As emendas parlamentares ao orçamento da União: implicações para o financiamento e a gestão municipal do Sistema Único de Saúde
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Mudanças nas regras do orçamento da União introduzidas a partir de 2014 tornaram parte das emendas parlamentares de execução obrigatória, reconfigurando as relações entre os poderes executivo e legislativo nessa matéria. No âmbito da política de saúde, o primeiro efeito foi a ampliação dos recursos de emendas nas despesas do Ministério da Saúde, com maior peso para as transferências aos municípios. Neste cenário, esta tese tem como objetivo analisar as implicações das transferências federais por emendas parlamentares para o financiamento e a gestão municipal do SUS. O desenho do estudo foi composto de três abordagens metodológicas: 1) revisão narrativa de literatura; 2) análise de dados secundários em âmbito nacional; e 3) estudo de caso da região Metropolitana I do estado do Rio de Janeiro. Observou-se que os enfoques principais na produção científica sobre o tema foram as condições de governabilidade do executivo federal; a reeleição dos parlamentares e a alocação de recursos e suas implicações para políticas públicas. Pela análise dos dados de repasses federais, identificou-se que os recursos de emendas apresentaram expressivo aumento, em especial a partir de 2018. No período de 2016 a 2021, mais de 80% foram alocados aos municípios, representando 9,5% dos repasses federais, com 91,2% de natureza de custeio. As transferências por emendas diferem dos repasses regulares por possuir maior instabilidade e variação per capita entre os montantes captados pelos municípios, e por destinar a maior parte dos recursos ao Nordeste e à APS. No estudo de caso, evidenciou-se o contraste entre a ampliação dos recursos de emendas e a retração nos repasses regulares No âmbito da APS foram identificados padrões diferenciados de transferências federais entre os municípios. Os gestores municipais diversificaram suas estratégias de captação de verbas e apontaram para desafios para execução dos recursos e para o planejamento municipal. As emendas parlamentares se configuram como uma modalidade diferenciada de alocação de recursos no SUS, que produz novas distorções e assimetrias, com implicações para as relações intergovernamentais e entre os poderes executivo e legislativo. Na gestão local, as emendas impulsionaram mudanças organizacionais e elevaram preocupações acerca dos riscos de descontinuidade de ações e serviços de saúde. |
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Silva, André Schimidt daBaptista, Tatiana Wargas de FariaAndrade, Carla Lourenço Tavares deLima, Luciana Dias de2024-10-11T17:31:33Z2024-10-11T17:31:33Z2024SILVA, André Schimidt da. As emendas parlamentares ao orçamento da União : implicações para o financiamento e a gestão municipal do Sistema Único de Saúde. 2024. 160 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2024.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/66478Mudanças nas regras do orçamento da União introduzidas a partir de 2014 tornaram parte das emendas parlamentares de execução obrigatória, reconfigurando as relações entre os poderes executivo e legislativo nessa matéria. No âmbito da política de saúde, o primeiro efeito foi a ampliação dos recursos de emendas nas despesas do Ministério da Saúde, com maior peso para as transferências aos municípios. Neste cenário, esta tese tem como objetivo analisar as implicações das transferências federais por emendas parlamentares para o financiamento e a gestão municipal do SUS. O desenho do estudo foi composto de três abordagens metodológicas: 1) revisão narrativa de literatura; 2) análise de dados secundários em âmbito nacional; e 3) estudo de caso da região Metropolitana I do estado do Rio de Janeiro. Observou-se que os enfoques principais na produção científica sobre o tema foram as condições de governabilidade do executivo federal; a reeleição dos parlamentares e a alocação de recursos e suas implicações para políticas públicas. Pela análise dos dados de repasses federais, identificou-se que os recursos de emendas apresentaram expressivo aumento, em especial a partir de 2018. No período de 2016 a 2021, mais de 80% foram alocados aos municípios, representando 9,5% dos repasses federais, com 91,2% de natureza de custeio. As transferências por emendas diferem dos repasses regulares por possuir maior instabilidade e variação per capita entre os montantes captados pelos municípios, e por destinar a maior parte dos recursos ao Nordeste e à APS. No estudo de caso, evidenciou-se o contraste entre a ampliação dos recursos de emendas e a retração nos repasses regulares No âmbito da APS foram identificados padrões diferenciados de transferências federais entre os municípios. Os gestores municipais diversificaram suas estratégias de captação de verbas e apontaram para desafios para execução dos recursos e para o planejamento municipal. As emendas parlamentares se configuram como uma modalidade diferenciada de alocação de recursos no SUS, que produz novas distorções e assimetrias, com implicações para as relações intergovernamentais e entre os poderes executivo e legislativo. Na gestão local, as emendas impulsionaram mudanças organizacionais e elevaram preocupações acerca dos riscos de descontinuidade de ações e serviços de saúde.Changes in the rules of the federal budget introduced from 2014 made part of the parliamentary amendments mandatory for execution, reconfiguring the relations between the executive and legislative branches in this matter. In the realm of health policy, the first effect was the expansion of amendment resources in the expenses of the Ministry of Health, with greater weight given to transfers to municipalities. In this scenario, this thesis aims to analyze the implications of federal transfers through parliamentary amendments for the financing and municipal management of the Unified Health System (SUS). The study design consisted of three methodological approaches: 1) narrative literature review; 2) analysis of secondary data at the national level; and 3) case study of Metropolitan Region I of the state of Rio de Janeiro. It was observed that the main focuses in the scientific production on the topic were the governability conditions of the federal government, the election of parliamentarians and the allocation of resources and their implications for policies. Through the analysis of federal transfer data, it was identified that amendment resources showed a significant increase, especially from 2018 onwards. From 2016 to 2021, more than 80% were allocated to municipalities, representing 9.5% of federal transfers, with 91.2% of them being for operational expenses. Amendment transfers differ from regular transfers due to their greater instability and per capita variation among the amounts captured by municipalities, and for targeting most of the resources to the Northeast and Primary Health Care (PHC). In the case study, a contrast was evident between the expansion of amendment resources and the retraction in regular transfers. In the context of PHC, differentiated patterns of federal transfers between municipalities were identified Municipal managers diversified their funding strategies and pointed out challenges for resource execution and municipal planning. Parliamentary amendments constitute a differentiated modality of resource allocation in SUS, which produces new distortions and asymmetries, with implications for intergovernmental relations and between the executive and legislative powers. At the local level, amendments drove organizational changes and raised concerns about the risks of discontinuity of health actions and services.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porEmendas ParlamentaresFinanciamento da Assistência à SaúdeAlocação de RecursosGestão em saúdeAtenção primária à saúdeSistema Único de SaúdeParliamentary AmendmentsHealthcare FinancingResource AllocationHealth ManagementPrimary HealthcareUnified Health SystemHealthcare FinancingResource AllocationHealth ManagementPrimary HealthcareUnified Health SystemFinanciamento da Assistência à SaúdeAlocação de RecursosGestão em SaúdeAtenção Primária à SaúdeSistema Único de SaúdeOrçamentosLegislação e jurisprudênciaRelatos de CasosLiteratura de Revisão como AssuntoAs emendas parlamentares ao orçamento da União: implicações para o financiamento e a gestão municipal do Sistema Único de SaúdeParliamentary amendments to the federal budget: implications for the financing and municipal management of the Unified Health Systeminfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis2024-06-26Escola Nacional de Saúde Pública Sergio AroucaFundação Oswaldo CruzRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/9ba5b02e-6855-4a03-96da-61e8df813beb/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALandre_schimidt_silva_ensp_dout_2024.pdfapplication/pdf1608394https://arca.fiocruz.br/bitstreams/96ba3e5c-fbe4-4980-a6d3-ba8ec81eb962/download9fe04ae673d4370ae5ba74c514653e3bMD52trueAnonymousREADTEXTandre_schimidt_silva_ensp_dout_2024.pdf.txtandre_schimidt_silva_ensp_dout_2024.pdf.txtExtracted texttext/plain103375https://arca.fiocruz.br/bitstreams/688f8beb-58e9-42d3-ba73-917ff7d0cd26/download2b60bf692b6e8073c446ad8807df8ebdMD59falseAnonymousREADTHUMBNAILandre_schimidt_silva_ensp_dout_2024.pdf.jpgandre_schimidt_silva_ensp_dout_2024.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2566https://arca.fiocruz.br/bitstreams/c67a5fa5-8c80-40c4-a792-8ba80aea1d31/downloada413bc9c7afd02d15209edd3c378e782MD510falseAnonymousREADicict/664782025-07-29 23:03:02.834open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/66478https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-30T02:03:02Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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