O silêncio murado do assassinato de mulheres: a nomeação do feminicídio no campo da linguagem jurídica
| Ano de defesa: | 2020 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
UniCEUB
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.uniceub.br/jspui/handle/prefix/15079 |
Resumo: | Há assassinatos de mulheres, nominados na linguagem jurídica de Feminicídio, que não se referem à simples intenção de matar alguém. Eles possuem padrões comportamentais dotados de enunciados expressivos e orientados por exercício de poder que deita raízes em matrizes históricas, sociais e culturais que se enquadram em condições de instabilidade pelo fato das vítimas serem mulheres. A condição de instabilidade nominada pelo legislador brasileiro de “condição de sexo feminino” representa significante aberto que instiga empenho por esforços cognitivos em outras áreas do conhecimento, como Antropologia, Filosofia e Sociologia. A presente Tese delineou contornos teóricos, jurídicos e operacionais e deu significado a esses assassinatos. Para tanto, percorreu-se campos teórico e empírico em busca de formações discursivas que balizassem fechamentos. As formações funcionaram como linhas de contorno estabilizadoras e garantidoras de segurança mínima para imprecisões dos termos “menosprezo” e “discriminação” da qualificadora do feminicídio. No plano teórico foram aportados estudos desenvolvidos por Michel Foucault concernentes às formações discursivas ou “Episteme” e ao detalhamento dos dispositivos na perspectiva da Genealogia do poder. A Tese articulou ainda dispositivo com estudos sobre Colonialidade do Poder desenvolvidos por Aníbal Quijano e a perspectiva de gênero adotada por autoras latino-americanas, como: María Lugones, Marcela Lagarde e Rita Laura Segato. Aliou-se colonialidade com Episteme, e dispositivo com saberes/poderes, resultando no que se denominou por “dispositivo da colonialidade”: episteme emergente e hegemônica que está por detrás dos poderes instituídos, institucionalizados e operados no que se pode denominar de “circuito da colonialidade”. Trata-se de circuito instalado pelo dispositivo da colonialidade, que a Tese propõe seja considerado “chave de leitura” para o feminicídio e marco teórico para formação discursiva jurídica do feminicídio. O plano empírico compreendeu duas fases: a primeira disse respeito à territorialização do feminicídio no estado do Piauí e a segunda correspondeu à pesquisa qualitativa junto a sujeitos responsáveis pelo trabalho jurídico penal do feminicídio no Piauí. Cento e nove casos de feminicídio ocorridos no período de 10.03.15 - data da vigência da Lei - a 31.12.18, foram cartografados em mapas e tabelas, com dados relacionados às vítimas, autores e fatos. Na segunda fase, foram analisadas peças procedimentais - inquéritos policiais e processos - e aplicadas técnicas de coletas de dados consistentes em questionários, entrevistas semiestruturadas e grupo focal. Em seguida, foram os dados transcritos, organizados e analisados através da metodologia de análise de conteúdo tomando-se por base enunciados teóricos desenvolvidos para interpretar unidades discursivas. A aliança entre achados empíricos e aportes teóricos consistiu base para elaboração de três categorias interacionais organizacionais nos planos jurídico, teórico e operacional, servindo a um só tempo, de modelagem para decisões organizacionais, e contorno para significantes abertos. Como resposta ao problema foram ofertadas categorias jurídicas, teóricas e operacionais que proporcionaram cenários de estabilidade e segurança jurídica à qualificadora Feminicídio. |
| id |
CEUB_60fc846b8eaf6d440e4ec6b38c39003f |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.uniceub.br:prefix/15079 |
| network_acronym_str |
CEUB |
| network_name_str |
Repositório Institucional do UniCEUB |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Villa, Eugênia Nogueira do Rêgo Monteiro2021-06-02T23:39:43Z2021-06-02T23:39:43Z2020-04-152021-05-26VILLA, Eugênia Nogueira do Rêgo Monteiro. O silêncio murado do assassinato de mulheres: a nomeação do feminicídio no campo da linguagem jurídica. 2020. Tese (Doutorado em Direito) - Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2020.https://repositorio.uniceub.br/jspui/handle/prefix/15079Machado, Bruno AmaralHá assassinatos de mulheres, nominados na linguagem jurídica de Feminicídio, que não se referem à simples intenção de matar alguém. Eles possuem padrões comportamentais dotados de enunciados expressivos e orientados por exercício de poder que deita raízes em matrizes históricas, sociais e culturais que se enquadram em condições de instabilidade pelo fato das vítimas serem mulheres. A condição de instabilidade nominada pelo legislador brasileiro de “condição de sexo feminino” representa significante aberto que instiga empenho por esforços cognitivos em outras áreas do conhecimento, como Antropologia, Filosofia e Sociologia. A presente Tese delineou contornos teóricos, jurídicos e operacionais e deu significado a esses assassinatos. Para tanto, percorreu-se campos teórico e empírico em busca de formações discursivas que balizassem fechamentos. As formações funcionaram como linhas de contorno estabilizadoras e garantidoras de segurança mínima para imprecisões dos termos “menosprezo” e “discriminação” da qualificadora do feminicídio. No plano teórico foram aportados estudos desenvolvidos por Michel Foucault concernentes às formações discursivas ou “Episteme” e ao detalhamento dos dispositivos na perspectiva da Genealogia do poder. A Tese articulou ainda dispositivo com estudos sobre Colonialidade do Poder desenvolvidos por Aníbal Quijano e a perspectiva de gênero adotada por autoras latino-americanas, como: María Lugones, Marcela Lagarde e Rita Laura Segato. Aliou-se colonialidade com Episteme, e dispositivo com saberes/poderes, resultando no que se denominou por “dispositivo da colonialidade”: episteme emergente e hegemônica que está por detrás dos poderes instituídos, institucionalizados e operados no que se pode denominar de “circuito da colonialidade”. Trata-se de circuito instalado pelo dispositivo da colonialidade, que a Tese propõe seja considerado “chave de leitura” para o feminicídio e marco teórico para formação discursiva jurídica do feminicídio. O plano empírico compreendeu duas fases: a primeira disse respeito à territorialização do feminicídio no estado do Piauí e a segunda correspondeu à pesquisa qualitativa junto a sujeitos responsáveis pelo trabalho jurídico penal do feminicídio no Piauí. Cento e nove casos de feminicídio ocorridos no período de 10.03.15 - data da vigência da Lei - a 31.12.18, foram cartografados em mapas e tabelas, com dados relacionados às vítimas, autores e fatos. Na segunda fase, foram analisadas peças procedimentais - inquéritos policiais e processos - e aplicadas técnicas de coletas de dados consistentes em questionários, entrevistas semiestruturadas e grupo focal. Em seguida, foram os dados transcritos, organizados e analisados através da metodologia de análise de conteúdo tomando-se por base enunciados teóricos desenvolvidos para interpretar unidades discursivas. A aliança entre achados empíricos e aportes teóricos consistiu base para elaboração de três categorias interacionais organizacionais nos planos jurídico, teórico e operacional, servindo a um só tempo, de modelagem para decisões organizacionais, e contorno para significantes abertos. Como resposta ao problema foram ofertadas categorias jurídicas, teóricas e operacionais que proporcionaram cenários de estabilidade e segurança jurídica à qualificadora Feminicídio.Submitted by Rivea Bispo (rivea.barros@uniceub.br) on 2021-05-26T14:46:49Z No. of bitstreams: 1 61600177.pdf: 9352595 bytes, checksum: 6faf0f83a7bfe2f54ad2acd758258522 (MD5)Approved for entry into archive by Rodrigo Peres (rodrigo.peres@uniceub.br) on 2021-06-02T23:39:43Z (GMT) No. of bitstreams: 1 61600177.pdf: 9352595 bytes, checksum: 6faf0f83a7bfe2f54ad2acd758258522 (MD5)Made available in DSpace on 2021-06-02T23:39:43Z (GMT). No. of bitstreams: 1 61600177.pdf: 9352595 bytes, checksum: 6faf0f83a7bfe2f54ad2acd758258522 (MD5) Previous issue date: 2021-05-26GêneroLinguagem jurídicaFeminicídioDispositivo da colonialidadeAmbiente organizacionalO silêncio murado do assassinato de mulheres: a nomeação do feminicídio no campo da linguagem jurídicainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniCEUBporreponame:Repositório Institucional do UniCEUBinstname:Centro de Ensino de Brasília (UNICEUB)instacron:UNICEUBinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL61600177.pdf61600177.pdfapplication/pdf9352595https://repositorio.uniceub.br/bitstream/prefix/15079/1/61600177.pdf6faf0f83a7bfe2f54ad2acd758258522MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81866https://repositorio.uniceub.br/bitstream/prefix/15079/2/license.txt43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9bMD52TEXT61600177.pdf.txt61600177.pdf.txtExtracted texttext/plain995170https://repositorio.uniceub.br/bitstream/prefix/15079/3/61600177.pdf.txt6d30f2467efa4d9cb143697294f7f01cMD53prefix/150792021-08-13 01:07:07.956oai:repositorio.uniceub.br:prefix/15079TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIERlcG9zaXRhIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIApWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBEZXBvc2l0YSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgCkVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCgpPIERlcG9zaXRhIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIAphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRepositório InstitucionalPRIhttps://repositorio.uniceub.br/oai/requestcentral.atendimento@uniceub.bropendoar:23612021-08-13T01:07:07Repositório Institucional do UniCEUB - Centro de Ensino de Brasília (UNICEUB)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
O silêncio murado do assassinato de mulheres: a nomeação do feminicídio no campo da linguagem jurídica |
| title |
O silêncio murado do assassinato de mulheres: a nomeação do feminicídio no campo da linguagem jurídica |
| spellingShingle |
O silêncio murado do assassinato de mulheres: a nomeação do feminicídio no campo da linguagem jurídica Villa, Eugênia Nogueira do Rêgo Monteiro Gênero Linguagem jurídica Feminicídio Dispositivo da colonialidade Ambiente organizacional |
| title_short |
O silêncio murado do assassinato de mulheres: a nomeação do feminicídio no campo da linguagem jurídica |
| title_full |
O silêncio murado do assassinato de mulheres: a nomeação do feminicídio no campo da linguagem jurídica |
| title_fullStr |
O silêncio murado do assassinato de mulheres: a nomeação do feminicídio no campo da linguagem jurídica |
| title_full_unstemmed |
O silêncio murado do assassinato de mulheres: a nomeação do feminicídio no campo da linguagem jurídica |
| title_sort |
O silêncio murado do assassinato de mulheres: a nomeação do feminicídio no campo da linguagem jurídica |
| author |
Villa, Eugênia Nogueira do Rêgo Monteiro |
| author_facet |
Villa, Eugênia Nogueira do Rêgo Monteiro |
| author_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Villa, Eugênia Nogueira do Rêgo Monteiro |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Gênero Linguagem jurídica Feminicídio Dispositivo da colonialidade Ambiente organizacional |
| topic |
Gênero Linguagem jurídica Feminicídio Dispositivo da colonialidade Ambiente organizacional |
| description |
Há assassinatos de mulheres, nominados na linguagem jurídica de Feminicídio, que não se referem à simples intenção de matar alguém. Eles possuem padrões comportamentais dotados de enunciados expressivos e orientados por exercício de poder que deita raízes em matrizes históricas, sociais e culturais que se enquadram em condições de instabilidade pelo fato das vítimas serem mulheres. A condição de instabilidade nominada pelo legislador brasileiro de “condição de sexo feminino” representa significante aberto que instiga empenho por esforços cognitivos em outras áreas do conhecimento, como Antropologia, Filosofia e Sociologia. A presente Tese delineou contornos teóricos, jurídicos e operacionais e deu significado a esses assassinatos. Para tanto, percorreu-se campos teórico e empírico em busca de formações discursivas que balizassem fechamentos. As formações funcionaram como linhas de contorno estabilizadoras e garantidoras de segurança mínima para imprecisões dos termos “menosprezo” e “discriminação” da qualificadora do feminicídio. No plano teórico foram aportados estudos desenvolvidos por Michel Foucault concernentes às formações discursivas ou “Episteme” e ao detalhamento dos dispositivos na perspectiva da Genealogia do poder. A Tese articulou ainda dispositivo com estudos sobre Colonialidade do Poder desenvolvidos por Aníbal Quijano e a perspectiva de gênero adotada por autoras latino-americanas, como: María Lugones, Marcela Lagarde e Rita Laura Segato. Aliou-se colonialidade com Episteme, e dispositivo com saberes/poderes, resultando no que se denominou por “dispositivo da colonialidade”: episteme emergente e hegemônica que está por detrás dos poderes instituídos, institucionalizados e operados no que se pode denominar de “circuito da colonialidade”. Trata-se de circuito instalado pelo dispositivo da colonialidade, que a Tese propõe seja considerado “chave de leitura” para o feminicídio e marco teórico para formação discursiva jurídica do feminicídio. O plano empírico compreendeu duas fases: a primeira disse respeito à territorialização do feminicídio no estado do Piauí e a segunda correspondeu à pesquisa qualitativa junto a sujeitos responsáveis pelo trabalho jurídico penal do feminicídio no Piauí. Cento e nove casos de feminicídio ocorridos no período de 10.03.15 - data da vigência da Lei - a 31.12.18, foram cartografados em mapas e tabelas, com dados relacionados às vítimas, autores e fatos. Na segunda fase, foram analisadas peças procedimentais - inquéritos policiais e processos - e aplicadas técnicas de coletas de dados consistentes em questionários, entrevistas semiestruturadas e grupo focal. Em seguida, foram os dados transcritos, organizados e analisados através da metodologia de análise de conteúdo tomando-se por base enunciados teóricos desenvolvidos para interpretar unidades discursivas. A aliança entre achados empíricos e aportes teóricos consistiu base para elaboração de três categorias interacionais organizacionais nos planos jurídico, teórico e operacional, servindo a um só tempo, de modelagem para decisões organizacionais, e contorno para significantes abertos. Como resposta ao problema foram ofertadas categorias jurídicas, teóricas e operacionais que proporcionaram cenários de estabilidade e segurança jurídica à qualificadora Feminicídio. |
| publishDate |
2020 |
| dc.date.criacao.none.fl_str_mv |
2021-05-26 |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2020-04-15 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2021-06-02T23:39:43Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2021-06-02T23:39:43Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.citation.fl_str_mv |
VILLA, Eugênia Nogueira do Rêgo Monteiro. O silêncio murado do assassinato de mulheres: a nomeação do feminicídio no campo da linguagem jurídica. 2020. Tese (Doutorado em Direito) - Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2020. |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://repositorio.uniceub.br/jspui/handle/prefix/15079 |
| dc.identifier.orientador.pt_BR.fl_str_mv |
Machado, Bruno Amaral |
| identifier_str_mv |
VILLA, Eugênia Nogueira do Rêgo Monteiro. O silêncio murado do assassinato de mulheres: a nomeação do feminicídio no campo da linguagem jurídica. 2020. Tese (Doutorado em Direito) - Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2020. Machado, Bruno Amaral |
| url |
https://repositorio.uniceub.br/jspui/handle/prefix/15079 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
UniCEUB |
| publisher.none.fl_str_mv |
UniCEUB |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional do UniCEUB instname:Centro de Ensino de Brasília (UNICEUB) instacron:UNICEUB |
| instname_str |
Centro de Ensino de Brasília (UNICEUB) |
| instacron_str |
UNICEUB |
| institution |
UNICEUB |
| reponame_str |
Repositório Institucional do UniCEUB |
| collection |
Repositório Institucional do UniCEUB |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://repositorio.uniceub.br/bitstream/prefix/15079/1/61600177.pdf https://repositorio.uniceub.br/bitstream/prefix/15079/2/license.txt https://repositorio.uniceub.br/bitstream/prefix/15079/3/61600177.pdf.txt |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
6faf0f83a7bfe2f54ad2acd758258522 43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9b 6d30f2467efa4d9cb143697294f7f01c |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional do UniCEUB - Centro de Ensino de Brasília (UNICEUB) |
| repository.mail.fl_str_mv |
central.atendimento@uniceub.br |
| _version_ |
1844166309942657024 |