Estudo das vazões do sistema aquífero Urucuia em períodos de recessão hídrica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: VIEIRA, Myrla de Souza Batista
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/79692/001300000c973
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/22169
Resumo: Com esta tese, objetivou-se fornecer subsídios e informações que auxiliem no desenvolvimento de um modelo para estimar as vazões de base que simule o comportamento do Sistema Aquífero Urucuia (SAU) – de importância fundamental na manutenção das vazões dos afluentes da margem esquerda do médio rio São Francisco –, de modo a auxiliar no planejamento hídrico atual e futuro da região em que se encontra inserido o referido sistema, embasando cenários de disponibilidade dos recursos hídricos mais reais e racionais do oeste baiano, área com acelerada expansão da agricultura comercial e onde, no período das estiagens, ocorrem situações críticas do ponto de vista ambiental e também se intensificam os conflitos entre os usuários de água. Para consecução desses objetivos, procedeu-se à análise integrada das características hidrogeológicas dos dados hidrológicos e climáticos, do uso do solo, da recarga e geração da vazão de base. Constatou-se que a água subterrânea extraída a partir dos poços tubulares profundos para irrigação não está interferindo na vazão dos rios, embora, aparentemente, esteja interferindo na reserva não renovável (reserva permanente) do sistema em sua porção confinada. Considerando todo o segmento do médio São Francisco, conclui-se que até 20% da vazão anual do rio são absorvidos pela zona cárstica representada pelas rochas carbonáticas do Grupo Bambuí (e da Formação Salitre). Observou-se, também, correlação entre as precipitações mensal e anual e o índice da Atlantic Multidecadal Oscillation/Oscilação Multidecadal do Atlântico (AMO/OMA), cujos resultados mostraram-se estatisticamente significativos, revelando a potencial teleconectividade dos padrões de circulação climática com a precipitação sobre o SAU. O médio rio São Francisco recebe vazão média anual de 1.104 m³/s dos afluentes da margem esquerda, dos quais 73% são constituídos pelo escoamento de base efluente do referido sistema (811 m³/s). Considerando o trimestre mais seco na bacia do rio São Francisco, os afluentes da margem esquerda contribuem com a vazão de 755 m³/s, dos quais 671 m³/s são provenientes da vazão efluente do aquífero. Ou seja, a contribuição do SAU corresponde a 36% da vazão total anual do rio São Francisco. No período mais seco, essa contribuição alcança 53%.
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