Análise discursiva de narrativas de vida da pessoas com deficiência visual: (re)configurações identitárias e projeção de imagens de si

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Lopes, Márcio Torres Gotierre
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens
Brasil
CEFET-MG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1044
Resumo: No presente trabalho mergulharemos no espaço íntimo dos sentimentos e das memórias, pois a narrativa de vida (ou narrativa de si) não representa a simples materialização da fala, mas, além disso, é a modelação do mundo, do outro e de quem toma a palavra. Por isso, a proposta central da nossa investigação é compreender o processo de transposição do dizer ao discurso por meio das narrativas de vida da pessoa com deficiência visual. As narrativas de vida, a Teoria Semiolinguística, a dimensão argumentativa, o ethos e as facetas identitárias são os marcos teóricos basilares deste estudo. Por meio de uma minuciosa reflexão, questionamos se as narrativas de si e as estratégias discursivas nelas mobilizadas permitem-nos observar a construção de uma moldura para as experiências vividas e a reconfiguração identitária dos sujeitos portadores de deficiência visual a partir do exame dos marcadores lingüísticos enunciativos evidenciados nos relatos. Para responder a essa indagação, será realizada a aplicação de 4 entrevistas semi-estruturadas direcionadas a pessoas com deficiência visual, com idade entre 20 e 65 anos. Com média de no máximo (uma) 01 hora de duração, as entrevistas serão gravadas e transcritas para a elaboração das análises dos dados. A entrevista abarcará seis temas específicos em que os entrevistados serão convidados a refletir e dissertar: vida (infância, adolescência e fase adulta), relacionamentos (relações afetivas), trajetória escolar e profissional, inclusão e acessibilidade, políticas públicas e o contexto social, histórico e cultural das adversidades. A nossa hipótese vai ao encontro da premissa de que o deficiente visual, ao assumir a direção da sua voz, transpassaria para a esfera dos sentidos e poderia ser capaz de produzir, por meio de um sujeito enunciador constituído, um discurso que manifestaria um posicionamento contrário às cristalizações estereotípicas, criando, por fim, marcas identitárias de resistência e de reconfiguração da sua imagem.
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Por meio de uma minuciosa reflexão, questionamos se as narrativas de si e as estratégias discursivas nelas mobilizadas permitem-nos observar a construção de uma moldura para as experiências vividas e a reconfiguração identitária dos sujeitos portadores de deficiência visual a partir do exame dos marcadores lingüísticos enunciativos evidenciados nos relatos. Para responder a essa indagação, será realizada a aplicação de 4 entrevistas semi-estruturadas direcionadas a pessoas com deficiência visual, com idade entre 20 e 65 anos. Com média de no máximo (uma) 01 hora de duração, as entrevistas serão gravadas e transcritas para a elaboração das análises dos dados. A entrevista abarcará seis temas específicos em que os entrevistados serão convidados a refletir e dissertar: vida (infância, adolescência e fase adulta), relacionamentos (relações afetivas), trajetória escolar e profissional, inclusão e acessibilidade, políticas públicas e o contexto social, histórico e cultural das adversidades. A nossa hipótese vai ao encontro da premissa de que o deficiente visual, ao assumir a direção da sua voz, transpassaria para a esfera dos sentidos e poderia ser capaz de produzir, por meio de um sujeito enunciador constituído, um discurso que manifestaria um posicionamento contrário às cristalizações estereotípicas, criando, por fim, marcas identitárias de resistência e de reconfiguração da sua imagem.In the present work, we will immerse ourselves in the intimate space of feelings and memories, because the life narrative (self-narrative) does not represent the mere materialization of the speech, but, in addition, it's the modeling of the world, of the other and of who takes the floor.Therefore, the central proposal of our investigation is to understand the process of transposition of the saying to the discourse through the life narratives of the visually impaired person.Life narratives, Semiolinguistic Theory, argumentative dimension, ethos and identity facets are the basic theoretical frameworks of this study.Through a careful reflection, we question whether the narratives of themselves and the discursive strategies mobilized in them allow us to observe the construction of a framework for the lived experiences and the reconfiguration of the identity of the subjects with visual impairment from the examination of enunciative linguistic markers evidenced in the reports.To answer this question, four semi-structured interviews will be carried out for people with visual impairment, aged between 20 and 65 years.With an average of at most (one) 01 hour of duration, the interviews will be recorded and transcribed for the elaboration of the data analyzes.The interview will cover six specific themes in which the interviewed will be invited to reflect and talk about: life (childhood, adolescence and adulthood), relationships (affective relations), school and professional trajectory, inclusion and accessibility, public policies and the social context, historical and cultural of adversities.Our hypothesis meets the premise that the visual deficient, by assuming the direction of his voice, would pass through the sphere of the senses and could be able to produce, by means of a constituent enunciator subject, a discourse that would manifest an opposing position to stereotypical crystallizations, creating, finally, identity marks of resistance and reconfiguration of its image.Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas GeraisPrograma de Pós-Graduação em Estudos de LinguagensBrasilCEFET-MGLessa, Cláudio Humbertohttp://lattes.cnpq.br/0878316792233407http://lattes.cnpq.br/7201308297643198Xavier, Mariana Ramalho ProcópioAoki, Raquel Lima de AbreuBambirra, Maria Raquel de AndradeLopes, Márcio Torres Gotierre2025-04-01T12:47:46Z2019-09-262025-04-01T12:47:46Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1044porreponame:Repositório Institucional do CEFET-MGinstname:Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)instacron:CEFETinfo:eu-repo/semantics/openAccess2026-03-31T14:43:49Zoai:repositorio.cefetmg.br:123456789/1044Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.cefetmg.br/server/oai/requestrepositorio@cefetmg.bropendoar:2026-03-31T14:43:49Repositório Institucional do CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)false
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