Dramaturgias radicais: do personagem político ordinário à imaginação emancipatória
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens Brasil CEFET-MG |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1438 |
Resumo: | A partir da teoria inacabada de Walter Benjamin sobre os personagens políticos na obra de Bertolt Brecht, presente no texto “Bert Brecht”, proponho uma leitura, com foco no teatro político brasileiro, que intenta continuar esse pensamento. Em um primeiro momento, devido à aproximação com a forma do fazer teatral brechtiano, parto da dramaturgia de Augusto Boal que é anterior ao golpe de estado militar no Brasil, bem como do seu trabalho teórico intitulado de Teatro do Oprimido, para refletir como essa literatura pode gerar personagens políticos ordinários, ou seja, que mesmo distanciados das instituições de poder, são capazes de desencadear ações políticas significativas nas suas comunidades promovendo, assim, mudanças substanciais no cotidiano coletivo. Em seguida, faço uma leitura de diversas dramaturgias contemporâneas, com um recorte orientado para o teatro negro que, por sua vez, são construtoras de personagens políticos ordinários que se valem da postura ativista para se inscreverem, a contrapelo, na história brasileira. Assim, parto da premissa do teatro como um gênero público, portanto assembleário, sugerindo que, a partir dele e de sua capacidade de alcance, é possível promover uma imaginação emancipatória que concorre e tensiona, discursivamente, com os poderes institucionais que são responsáveis por um gerar um padrão nas narrativas históricas brasileiras, como foi, por exemplo, a dissertação de Karl von Martius apresentada ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) intitulada Como se deve escrever a História do Brasil. |
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Dramaturgias radicais: do personagem político ordinário à imaginação emancipatóriaTeatro político brasileiroTeatro negroBoalDramaturgia contemporâneaA partir da teoria inacabada de Walter Benjamin sobre os personagens políticos na obra de Bertolt Brecht, presente no texto “Bert Brecht”, proponho uma leitura, com foco no teatro político brasileiro, que intenta continuar esse pensamento. Em um primeiro momento, devido à aproximação com a forma do fazer teatral brechtiano, parto da dramaturgia de Augusto Boal que é anterior ao golpe de estado militar no Brasil, bem como do seu trabalho teórico intitulado de Teatro do Oprimido, para refletir como essa literatura pode gerar personagens políticos ordinários, ou seja, que mesmo distanciados das instituições de poder, são capazes de desencadear ações políticas significativas nas suas comunidades promovendo, assim, mudanças substanciais no cotidiano coletivo. Em seguida, faço uma leitura de diversas dramaturgias contemporâneas, com um recorte orientado para o teatro negro que, por sua vez, são construtoras de personagens políticos ordinários que se valem da postura ativista para se inscreverem, a contrapelo, na história brasileira. Assim, parto da premissa do teatro como um gênero público, portanto assembleário, sugerindo que, a partir dele e de sua capacidade de alcance, é possível promover uma imaginação emancipatória que concorre e tensiona, discursivamente, com os poderes institucionais que são responsáveis por um gerar um padrão nas narrativas históricas brasileiras, como foi, por exemplo, a dissertação de Karl von Martius apresentada ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) intitulada Como se deve escrever a História do Brasil.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)A partir de la teoría inacabada de Walter Benjamin sobre los personajes políticos en la obra de Bertolt Brecht, presente en el texto “Bert Brecht”, propongo una lectura, con foco en el teatro político brasileño que intenta dar continuidad a ese pensamiento. En un primer momento, debido a la aproximación con la forma de hacer teatro brechtiano, parto de la dramaturgia de Augusto Boal anterior al golpe de Estado militar en Brasil, así como su trabajo teórico titulado como Teatro del Oprimido, para reflexionarcomo esta literatura puede generar personajes políticos ordinarios, o sea, que aun siendo distanciados de las instituciones de poder, son capaces de desencadenar acciones políticas significativas en sus comunidades promoviendo, de esta forma, cambios sustanciales en el cotidiano colectivo. En seguida, hago una lectura de diversas dramaturgias contemporáneas, con un recorte orientado para el teatro negro que, a la misma vez, no son constructivas de personajes políticos ordinarios que se valen de la postura activista para inscribirse, en dirección contraria, en la historia brasileña. De este modo, parto de la premisa del teatrocomo un género público, y portanto, asambleario, sugiriendo que, a partir de él y de su capacidad de alcance, es posible promover una imaginación emancipadora que compite y tensiona, discursivamente, con los poderes institucionales que son responsables por generar un patrón en las narrativas históricas brasileñas, como fue, por ejemplo, la disertación de Karl von Martius presentada en el Instituto Histórico y Geográfico Brasileño (IHGB) titulada Cómo se debe escribir la Historia de Brasil.Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas GeraisPrograma de Pós-Graduação em Estudos de LinguagensBrasilCEFET-MGCoelho, Olga Valeska Soareshttp://lattes.cnpq.br/3467095903868125http://lattes.cnpq.br/6751542602227045Maia, Cláudia CristinaBorges, Rosane da SilvaPereira, Elvina Maria CaetanoAlexandre, Marcos AntônioFaria, Marcos Fábio Cardoso de2025-05-13T16:02:14Z2022-02-072025-05-13T16:02:14Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1438porreponame:Repositório Institucional do CEFET-MGinstname:Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)instacron:CEFETinfo:eu-repo/semantics/openAccess2026-03-31T14:30:39Zoai:repositorio.cefetmg.br:123456789/1438Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.cefetmg.br/server/oai/requestrepositorio@cefetmg.bropendoar:2026-03-31T14:30:39Repositório Institucional do CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)false |
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