A multidão, o comum e a autoria: Rosângela Rennó e o projeto multitudinário das imagens

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Silva, Reinaldo Ziviani da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens
Brasil
CEFET-MG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1597
Resumo: A presente pesquisa tem seu foco na obra da artista Rosângela Rennó e nas circunstâncias que giram em torno do conceito de multidão. Primeiramente, buscou-se elaborar uma espécie de genealogia de sua forma de operar com coleções e arquivos imagéticos, fotográficos ou textuais verbais. Evidencia-se em seu empreendimento de ecologia da imagem uma ação arqueológica que mobiliza discursividades por meio de arquivos apropriados e recolocados em circulação. Num segundo momento, procurou-se aproximar esse processo criativo da artista da noção contemporânea de multidão, principalmente do ponto de vista adotado por Antonio Negri e Paolo Virno. Para tanto, norteou-se a pesquisa convergindo-a para a instalação Operação Aranhas / Arapongas / Arapucas (2014-2016). Além de dar o ensejo a pensar a multidão como estrutura coletiva não centralizadora que tem seus ecos na forma de Rennó pensar e configurar sua arte, traz à tona momentos importantes de manifestação política coletiva no Brasil – a Passeata dos Cem Mil (1968); o Movimento das Diretas e as manifestações de Junho de 2013. Vislumbram-se, assim, as circunstâncias para se confrontarem imagens e sentidos dos ataques a nossa frágil democracia em cenários diversos que se aproximam nas montagens de Rennó. Além disso, discutiu-se brevemente a relação entre a estrutura coletiva multitudinária, as condições de produção de um comum do ponto de vista cultural, bem como papel da arte nesse âmbito. Num terceiro momento, discute-se a relação entre dispositivos de controle, formação de subjetividades e a produção de formas coletivas comuns. Por consequência, buscou-se refletir a respeito das formas de elaboração artística e intelectual que, atualmente, questionam a autoria em sua forma individualizada. Identificando o trabalho de Rennó muito centrado nessa perspectiva, pode-se pensar na autoria coletiva por processos de apropriação como a formulação de uma atitude revolucionária. Compreende-se seu trabalho como a mobilização da multidão de imagens como uma rede de produção de significados contra-hegemônicos. Somando-se a esse tema, chega-se ao tema que permea toda essa pesquisa, o desafio da construção de uma comunidade, diante da diversidade de formas contidas na multidão.
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Além de dar o ensejo a pensar a multidão como estrutura coletiva não centralizadora que tem seus ecos na forma de Rennó pensar e configurar sua arte, traz à tona momentos importantes de manifestação política coletiva no Brasil – a Passeata dos Cem Mil (1968); o Movimento das Diretas e as manifestações de Junho de 2013. Vislumbram-se, assim, as circunstâncias para se confrontarem imagens e sentidos dos ataques a nossa frágil democracia em cenários diversos que se aproximam nas montagens de Rennó. Além disso, discutiu-se brevemente a relação entre a estrutura coletiva multitudinária, as condições de produção de um comum do ponto de vista cultural, bem como papel da arte nesse âmbito. Num terceiro momento, discute-se a relação entre dispositivos de controle, formação de subjetividades e a produção de formas coletivas comuns. Por consequência, buscou-se refletir a respeito das formas de elaboração artística e intelectual que, atualmente, questionam a autoria em sua forma individualizada. Identificando o trabalho de Rennó muito centrado nessa perspectiva, pode-se pensar na autoria coletiva por processos de apropriação como a formulação de uma atitude revolucionária. Compreende-se seu trabalho como a mobilização da multidão de imagens como uma rede de produção de significados contra-hegemônicos. Somando-se a esse tema, chega-se ao tema que permea toda essa pesquisa, o desafio da construção de uma comunidade, diante da diversidade de formas contidas na multidão.This research focuses on the work of the artist Rosângela Rennó and the circumstances that revolve around the concept of multitude. Firstly, we sought to develop a kind of genealogy of her way of operating with image, photographic or verbal textual collections and archives. In her enterprise of image ecology, an archaeological action is evident that mobilizes discursivities through archives appropriated and put back into circulation. Secondly, we sought to bring this creative process of the artist closer to the contemporary notion of crowd, mainly from the point of view of Antonio Negri and Paolo Virno. To this end, the research was guided by converging it on the installation Operação Aranhas / Arapongas / Arapucas (2014-2016). In addition to giving the opportunity to think about the multitude as a non-centralizing collective structure that has its echoes in the way Rennó thinks and configures her art, it brings to light important moments of collective political manifestation in Brazil – the Hundred Thousand March (1968); the Movimento das Diretas and the protest of June 2013. Thus, we can see the circumstances to confront images and meanings of the attacks on our fragile democracy in different scenarios that appear in Rennó's montages. Furthermore, the relationship between the multitudinous collective structure, the conditions of production of a common from a cultural point of view, as well as the role of art in this context, were briefly discussed. In a third moment, the relationship between control devices, the formation of subjectivities and the production of common collective forms is discussed. Consequently, we sought to reflect on the forms of artistic and intellectual elaboration that currently question authorship in its individualized form. Identifying Rennó's work as very centered on this perspective, one can think of collective authorship through processes of appropriation as the formulation of a revolutionary attitude. His work is understood as the mobilization of the multitude of images as a network for the production of counter-hegemonic meanings. Adding to this theme, we arrive at the theme that permeates all of this research, the challenge of building a community, in the face of the diversity of forms contained in the multitude.Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas GeraisPrograma de Pós-Graduação em Estudos de LinguagensBrasilCEFET-MGMenezes, Roniere Silvahttp://lattes.cnpq.br/6078711231130970http://lattes.cnpq.br/7985867384251661Soares, Leonardo FranciscoFonseca, João BarretoLopes, Luiz Carlos GonçalvesAlves, Mírian SousaSilva, Reinaldo Ziviani da2025-06-02T12:19:46Z2025-04-242025-06-02T12:19:46Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1597porreponame:Repositório Institucional do CEFET-MGinstname:Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)instacron:CEFETinfo:eu-repo/semantics/openAccess2026-03-31T14:50:28Zoai:repositorio.cefetmg.br:123456789/1597Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.cefetmg.br/server/oai/requestrepositorio@cefetmg.bropendoar:2026-03-31T14:50:28Repositório Institucional do CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)false
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