade. Além de analisar esse papel desempenhado como editor, o estudo se debruça sobre as características da poesia de Mansur, como um poeta que, sendo exímio tipógrafo, por meio da linguagem tipográfica, consegue imprimir características especiais e inerentes à sua poética construída com tipos móveis, em que a palavra ocupa o eixo da composição de suas criações e sempre está no centro da obra.In this thesis, we propose to analyze Guilherme Mansur’s first editorial project, Poesia Livre, forged by the stamp Fundo de Ouro Preto Tipografia. We will also scrutinize how these project elements will become part of the literary-poetic experimentation pervaded by performance or happenings, called Chuvas de Poesia. We will show Mansur’s adaptation to the digital environment by analyzing photographic experiments published on Instagram from 2017 up to now. We will also analyze the editorial characteristics of Poesia Livre, whose production began in 1977 enduring up to 1985. This publication flourishes as a proposal hooked up in the “Marginal Generation” (Geração Marginal), poetic resistance work of a generation of well-known Brazilian poets. Furthermore, peculiar editorial features distinguish it from most printed works done without rigor by most poets’ movements. Poesia Livre owns its title by a freedom evocation and a wordplay to embrace the most diverse forms of poetry, as can be seen by the historical context of the launching. The youth of its creator, Mansur, then aged 19, created a unique publication with a befitting rhythm, totaling sixteen copies, inspiring several other similar publications and creating a network of connections connecting poets and artists throughout Brazil. In the 1990s Guilherme Mansur started the poetic performances Chuvas de Poesia, which mixes editing and performance, consisting of a radicalization of the assumptions that began with Poesia Livre, elevating the concept of “free” and “freedom” to an even greater power. These performances still take place in the 21st century and unfold into other types of artistic manifestations. We will see some of Mansur’s experiments on Instagram, work with a digital interface which he reinterprets works developed throughout his career, or even creates photographic series as a virtual museum for his photographic collection. Our main goal is analyzing the editorial processes of these three projects, distinguishing their singularities, and also analyzing part of the poetic cartography in Poesia Livre. We also aim to show how the productions presented are connected to a mix of various languages modes: typography, visual arts, performance, and, in his poetry, bits and pieces of the concrete poetics, the poetic movement he is included. Mansur adds baroque elements, giving rise to unique poetics that we call “Barrocobeat” poetry. Poesia Livre presents several poetic productions made by Mansur. In its nine years of existence, Poesia Livre left indelible marks on Mansur’s editing work, which was improved, evolving as the typographer-editor-poet (among other denominations) enters our contemporaneity. In addition to analyzing this role played as an editor, the study focuses on the characteristics of Mansur’s poetry, as a poet who, being an excellent typographer, through typographic language, manages to print unique characteristics inherent to his poetics built with movable type, in which the word occupies the axis of the composition of his creations and is always at the center of the work.Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas GeraisPrograma de Pós-Graduação em Estudos de LinguagensBrasilCEFET-MGSilva, Rogerio Barbosa dahttp://lattes.cnpq.br/1767099415509838http://lattes.cnpq.br/7370520092120813Lage, Celina FigueiredoMoreira, Wagner JoséRosa, Mário AlexRibeiro, Luiz AntônioCosta, Ana Paula da2025-05-16T14:31:13Z2021-09-142025-05-16T14:31:13Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1494porreponame:Repositório Institucional do CEFET-MGinstname:Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)instacron:CEFETinfo:eu-repo/semantics/openAccess2026-03-31T14:55:07Zoai:repositorio.cefetmg.br:123456789/1494Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.cefetmg.br/server/oai/requestrepositorio@cefetmg.bropendoar:2026-03-31T14:55:07Repositório Institucional do CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)false |
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Neste trabalho, propõe-se analisar o primeiro projeto editorial de Guilherme Mansur, o Poesia Livre, forjado com o selo da Tipografia do Fundo de Ouro Preto, observando como esse projeto contém elementos que mais tarde irão originar a experimentação literário-poética imbuída de performance ou happening, chamada Chuvas de Poesia. Em seguida, veremos a adaptação de Mansur ao ambiente digital, por meio de análise de algumas experimentações fotográficas que vêm sendo publicadas, desde 2017, no Instagram. Analisaremos as características editoriais de alguns exemplares do Poesia Livre cuja produção se iniciou em 1977, perdurando até 1985, numa época em que essa publicação floresce como uma proposta que, por um lado, alinha-se ao trabalho poético de resistência de geração de poetas conhecidos como “Geração marginal” e, por outro, possui características editoriais peculiares que a distingue da maior parte dos trabalhos impressos feita sem muito rigor por grande parte dos poetas que a ela pertenceu. O Poesia Livre contém, em seu título, não só evocação à liberdade, mas um jogo com o intuito de abarcar as mais diversas formas de poesia, dado o contexto histórico em que foi lançado. A juventude de seu idealizador, Mansur, então com 19 anos, ao criar essa publicação singular, com um ritmo próprio, totalizando dezesseis exemplares, inspirou diversas outras publicações similares, criando uma rede de conexões que interligava poetas e artistas em todo o Brasil. Na década de 1990, Guilherme Mansur inicia as performances poéticas Chuvas de Poesia, que mescla edição e performance, consistindo numa radicalização dos pressupostos que se iniciaram com o Poesia Livre, elevando o conceito de “livre” e “liberdade” a uma potência ainda maior. Essas performances ainda ocorrem no século XXI e se desdobram em outros tipos de manifestações artísticas. Veremos algumas experimentações de Mansur no Instagram, um trabalho com uma interface digital em que ele faz uma releitura de trabalhos desenvolvidos ao longo de sua carreira ou mesmo cria séries fotográficas como um museu virtual para seu acervo fotográfico. Nosso objetivo é desmembrar os processos editoriais desses três projetos demarcando suas singularidades, analisando parte da cartografia poética inserida em Poesia Livre e como as produções apresentadas estão ligadas à junção de várias linguagens: a tipografia, artes visuais, performance e, na poesia, aos traços da poética concretista da qual descende. Mansur acrescenta elementos barrocos, originando uma poética singular por nós intitulada de poesia “Barrocobeat”. Poesia Livre apresenta várias produções de Mansur. Durante seus nove anos de existência, o Poesia Livre deixou marcas indeléveis no trabalho de edição de Mansur, que foram sendo aprimoradas, evoluindo à medida que o tipógrafo-editor-poeta (entre outras denominações) adentra nossa contemporaneidade. Além de analisar esse papel desempenhado como editor, o estudo se debruça sobre as características da poesia de Mansur, como um poeta que, sendo exímio tipógrafo, por meio da linguagem tipográfica, consegue imprimir características especiais e inerentes à sua poética construída com tipos móveis, em que a palavra ocupa o eixo da composição de suas criações e sempre está no centro da obra. |
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