Produção subjetiva do psicoterapeuta em sua atuação profissional: um estudo construtivo-interpretativo
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Palavras-chave em Português: | |
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Resumo: | A Psicologia, historicamente, buscou diversas formas de compreender a subjetividade e apresentou dificuldades pela influência do positivismo de Augusto Comte, que buscava coloca-la dentro de principios objetivos e universais. Desse modo, a Psicoterapia se institucionalizou como ciência, com a neutralidade e com determinismos que lhe davam esse poder, mas que dificultavam a compreensão da complexidade humana. Essa complexidade também faz parte do profissional que trabalha na Psicologia Clínica e sua subjetividade participa ativamente do processo durante os atendimentos. Justamente por isso, o objetivo principal deste trabalho é compreender como se configura a experiência do psicoterapeuta em sua atuação, entendendo a subjetividade dentro de uma relação recursiva entre o individual e o social, ou seja, como um processo simbólico e emocional que se configura e se organiza histórico-culturalmente no curso da vida. O carater dialógico em Psicoterapia se transforma em um espaço capaz de gerar alternativas para novos momentos de subjetivação, onde novos sentidos subjetivos são produzidos e mobilizam tanto o profissional como quem procura seu trabalho. Negar as emoções do Psicólogo Clínico é uma forma de desumaniza-lo. Esse desenvolvimento da Psicoterapia é embasado pela Teoria da Subjetividade desenvolvida por González Rey e apoiado pela Epistemologia Qualitativa, a qual se apoia no método construtivo-interpretativo. Nesse sentido, nesse tipo de pesquisa, tanto o pesquisador como o participante são pró-ativos no processo de construção do diálogo no momento empírico para que, posteriormente, possam construir hipóteses que darão fundamento ao modelo teórico. Realizada via plataforma Google Meet, os encontros foram feitos com Antônio e João (nomes fictícios), ambos psicoterapeutas, sendo o primeiro formado recentemente e o outro com mais de dez anos de formação, respectivamente. Os instrumentos utilizados foram as dinâmicas conversacionais e o complemento de frases, que visam facilitar expressões dos envolvidos, ilustrando um cenário envolvido por contradições, afirmações e até mesmo permitindo o aparecimento de questões inconscientes dos participantes. Com isso, é possível perceber esses profissionais de uma forma diferente com participação da subjetividade social acompanhada de cobranças individuais que influenciam as inseguranças envolvendo sua profissão. |
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Fernandes, Ivo Reinehr Neto2025-03-22T17:26:35Z2025-03-22T17:26:35Z20232023FERNANDES, Ivo Reinehr Neto. Produção subjetiva do psicoterapeuta em sua atuação profissional: um estudo construtivo-interpretativo. 2023. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2023.https://repositorio.uniceub.br/jspui/handle/prefix/17624Valéria Deusdará MoriA Psicologia, historicamente, buscou diversas formas de compreender a subjetividade e apresentou dificuldades pela influência do positivismo de Augusto Comte, que buscava coloca-la dentro de principios objetivos e universais. Desse modo, a Psicoterapia se institucionalizou como ciência, com a neutralidade e com determinismos que lhe davam esse poder, mas que dificultavam a compreensão da complexidade humana. Essa complexidade também faz parte do profissional que trabalha na Psicologia Clínica e sua subjetividade participa ativamente do processo durante os atendimentos. Justamente por isso, o objetivo principal deste trabalho é compreender como se configura a experiência do psicoterapeuta em sua atuação, entendendo a subjetividade dentro de uma relação recursiva entre o individual e o social, ou seja, como um processo simbólico e emocional que se configura e se organiza histórico-culturalmente no curso da vida. O carater dialógico em Psicoterapia se transforma em um espaço capaz de gerar alternativas para novos momentos de subjetivação, onde novos sentidos subjetivos são produzidos e mobilizam tanto o profissional como quem procura seu trabalho. Negar as emoções do Psicólogo Clínico é uma forma de desumaniza-lo. Esse desenvolvimento da Psicoterapia é embasado pela Teoria da Subjetividade desenvolvida por González Rey e apoiado pela Epistemologia Qualitativa, a qual se apoia no método construtivo-interpretativo. Nesse sentido, nesse tipo de pesquisa, tanto o pesquisador como o participante são pró-ativos no processo de construção do diálogo no momento empírico para que, posteriormente, possam construir hipóteses que darão fundamento ao modelo teórico. Realizada via plataforma Google Meet, os encontros foram feitos com Antônio e João (nomes fictícios), ambos psicoterapeutas, sendo o primeiro formado recentemente e o outro com mais de dez anos de formação, respectivamente. Os instrumentos utilizados foram as dinâmicas conversacionais e o complemento de frases, que visam facilitar expressões dos envolvidos, ilustrando um cenário envolvido por contradições, afirmações e até mesmo permitindo o aparecimento de questões inconscientes dos participantes. Com isso, é possível perceber esses profissionais de uma forma diferente com participação da subjetividade social acompanhada de cobranças individuais que influenciam as inseguranças envolvendo sua profissão.Submitted by Valéria Santos (valeria.santos@uniceub.br) on 2025-03-22T14:45:47Z No. of bitstreams: 1 61800129.pdf: 1101643 bytes, checksum: 0439a88ddc67af56ed469fc24d284d2e (MD5)Approved for entry into archive by Valéria Santos (valeria.santos@uniceub.br) on 2025-03-22T17:26:35Z (GMT) No. of bitstreams: 1 61800129.pdf: 1101643 bytes, checksum: 0439a88ddc67af56ed469fc24d284d2e (MD5)Made available in DSpace on 2025-03-22T17:26:35Z (GMT). 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